"Esse é Gabriel Froede".
O nome do garoto se repetia diversas vezes na minha mente, olhei para o sorriso superior de minha mãe e cerrei os dentes.
Não seja grossa, Carolyna, não seja grossa.
— Sinto muito, mas eu tenho que estudar. –
Falei olhando para minha mãe.
— Oras Carolyna, você estuda no sábado, não seja mal educada. - Sorri forçada.
- Então me deixa estudar, assim serei
educada. - Falei quase implorando para
minha mãe.
- Fique com o senhor Froede, enquanto
teremos uma reunião. – Ela se virou para o
garoto. - Fique a vontade, sinta-se em casa.
- Bem difícil, na minha casa só tem cinco
quartos. - Ele disse fazendo minha mãe rir.
A mulher começou a se afastar me deixando sozinha com um desconhecido, arregalei os olhos e pedi um minuto com a mão, saí correndo atrás da minha mãe.
- Mamãe, você vai me deixar sozinha com
ele? - Entrei na sua frente.
- Sim.
Esperei ela dizer mais algo, mas ela apenas
se virou e foi embora, me deixando com uma cara incrédula.
O garoto acenou para mim como se quisesse avisar que ainda estava ali. Me aproximei acanhada, ele sorriu e cruzou os braços.
– E ai? O que você faz aqui?
— Eu moro aqui. – Revirei os olhos.
- No tempo vago?
- Estudo (?).
- Coisas para se divertir?
- Temos uma biblioteca enorme. - Ele
revirou os olhos, pensei em outra coisa – Ah, temos um salão de jogos, é para os alunos.
— Então vamos. - Ele começou a andar na
minha frente, na direção errada.
— Mas... Fica para lá. – Ele me olhou por cima do ombro e riu divertido.
- Eu sabia. - Ele balançou a cabeça e deu
meia volta.
Dei risada e andei atrás do garoto, talvez
passar algumas horas com ele não fosse tão
ruim assim.
Pedi para que meus guardas não me
seguissem, eu estava bem e Gabriel
parecia ser inofensivo.
O garoto falava sem parar o quanto o castelo era bonito, nada passava despercebido pelo seus olhos. Entramos no salão de jogos e vi seus olhos brilharem.
- Minha nossa, que lugar lindo, acho que vou chorar. - Ele disse.
- Por que? - Falei preocupada.
- Esse lugar é simplesmente magnífico. - Ele
juntou os dedos e beijou, como um cidadão
italiano.
Dei risada e neguei com a cabeça, Gabriel correu na frente olhando tudo com admiração, parecia uma criança em uma loja de brinquedos, ele pegou as raquetes do tênis de mesa e me entregou uma.
- Vamos jogar!
- O que? Não! Eu não tenho coordenação
motora.
— Ótimo, então eu já tenho uma vitória
garantida.
Empurrei seu ombro e marchei até a mesa,
peguei a bolinha branca e esperei o garoto se preparar, deixei a bolinha pingar na mesa e então bati a raquete na bolinha, talvez forte demais, já que ela voou para o outro lado da sala, passando próximo ao rosto do garoto, Gabriel olhou assustado para trás e depois para mim.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Destination Traits - Capri
Dla nastolatkówThomas Caliari é um dos magnatas mais bem sucedido e pago de Los Angeles, pai de Priscila Caliari, sua herdeira, que leva a vida ostentando bebidas alcoólicas, drogas e mulheres, com tudo isso a garota acaba sendo alvo de críticas e assim atraindo m...
