Juliette Freire, é uma famosa professora de dança, dona da freire dancing, um estúdio de dança, conta com a ajuda de uma equipe bem capacitada que também são seus amigos, e devido ter crescido tanto na sua área profissional ela já não necessita atua...
❌Atenção: este capítulo pode conter gatilho, aborda crise de ansiedade... Parte dessa situação, é real... Aconteceu, irei trazer algumas situações reais como falei em alguns dos capítulos anteriores!
****** POV: Sarah
Quando saí do banho tinha mensagem da Ju, avisando que tinha chegado bem! Eu pedi e ela mandou mesmo, achei que não faria. Respondi logo que vi e fui me arrumar, já que Thais não ia desistir da ideia de me levar pra sair.
Optei por vestir um macacão preto, já que não podia usar nada muito transparente ou curto porque mostraria o roxo na costela. Prendi o cabelo num rabo de cavalo — queria passar a imagem de que estava bem, mesmo que por dentro fosse uma bagunça.
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(Como sarah que Sarah estava vestida)
Assim que desci as escadas, encontrei Thais, e também Carla... Que pelo visto iria com a gente!
— Agora entendi a demora, você está simplesmente maravilhosa, amiga! — Thais me elogiou com aquele sorriso que sempre parece maior do que a boca permite.
— Obrigada, Thata! Você também tá linda. E você também, Carla! — falei rindo, indo até ela para cumprimentá-la.
— Obrigada! — as duas responderam juntas, como se tivessem ensaiado.
— Então... vamos! Quero dançar muito... — Carla falou animada, os olhos brilhando como se a noite prometesse tudo o que ela esperava.
Optamos por ir de Uber, já que provavelmente iríamos beber. No carro, a conversa fluía mais entre elas duas, eu só observava. Tinha dias em que minha cabeça parecia desligada do corpo — e hoje era um desses.
Chegamos um pouco tarde, já que jantamos antes de ir. A boate estava cheia, a música alta preenchia todos os cantos, e as luzes coloridas pintavam os rostos ao redor. Thais e Carla estavam animadas, dançavam, riam, bebiam. Eu não estava muito.
Preferi ficar sentada, próxima ao balcão, na área VIP. O copo nas mãos era só um enfeite, e a mente... longe. Eu pensava se Juliette já tinha dormido, se a mensagem que mandei foi clara, se ela percebeu que... eu só queria saber se ela ainda pensava em mim como eu pensava nela.
Estava distraída, mexendo no canudo do meu drink quase vazio, quando de repente senti uma mão no meu ombro.
Virei rapidamente, num susto quase silencioso, e dei de cara com um rosto conhecido demais.
— Sarah? Sarah Andrade? Quanto tempo! — era Rodolfo, um velho amigo. Ou melhor, conhecido demais para o momento errado.
— Rodolfo? Oi... tudo bem? — forcei simpatia, mesmo querendo estar em qualquer lugar, menos ali.
Sem aviso, ele me puxou para um abraço apertado demais para o tipo de saudade que eu não sentia.
— Sim. Está sozinha? — perguntou no meu ouvido por causa do som alto, ainda com a mão insistente na minha cintura.