palavras bonitas

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Autora:

— Antes de seguir com a atualização do capítulo. Se tiver alguém relendo depois que estou atualizando, por favor me dêem um feedback... Preciso saber se estão gostando da fic assim com mais detalhes, profunda, sem fugir do contexto. Se posso continuar dessa forma. Enfim... A opinião de vocês é muito importante, por favor comentem... Me dêem gás para continuar. É isso!

Um xero, da Lua!😘

Boa leitura!

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POV: Juliette

Ela gosta de mim?
Meu coração deu um pulo dentro do peito, como se tivesse escutado isso antes da minha mente conseguir processar.
Ela gosta mesmo de mim…?
Não era só charme, não era só carinho... não era só aquela nossa dança estranha entre olhares e silêncios carregados.
Era sentimento.

E de repente, tudo que eu vinha tentando ignorar começou a gritar dentro de mim.
O jeito como meu corpo reagia quando ela chegava perto.
A forma como minha pele lembrava o toque dela mesmo depois de horas.
Aquela mania boba de procurar o nome dela nas notificações.
O frio na barriga quando ela sorria só pra mim.

A Sarah gosta de mim.
E eu…
Deus… eu gosto dela também.

Mas junto com essa certeza veio o medo, como uma sombra inevitável.
Porque eu já fui promessa não cumprida, já fui amor deixado de lado, já fui mulher ferida por palavras bonitas e intenções vazias.
E se for mais uma vez?
E se doer de novo?

Mas e se for diferente?
E se, pela primeira vez, eu estiver olhando nos olhos de alguém que vê em mim mais do que uma passagem?
Mais do que um momento?
Mais do que um corpo? (...)

Ela tava deitada no meu peito, brincando distraída com os meus dedos, como se o tempo tivesse esquecido da gente ali.
E eu… eu queria perguntar tudo.
Queria me jogar nesse sentimento com ela.
Mas também precisa entender o que havia acontecido com ela.

Foi então que chamei, quase sem voz:

Sah?

Ela respondeu com aquele “hum?” manhoso, e eu sorri… como uma boba. Como quem se permitiu, por um segundo, acreditar que podia ser leve.

Eu respirei fundo.
Não dava mais pra segurar.

—O que aconteceu? Desculpa perguntar, mas eu preciso saber.
Por que aquele imbecil te machucou? Isso já aconteceu antes?

Ela suspirou, levantou a cabeça e se ajeitou na cama, me encarando.
Havia uma coragem cansada nos olhos dela.

—Eu... Eu fiz umas fotos antes de ontem. Juro que não sabia que seria com outra pessoa o ensaio.
Ele não reagiu bem a isso.

Eu não falei nada.
Só a ouvi.
E meu coração começou a bater mais rápido, do tipo que vem antes da revolta.

—E-ele costuma fazer isso sempre?

Perguntei quase sem ar.
Ela desviou o olhar, como quem revive a dor só de responder.

—Não… ele nunca tinha ido tão longe.
No máximo pegava no meu braço…
E eu tentava me convencer de que era só um descontrole, que era insegurança, que isso era normal…

Meu peito se partiu.
Mas não foi só de dor por ela.
Foi de raiva, de querer ter estado ali antes.
De querer ter sido abrigo antes da tempestade.

—Meu Deus, Sarah! Isso nunca seria normal… isso nunca foi normal!
É um relacionamento abusivo, tóxico… você não merece isso!
Você tem que denunciar esse imbecil, o que ele fez com você é covardia, é crime!
—Falei levantando da cama, já com o coração disparado e a alma em chamas. Eu andava de um lado pro outro, tentando conter a raiva, mas ela escorria pelos meus gestos, pela minha voz.
Era um misto de dor, medo e impotência.

Eu era apenas euHistórias para pegar e não largar. Descubra agora