Jade García, uma adolescente de 16 anos. Um pouco complicada e um tanto rebelde, que não leva desaforos para casa. Acreditava em Deus, mas depois que perdeu sua mãe para uma doença com 10 anos, todo esse consentimento mudou e se tornou uma ateia. De...
- Bom dia, bom dia! - escuto uma voz conhecida enquanto dormia, mas estou tecnicamente acordada. Logo sinto um breve clarão no meu rosto e forço os olhos. - Vamos, Jade, levanta, daremos um passeio hoje! - Sophia, a dona da voz, diz. Tampo a cara com almofada.
Vamos lá! Estou de férias e quero dormir, eu preciso e mereço isso.
- Bora, Jade! Levanta, vamos lá! Vai ser legal, já estamos todos arrumados para sair. - ouvir ela insistir. Tiro a almofada da cara, olhando diretamente para o relógio que tem ali e marca: "7:00" em ponto. Arregalo os olhos na mesma hora. Eu não acredito!
- Você me acordou às sete horas da manhã? - pergunto sem acreditar e a mesma sorri brevemente. - Costumo acordar esse horário para ir para a escola! E eu não estou indo para a escola, eu estou de férias! - continua a reclamar e a mulher suspira. Eu, que deveria estar suspirando, nem isso, bufando! Fui acordada uma hora dessa!
- Jade...
- Quero dormir... - choramingo e vejo ela sorrir e me encarar. Observo Sophia. Não fiz isso antes. Ela está com um short soltinho, uma blusa amarela, amarelo era a cor favorita da minha mãe... e um chinelo nos seus pés.
- Vamos dar um passeio, todos já estão arrumados, vamos! Vai se arrumar, vocês vão gostar!
- Sophia...
- Jade! É uma ordem. - a loira fala firme. Fito a mulher por um tempo, vendo que a mesma não mudará de ideia. Suspiro derrotada e chuto as cobertas, saindo da cama.
- Pode pelo menos me dizer aonde vamos? Para mim, escolher o tipo de roupa. - pergunto, avaliando minhas roupas e bocejando. Estou morrendo de sono, espero que seja um lugar ótimo, porque se não eu ia ficar de mau-humor o restante do dia.
Quem acorda de bom humor?
- Vai ir tomar banho e eu vejo para você. O lugar é uma surpresa. - escuto a senhora mais velha dizer e me viro, encarando a mesma que me observa sorrindo de leve. - Pode ir, Jade, confie em mim, eu sei o que estou fazendo. Você precisa respirar ar puro, depois de tudo o que aconteceu durante essa semana. - Sophia disse, ainda me fitando. Encaro-a ela de volta, suspiro e enfim ando até o banheiro devagar, cedendo. Preciso de um banho.
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Horas depois...
"O lar é onde mais se sentimos em casa..."
Estamos em um parque. Sabe aqueles parques típicos de "família"? Gramado verde. Bancos em volta para sentar, pessoas sorrindo fazendo piqueniques, outras fazendo caminhada.
Crianças brincando, cachorros passeando com seus donos. Alguns andando de bicicleta em calmaria.
Eu amo parques. Mas sempre costumava vir com a minha mãe, na verdade, sempre foi eu e ela paramos tudo, além disso, que meu pai bem... se esqueceu de que tinha uma filha, uma esposa.