Capítulo 8

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Ato II – Em Quantos Livros Me Afoguei Para Entender Que Nada Pode Doer Mais do Que a Minha Própria Realidade?

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Ato II – Em Quantos Livros Me Afoguei Para Entender Que Nada Pode Doer Mais do Que a Minha Própria Realidade?

O silêncio do carro contrastava com a tempestade que devastava o coração de Hope Andrea Cullen. Emmett, em silêncio sepulcral, dirigia com firmeza, enquanto Jasper, sentado ao lado da sobrinha no banco traseiro, observava cada expressão da jovem com olhos preocupados. A transformação havia começado. Hope havia quebrado a maldição do lobisomem — um feito que selava não apenas seu destino, mas sua identidade.

O gesto fora impensado, visceral, nascido do impulso de proteger alguém que, ironicamente, ela prometera jamais salvar: Isabella Swan. E, naquele momento, o peso desse sacrifício caía sobre seus ombros como uma armadura forjada em dor.

Os pensamentos da bruxa estavam em completo caos. O choque da traição de Edward a corroía por dentro. Não pela presença de Bella — isso ela já previa —, mas pelo fato de que ele a deixara para trás, em um campo de batalha, diante de James. Edward não pedira desculpas a Isabella. Pedira desculpas a ela. Porque sabia. Sabia que a deixara para morrer.

Hope confiava em Edward. E agora, tudo o que sentia era raiva e desilusão.

A voz de Jasper quebrou a tensão sufocante:

— Me perdoa, Hope. Eu devia ter te protegido. Agora sua vida nunca mais será a mesma durante a lua cheia... — murmurou ele, com pesar.

Hope sentiu os olhos arderem. Uma avalanche de emoções a invadiu — culpa, medo, dor. Queria chorar. Queria gritar. Queria desaparecer de Forks e se esconder em algum lugar onde pudesse, ao menos por um instante, respirar em paz. Mas Forks não era mais seu refúgio. Tornara-se sua prisão emocional.

A placa que marcava a entrada da cidade passou velozmente diante dos faróis do carro. Emmett acelerou até a residência dos Cullen. Assim que estacionou, Rosalie correu da varanda, atravessando a distância em segundos. Ao ver a filha, agarrou-a com força.

— Filha... — murmurou, os olhos sondando cada centímetro da menina.

Hope respondeu em um fio de voz:

— Oi, mãe...

Havia exaustão, amargura e dor em cada sílaba. Emmett desceu do carro, seus olhos encontrando os da esposa com seriedade.

— Ela... quebrou a maldição. — disse com pesar.

No mesmo instante, Carlisle surgiu, examinando Hope com olhos clínicos e preocupados. Ele sabia que o despertar de uma maldição da licantropia não podia ser revertido. E também sabia que os únicos que podiam ajudá-la naquele momento eram os lobos de La Push.

Esme envolveu Rosalie em um abraço materno, tentando acalmar seu desespero.

— Vai ficar tudo bem. Hope é forte. Os lobos irão nos ajudar. Eles precisam... — sussurrou, com a voz embargada.

O Pesadelo dos VoltursOnde histórias criam vida. Descubra agora