Jade García, uma adolescente de 16 anos. Um pouco complicada e um tanto rebelde, que não leva desaforos para casa. Acreditava em Deus, mas depois que perdeu sua mãe para uma doença com 10 anos, todo esse consentimento mudou e se tornou uma ateia. De...
"Só quero que me veja como alguém que pode contar, como uma amiga"
"Eu tive uma pequena paixão pela Jade"
"Eu desisto"
"Eu realmente tive uma paixão por ela, a mesma me causou uns sentimentos que me deixaram confusos"
"Desisto de tentar achar que a culpa é nossa por tirar você do orfanato"
"E eu percebo que não gosto da Jade, e estou feliz por isso"
"Faça o que quiser"
"Ainda não desistiu da Geórgia, né?"
"Quer voltar para o orfanato? Está bem, volte, amanhã ligo para lá, está livre da gente"
"Enfim, estou aliviado de que esse sentimento que criei pela Jade não se tornou em algo maior"
Tudo o que a Sophia havia falado continua rodando na minha cabeça, ao ponto de eu não conseguir dormir e eu não sei bem o porquê. Assim como, tudo o que escutei da conversa com o Anthony e o Benjamim.
Eu consegui o que eu queria, irritei tanto a Sophia ao ponto dela desistir de mim e me entregar para voltar para o orfanato.
Mas do que adiantaria?
Minha mente perguntou.
Sua melhor amiga não está mais lá e ela era a única família que lhe restava e parece que a mesma está bem feliz com sua vida nova. Como está completamente diferente, você mesma não reconhece.
O que adianta voltar? Você não tem mais motivos, Jade, e você em si não quer mais voltar...
Vai conseguir ficar longe da Isabel?
Vai conseguir ficar longe dos Miller?
E foi daí que percebi que estou com medo, pela primeira vez, de voltar para o orfanato.
Assim, tanto como o que da Sophia e do Benjamim, doeu a minha alma.
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Dia seguinte/7:30M
Está um silêncio tremendo na mesa do café da manhã. Sinto os olhares em cima de mim e da Sophia, a mesma não falou nem sequer uma palavra desde então.
Mas tanto faz também.
Para de ser mentirosinha, que não está tanto faz assim para você não.
Cala boca, mente!
Tudo bem, tudo bem, confesso de fato que estou talvez... mas só, talvez, preocupada, ela não fica tão silenciosa assim, desde a primeira vez que me tirou do orfanato.