Jade García, uma adolescente de 16 anos. Um pouco complicada e um tanto rebelde, que não leva desaforos para casa. Acreditava em Deus, mas depois que perdeu sua mãe para uma doença com 10 anos, todo esse consentimento mudou e se tornou uma ateia. De...
Os dias estavam passando voando, último jogo hoje com as meninas do vôlei e também último dia de aula, eu poderia estar feliz, mas...
Eu tenho pouco tempo com Isabel, e isso doí demais. Tento ter esperança de que Jesus a cure, mas talvez isso não aconteça. Não gostava nem um pouco de pensar sobre isso, só me causaria mais tristezas.
Preferia pensar sobre as coisas "boas" como a minha avó mesma me disse.
- Bom dia. - disse Isabel, me viro vendo-a na porta, me olhando sorrindo. A senhora continua abatida, mas o sorriso nunca saia do seu rosto.
- Bom dia. - digo sorrindo de lado e vou andando até minha cama, me sentando.
- Está animada para o jogo? - ouço Isabel perguntar. A encaro por um momento e forcei um sorriso.
- Unhum... treinamos bastante, espero que consigamos ganhar. - digo e me viro já arrumada. - Nada que o último dia de aula e, como brinde, um joguinho de vôlei. - sorri e a senhora faz o mesmo gesto.
- Vamos descer? O café está pronto. - ela diz, mudando de assunto.
- Claro, terminei. - me levanto e ando até a porta e, quando vou passar, a mesma me impede, encaro a mais velha completamente confusa. - O que foi?
- Está tudo bem, Jade? - Isabel fixa seu olhar em mim. Eu sabia que ela sabia que não está tudo bem, não tanto como eu tento demonstrar que está.
- Está, sim, abuela. - minto e a chamo como costumo e ela sorri.
- Então, está bem. Vem, vamos descer antes que o café esfrie. - a senhora disse e abraça meu ombro sorrindo e saímos do meu quarto. - Nossa, você está bem magrinha, Jade, tem que comer direito. - Isabel diz (como sempre), eu solto uma risada de leve, melhorando aquele clima tenso que estava.
- Relaxa, eu tenho a melhor cozinheira chefe ao meu lado. - digo sorrindo para ela e descemos a escada, reparei um sorriso em seu lábio.
- Isso é uma verdade. Gracias meu bom Dios. - a mulher agradece e nós duas sorrimos.
Enquanto passo pela sala, via a mesma contar alegremente o que fez para o café, como ela sempre faz em um dia de manhã.
A forma com que Isabel fala animadamente sobre a comida e sempre dando graças a Deus, sempre anima uma manhã. Além disso, eu, como 99% das pessoas do mundo, acordo não com muita paciência de manhã, com um "mau-humor diário". Porque sempre tem 1% que acordar normal, como minha abuela.
- Fiz aqueles biscoitos com gotas de chocolate que você tanto gosta. - a mesma sorriu para mim alegremente quando entramos na sua cozinha.
- Obrigada, abuela. - sorri para ela, que sorriu carinhosamente como sempre faz.
Vou sentir faltar dela...
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