Jade García, uma adolescente de 16 anos. Um pouco complicada e um tanto rebelde, que não leva desaforos para casa. Acreditava em Deus, mas depois que perdeu sua mãe para uma doença com 10 anos, todo esse consentimento mudou e se tornou uma ateia. De...
- Então... nós chamamos vocês aqui porque queremos conversar com vocês. - Sofi começou, e eu e o Tony olhamos atentos para ela e o Brian.
- Eu e sua mãe estamos pensando em mudar de casa. - disse ele, e eu e Anthony nos entreolhamos na mesma hora. - Obviamente, somos uma família, então queremos decidir isso juntos. Queremos saber o que vocês dois acham. - Brian concluiu, com os olhos cheios de expectativa. Sofi também nos observava com curiosidade.
- Bem... - meu irmão começou, cruzando os braços. - Por mim, tudo bem. Acho que essa casa já era grande demais até quando éramos cinco... imagina agora. - ele deu um sorriso fraco, preso em memórias. - Claro que vai ser uma mudança e tanto, mas... nossa família já está acostumada com mudanças. - os três sorriram, compartilhando um entendimento silencioso. - Por mim, tudo certo. - finalizou, e todos voltaram o olhar para mim.
Fiquei os encarando, meio confusa.
- Ah! Agora entendi que estão esperando minha resposta também. - ri da minha própria lerdeza, e eles riram junto. - Eu concordo com o Tony e...
- Calma! Pera. - Anthony me interrompeu, me fazendo levar um susto.
- O que foi? - perguntei, preocupada.
- Jade García concorda comigo? - disse, me olhando com deboche, e eu revirei os olhos antes de acertar um tapa no braço dele.
- Au!
- Crianças... - Brian interveio, chamando nossa atenção. Cruzei os braços, irritada. O susto foi real. - Deixa sua irmã falar, Tony.
- Eu só estava brincando, pai. - O idiota respondeu rindo, e eu o encarei.
- Que pena que só você achou graça. - retruquei, o encarando mais ainda. Ele riu mais. Bufo. - Voltando, já que o palhaço do Anthony me interrompeu... - o encarei novamente, ele deu de ombros. - Por mim, tudo bem. A gente estava aqui devido à Isabel, mas... - ambos abaixaram a cabeça com o peso do nome dela. - Bem, acho que ela também gostaria dessa mudança. Por mim, tudo bem também. Mas... o que vai acontecer com essa casa? - perguntei, e Tony repetiu o gesto com o olhar.
- Fala com eles, amor! - meu pai olhou para minha mãe.
- Bem... vamos deixá-la aqui, manter alguém cuidando sempre, e usá-la pra eventos de família. - ela explicou, e assentimos. - Vou conversar com o restante da família e começamos a procurar outra casa. Um novo recomeço para todos nós. - Sofi disse, sorrindo. Nós sorrimos também.
Logo em seguida, os dois abriram os braços e eu e Tony os abraçamos.
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Meses depois/ Dia da mudança.
- Está cego, Tony? Se você derrubar essa caixa, a mamãe vai te matar! - falei, passando pelo meu irmão, que brinca com uma das caixas de mudança nas mãos.