Jade García, uma adolescente de 16 anos. Um pouco complicada e um tanto rebelde, que não leva desaforos para casa. Acreditava em Deus, mas depois que perdeu sua mãe para uma doença com 10 anos, todo esse consentimento mudou e se tornou uma ateia. De...
Olhava para o teto, lembrando de cada detalhe da carta. Não tinha descido para jantar e tentei explicar que não estava me sentido muito bem, omiti alguns fatos, mas do "não estava me sentido bem" é real, não estou mesmo.
Óbvio que a família risadinha ficou preocupada. Mas me deixou na minha, agradeci mentalmente por isso.
Logo após, Sophia veio no quarto deixar algo para eu comer e ficou ali até eu comer, pelo menos um pouco. Forcei o possível a comer, só para ela ir embora, queria ficar sozinha.
E até agora não consegui dormir. A carta da minha mãe toda hora aparece na minha mente, com a carta que escrevi para Deus.
Eu não era tonta e muito menos idiota, sabia que ele tinha mandando essa caixa das coisas da minha mãe como resposta da última carta que lhe enviei. Além disso, tinham perdido ela muito tempo e do nada a acharam, logo após eu ter escrito uma carta ao mesmo.
Queria que fosse apenas coincidência, mas não poderia mentir para mim dessa forma. Deus havia me respondido, e além de eu não estar sabendo lidar com a carta, também não estava sabendo lidar com esse fato.
A vida toda, achei que ele tinha me abandonado e se esquecido de mim e até mesmo levado minha mãe. Mas, como na carta, ela pediu para que levasse, porque não aguentava mais tanto sofrimento por causa daquela doença. Eu sabia que não era apenas o seu sofrimento que ela dizia, mas o meu também, percebi nisso quando li as outras cartas.
Lembro-me que uma a mesma escreveu assim: "Não aguento mais ver minha pequena Jade sofrimento, Deus, ela é apenas uma criança. Deveria brincar como uma criança normal, se preocupar com a escola e me dá trabalho. Não com uma mãe que está doente, quase morrendo, não é apenas eu que sofro, mas Jade também. Liberte-a desse sofrimento também ".
Além disso, minha mãe pediu que outra família cuidasse de mim, uma família cristã. Que eu tivesse uma oportunidade de ter um pai onde nunca tive. E hoje, vivo isso sem saber.
Levanto da cama, me sentando e passando a mão no rosto e olhando em voltar daquele quarto escuro. Completamente sozinha. Mas eu sabia que não estava sozinha, pelo menos não mais.
- Oi? - começo a falar olhando para frente. - Você está aqui, não é? - pergunto. Fecho os olhos. - Sei que está aqui. Como sempre esteve. - digo e suspiro. - Sinto muito, Jesus, eu errei, errei feio. Deveria ter ouvido antes, espero que não seja tarde demais... - abro os olhos lentamente.
Ligo a luzinha que tem ali e pego meu caderno e uma caneta. Abro ele e começo a escrever.
De: Jade
Para: Jesus.
Querido Dios...
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9:00 da manhã.
Toco novamente a campanha da casa da Ava. Sabia que ela está ali, porque liguei para Jasmim, ela disse que foi trabalhar, mas Ava estaria em casa. E que ficava feliz por eu ir visitá-la, ela não parecia muito bem. Isso foram palavras de Jasmim, sua tia.