Jade García, uma adolescente de 16 anos. Um pouco complicada e um tanto rebelde, que não leva desaforos para casa. Acreditava em Deus, mas depois que perdeu sua mãe para uma doença com 10 anos, todo esse consentimento mudou e se tornou uma ateia. De...
- Abuela... - chamo ela e abro a porta do seu quarto lentamente e a vejo sentada na sua cama com pijamas e a mesma sorri. - Vim ver a senhora, Sophia disse que estava se sentido um pouco cansada. - sento na ponta da sua cama e ela me olha.
- Deve ser efeito dos remédios que o doutor passou... - Isabel fala e eu fico preocupada.
- Está tomando remédios? - pergunto e ela sorri.
- Jade, já viu me idade? Se vocês jovens tomam, imagina a gente. Eu já tomava, só que tive que trocar. Não se preocupe, estou bem - a senhora disse isso tudo sorrindo. A observo.
- Tudo bem, então. - digo simplesmente e ela me observa.
- Como foi a saída com seus amigos? - a mesma pergunta interessada.
- Foi... - é apenas como respondi e fiquei em silêncio.
- Aconteceu algo? - ela pergunta preocupada. - Sabe que pode me contar qualquer coisa, né? - a senhora me encara e eu sorri. Sim, eu sabia.
- O Jason... - começo a falar e fingi uma tosse, estando incomodada em entrar naquele assunto. - Ele disse que me ama vó. - a encaro. - Não apenas como amiga, mas como... tipo a Sofi e o Brian, sabe?
- Hum...
- É tão estranho isso... - murmuro e olha para minhas mãos.
- Como se sentiu quando o mesmo disse isso? - ela quis saber.
- Estranha... eu acho. - respondo. - O Jason é tipo, a Ava na versão masculina. - solto uma risada. Imaginando ele loiro e branco.
- Bem, eu percebi que ele te olhava diferente. - a mulher disse. - Mas, você gostou do Benjamim, então...
- É... - apenas o que respondo.
- E agora, você sentiu algo pelo Benjamim? - ela quis saber e eu a encaro.
- Não. - respondo. - Somos só amigos e ele ama a Geórgia. - disse.
- E, eu sei que tudo é novo para você em questão, Jason. Mas e se você desse uma chance para ele? - abuela pergunta e eu faço careta.
- Eu e o Jason, abuela? - ri. - Esses remédios estão deixando a senhora biruta, isso sim. - respondo rindo e ela me dá um tapa. - Au!
- Me respeita, garota. - a mesma responde e torce. A encaro. Agora que percebi que está um pouco abatida. - Não se preocupe, estou bem. - ela faz carinho no meu braço. - Quer ouvir uma história? - a senhora pergunta e eu fico curiosa.
- Quero. - chego mais perto dela e a mesma sorriu.
- Era uma vez...
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Jason pov.
- Tudo bem, filho? - minha mãe pergunta, sentando-se do meu lado no sofá. - Como foi a saída com suas amigas? - ela quis saber.
- Foi estranho, mas ficou pior quando a Julie apareceu. A piorou o que já estava ruim. - solto uma risada. - Mas a gente conversou e agora acho que ela vai me deixar em paz. - suspiro aliviado.
- Eu fico feliz que você superou seus traumas em questão dela. - minha mãe fala e eu sorri. - E a Jade? - a senhora pergunta com a esperança e eu nego com a cabeça.
- Além de eu não ter a Jade como minha namorada, acho que vou perder minha melhor amiga... - respondo olhando para frente, sentindo um aperto no peito.
- Dá um tempo para ela filho... continua muito recente. Acredito que a cabeça dela deve estar quase explodindo. - a mesma disse e solta uma risadinha. - Você sabe, que eu e seu pai éramos melhores amigos da faculdade e ele me contou que me amava. - ela ri e eu presto atenção. Raramente minha fala do meu pai. Por mais que eu já sei sobre essa história. - Minha cabeça quase explodiu, eu não enxergava ele assim. Mas com o tempo eu percebi que tinha sim um sentimento, mas nunca busquei para entender ele, até seu pai dizer que senti algo a mais do que amizade. - Dona Débora conta.
- Você acha que com a Jade...
- Eu não sei, filho. Na adolescência, nossos sentimentos são confusos. - minha mãe explica. - Só vai com calma, foi disse que ela gostava desse tal de Benjamim. Não tem como saber se há um sentimento ou não. Só dê tempo ao tempo e tome cuidado, para você não ser o que vai sair machucado dessa história. - ela disse e dá um beijo carinhosamente na minha testa.
Logo, minha mãe saiu da sala e eu suspiro, levantando.
Vou andando até meu quarto e, chegando lá, ligo a luz nele. Observo o meu quadro de fotos e ando até ele vendo uma foto.
- Espero que nossa história seja com os meus pais, mas sem o divórcio. - sorri pegando a foto da Jade.
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Jade POV.
- Então, a princesa descobriu que, no final, ela não amava o príncipe, mas sim o outro príncipe que ela considerava como melhor amigo. Mas ela não sabia disso? - pergunto confusa, depois a abuela me conta história.
- Sim. - ela disse simplesmente.
- Então, você está querendo dizer que eu sou a princesa, e eu não amava como achava o Benjamim, mas sempre tive uma paixão secreta pelo Jason, mas não sabia disso, até ele me contar que sentia algo? - pergunto, a questionando.
- Eu não disse isso, mas se interpretou dessa forma... - ela deita na cama.
- Praticamente foi isso que a senhora disse, abuela. - olho para a mulher mais velha que sorri.
- É apenas uma história, niña... - a senhora fala simplesmente.
- Tá bom... eu sei que eu sou a princesa. - deito do lado dela. - Mas eu não amo nenhum e nem outro... pelo menos não amo o Jason, como a princesa ama o cara que esteve com ela desde o início.
- Se você diz... está dizido. - a mulher responde. Fica um silêncio.
Nego com a cabeça com essa história maluca...
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