02 | Vestidos

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— Como ele não aceitou? — Perguntei, sentindo toda a satisfação que eu tive com Juan minutos atrás se esvaindo pelos meus dedos — Você ofereceu o que eu ordenei?

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— Como ele não aceitou? — Perguntei, sentindo toda a satisfação que eu tive com Juan minutos atrás se esvaindo pelos meus dedos — Você ofereceu o que eu ordenei?

— Sim, senhora! — Escuto a voz tensa de George levemente metalizada devido ao aparelho celular — Iniciei com a primeira oferta, e fui aumentando, conforme a senhora havia orientado, porém, mesmo com tudo que ofertamos Arthur disse que não romperia com o contrato, que seria uma ofensa desnecessária aos 'Brummagem', além da imensa falta de respeito, pois ele não volta atrás em sua palavra, foi exatamente assim que ele me pediu para repassar, além de dizer que jamais casaria o filho dele com uma mulher cujo rosto é desconhecido, e a origem é duvidosa.

— E o fato de eu ser desconhecida e de origem duvidosa foi o que pesou na decisão, suponho! — Afirmei, pois de tudo que George me relatou, apenas esse argumento foi capaz de me convencer, e tenho certeza absoluta que foi essa a razão de rejeitarem minha oferta.

— Sim, senhora! Eles ficaram curiosos, pediram fotos, informei que a senhora só apareceria publicamente após o casamento, eles estavam tentados a aceitar quando ofereci as armas, mas isso os manteve em dúvida sobre quem a senhora é, e consequentemente destruiu as possibilidades de um acerto. — Eu sabia.

— Entendo! Então se eles não podem desfazer o arranjo, eu farei com que a outra parte a desfaça, siga Amélia, descubra o dia que ela estará na cidade, ou em qualquer lugar público, eu irei até ela para resolver isso.

— A senhora não pretende... — George calou-se imediatamente, eu sabia o que ele pensava, eu não era uma barbara, não haviam motivos para matar a moça apenas pelo fato de ela ser a noiva de Noah, na máfia não escolhemos os noivos, eu compreendo isso, casar com quem se ama é sorte, a máfia vem sempre em primeiro lugar, e os casamentos precisam beneficiá-la, os noivos que lutem para se dar bem após a cerimônia.

— Às vezes você me cansa George! O que pensa que eu sou? Um monstro? — Perguntei sarcástica, e pude ter certeza de que ele sorria e fazia gestos afirmativos com a cabeça do outro lado da linha. — Pois saiba que não irei matá-la — Respirei fundo antes de sorrir levemente — Apenas irei conversar com ela.

— Certo, senhora! Estarei descobrindo a agenda dela, quando tiver uma data e um local, te avisarei! — Ele respondeu, e eu comecei a planejar como seria esse encontro.

— Perfeito George! Bom trabalho! — Desliguei o telefone pensando em tudo que eu precisaria fazer depois desse desdobramento dentro do meu planejamento inicial, abri a tela do meu computador e comecei a trabalhar, eu tinha um casamento para conseguir, mas ainda tinha uma máfia para administrar, e ninguém fazia isso melhor do que eu, hoje o dia seria bem longo.

(...)

Duas semanas se passaram desde que George começou a investigar a vida de Amélia, e ela não saia para absolutamente nada, eu não fazia ideia de como ela conseguia ficar tanto tempo dentro de casa sem dar o ar de sua graça na rua, eu estava quase me dando por vencida e tentando encontrar outra solução para resolver essa situação sem que envolvesse a minha exposição, até que escuto batidas características na porta do meu quarto.

A Senhora • COMPLETOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora