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Eu não podia voltar ao hospital, não agora, nem mesmo hoje, não do jeito que me sinto

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Eu não podia voltar ao hospital, não agora, nem mesmo hoje, não do jeito que me sinto. O ódio que emana dos meus poros é algo tão potente que se eu chegar lá dentro do quarto onde os dois estão tão recheado de paz, é capaz de eu acabar com toda ela em segundos. Volto para dentro da casa e vou até ao escritório de Arthur. Eu lembro a senha do cofre, pego uma quantidade razoável de dinheiro com o qual Emma poderá sair do pais e se manter modestamente por mais ou menos um ano, nada mais. Ela terá que aprender a se virar sozinha, isso se quiser continuar viva.

Espero por algum tempo para conseguir me acalmar e digerir tudo aquilo. Quando saio de lá cerca de duas horas depois, ela já está com três malas ao seu redor e um olhar de pura decepção. Meu coração se acelera de novo e nós nos encaramos por alguns minutos. Havia muito e nada a ser dito. Eu não consegui abrir a boca. Minha mente está em um turbilhão de vozes perturbadoras, enquanto a olho reflito que se Eva tivesse morrido naquele dia, eu jamais chegaria a saber sobre a existência de Ava, e jamais viria a descobrir o quão longe meus pais eram capazes de chegar para beneficiar a organização.

Ou para tirar a pedra do sapato deles.

"- De qual família ela é? - Meu silêncio disse tudo - Foi o que eu pensei. Esqueça ela, ou a mantenha como sua amante se ela é tão importante para você. É o máximo que poderá oferecer a essa mulher."

Ela não tinha nada a oferecer a eles. Ele sabia desde o começo! Estava tudo tão claro agora. Por essa razão ele me queria fora do país. Eu me recusei a coloca-la no papel de amante, o único que meu pai aceitaria que ela ocupasse, e com isso a condenei e condenei a minha filha. Meu Deus! Minha filha! Minhas mãos vão até minha cabeça em um gesto de dor...

"- Arthur está morto, e se você planeja se manter viva, é bom me falar exatamente o que aconteceu com a minha filha. - Seus olhos se arregalam de surpresa, e posso jurar que havia algum tipo de alívio ali.

- Vou preparar um café, então conversamos, vou te contar tudo. Eu juro! - Assinto, enquanto a observo andar a passos temerosos para a cozinha, quando o café fica pronto ela se senta a frente do balcão e nos serve do café antes de por fim começar a falar.

- Antes de eu falar você precisa garantir que não vai me machucar - ergo a sobrancelha e tiro a arma da cintura, a apoiando sobre a bancada.

- Se a informação for satisfatória eu te mantenho viva, caso contrário...

- Eu vou te contar tudo, o mínimo que pode me oferecer é manter a minha vida - ela tremia ao falar, visivelmente assustada, eu sorri, ela não precisa saber, mas no momento que ela me falar onde minha menina está, vou encontrá-la e depois garantirei que essa sente no colo do capeta. Não existe chance dessa mulher seguir a vida dela.

- Me dê as informações que eu preciso, e eu vou fingir que você não existe. - Em sinal de falsa paz eu afastei a arma o suficiente para ela respirar mais aliviada.

A Senhora • COMPLETOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora