🔞🔞DARK ROMANCE🔞🔞 A SENHORA 🔞🔞
Noah Clifford, futuro líder da Máfia Sloggers, tinha tudo sob controle e um futuro formidável a sua frente, até que sua ambição o levou a cometer um erro fatal: machucar a mulher que amava, Eva Poirot. Agora, ele...
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Havia uma mudança clara em Eva desde que voltamos da ronda. Ela se trancou no banheiro, o que era comum visto que ela não me queria lá durante o seu banho, mas minutos depois saiu de lá com uma expressão péssima, e antes mesmo que eu pudesse me dar conta de como, ela estava fora de casa. Fiquei igual um palhaço a esperando para jantar, para ela aparecer apenas duas horas depois com uma expressão ainda pior do que antes e se enfiar debaixo do cobertor sem nem ao menos comer. Uma sensação estranha se apossou de mim ao notar que ela sofria por algo que eu não conseguia entender exatamente o que era, mas era nítido demais para ignorar.
No dia seguinte ela praticamente não comeu nada, tão pouco falou comigo ou mencionou qualquer coisa sobre o roubo. Uma apatia profunda a consumia de modo assustador. Apenas no final do dia ela finalmente abriu a boca e me disse que tinha mudado de ideia, o que a faria participar efetivamente do roubo. Eu pensei em questionar essa mudança súbita de ideia detestando a ideia de tê-la lá, ela deveria ficar em um lugar seguro e deixar os homens fazerem o trabalho perigoso, mas Eva não era dada a mudanças de ideia, ela era assertiva e objetiva, contudo, algo na expressão dela me calou, então apenas assenti e aceitei sua mudança sem questionamentos.
O restante da semana quase pareceu que Eva estava indo a um velório, na verdade eu pouco a via, apenas na hora de dormir, pois quando eu acordava, ela já não estava mais lá. Ela se isolava por completo e sua tristeza era quase palpável, era tão visível e forte que eu comecei a ficar preocupado sobre o que poderia ter acontecido com ela em tão pouco tempo. Ela não queria conversar, e eu sabia que não o faria. Magda veio visitá-la em um desses dias e saiu daqui com a expressão bem parecida com a de Eva. O clima andava tão estranho que eu sequer tive coragem de tocá-la, ou tentar qualquer aproximação.
Mesmo com toda essa áurea depressiva que a rondava, ela não ignorou qualquer uma de suas responsabilidades e as cumpriu com a mesma eficiência com que sempre o fazia, até que por fim chegou a véspera do roubo, com isso pegamos o carro e fomos até o local para conferir tudo conforme havíamos alinhado na semana passada. Fiquei esperançoso de que assim, talvez com tudo certo ela se animasse um pouco mais. Então mais uma vez decidido tento iniciar uma conversa com ela.
— Tem certeza de que prefere ficar em silêncio ao invés de me contar o que houve? — Pergunto quando chegamos até o primeiro bunker, finalmente recebendo alguma resposta, mesmo que nada objetiva dela.
— Nada que seja do seu interesse — respondeu grosseira, com uma raiva gratuita destinada a mim — Vamos, temos mais onze bunkers para olhar, e ainda temos que verificar as pistas e as fronteiras. Nada pode dar errado.
— Não vejo formas de isso acontecer, você pensou em tudo. — Elogiei, tentando ignorar a forma estúpida com a qual ela falava comigo, eu tinha a intenção de ganhar ao menos um sorriso, ou alguma expressão, por menos que fosse, mas nada.
— Sempre existe chance de algo dar errado, quanto mais ousadia a ação, maior o dano que ela pode causar. Não estou disposta a arriscar. — Sua voz soava entediada e quase ofensiva a minha pessoa, novamente tentei ignorar para manter um diálogo com ela.