🔞🔞DARK ROMANCE🔞🔞 A SENHORA 🔞🔞
Noah Clifford, futuro líder da Máfia Sloggers, tinha tudo sob controle e um futuro formidável a sua frente, até que sua ambição o levou a cometer um erro fatal: machucar a mulher que amava, Eva Poirot. Agora, ele...
Recadinho: Espero que tenha valido a pena esperar, eu estava emocionalmente sugada depois dos últimos capítulos, mas agora as coisas estão voltando ao normal aqui dentro, então consegui fluir. Acredito que daqui para a frente voltaremos com o fluxo de capítulos que eu pretendia manter. Espero que curtam e me desculpem pela demora. Beijos e boa leitura.
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O luto é um sentimento estranho e único, que evoca tantas sensações conflitantes e eternas que são difíceis de mensurar. Eu sentirei eternamente falta do pai que eu conheci, e eternamente sentirei repulsa por descobrir um lado nele que eu jamais esperava ver. Eu não sou inocente, de forma alguma, sei muito bem como o nosso meio é, e sei as coisas sujas que acontecem por aqui. Eu também faço parte disso.
Conheço bem o que homens são capazes de fazer no nosso meio, o que não é muito diferente dos homens de fora dele, mas meus pais sempre prezaram por uma educação onde a família era valorizada. Meu pai sempre me ensinou a cuidar e valorizar a família, seu único aporte emocional diante de tanta violência que vivemos fora dela. A família é nosso ponto de paz, dizia ele, mas depois de tudo ele me mostrou que suas palavras foram vazias.
Eu me sentia completamente aturdido, flutuando entre a realidade e fantasia do que eu acreditava ser real, como se eu não pertencesse mais a mim mesmo, e tudo no final fosse tudo por ela e para ela. Era perturbador demais que eu sofresse pela morte do meu pai depois de tudo o que ele fez, mas ao mesmo tempo eu apenas o queria vivo para poder mata-lo com minhas próprias mãos, para implorar que ele me dissesse que tudo era uma grande mentira. Esse contraste era tão perturbador e me fazia internalizar ainda mais o que eu sentia.
— Eva e Noah! — Escuto a voz da doutora indicada pela ginecologista obstétrica de Eva, fazia uma semana que cremamos meu pai, não pude cumprir a promessa de imediato. Eva entendia e não cobrou, mas hoje chegou o dia para tal. Ela me olha com uma expectativa quase infantil, com a alegria que ela costumava me olhar quando namorávamos. Um sorriso tão puro que ao mesmo tempo em que me alegra profundamente me faz sentir uma tristeza aterradora. Eu sorrio para ela da melhor forma que posso.
Tive uma discursão estranha com meu irmão antes de irmos embora do baile. Ele finalmente apareceu no momento que eu estava esperando Eva para ir embora.
— Onde você estava? — Perguntei assim que o avistei.
— Estava resolvendo uns assuntos — respondeu vago como sempre quando quer esconder algo — estou preocupado, o pai não atende o telefone, a mãe está nervosa também, ela levou as meninas para casa pois as duas estavam capotando na mesa, mas me pediu para avisar assim que conseguir falar com ele. — Meu coração gelou. Eu era um covarde, pois eu não tinha coragem de falar a verdade para ele.
— Ele ainda não apareceu? — Perguntei de forma vazia, sem saber ainda como agir com essa situação tão... única.
— Noah? — Ele me olhou de forma sugestiva — O que aconteceu? Você está estranho desde que chegou, parece que veio de um velório, mal fala com os outros, está aéreo e eu diria que está quase deprimido. Era para você estar feliz hoje, ainda mais sobre o fato de Eva renunciar. Não sei como você a convenceu depois de ter matado o outro lá, mas você fez e eu devo te parabenizar por isso. Era para estar ao menos alegre por esse feito.