Hey queridos, tudo bem?
Olha aqui a nova parte de Unconditionally!
Boa leitura.
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ACORDO com a luz do sol batendo exatamente contra minhas pálpebras. Puxo as cobertas até a cabeça cobrindo a mesma de qualquer possível luminosidade. Quando cheguei da universidade já eram dez para meia-noite, mesmo sendo tarde vi Amy preparar-se para dormir. Naquele horário Harry já não estava mais em casa e vinte minutos depois quando acabei meu banho e me preparei para dormir, ainda não havia chegado.
O ar embaixo das cobertas estava acabando e extremamente quente. Irritadiço, chuto os mesmos juntamente com um dos travesseiros que estava no meio das minhas pernas para fora da cama, desistindo de qualquer tentativa de voltar a dormir. Tateei o meu colchão procurando meu celular no meio do mar de bagunça que era o forro e o lençol que encobria. Arregalei os olhos quando achei o aparelho e acendi a tela vendo á hora. Saltei da cama e, mesmo descalço, zarpei para o banheiro.
Eu sempre reclamei de morar em Manhattan. Todas as manhãs sempre tinham algum barulho vindo da rua para me acordar. Não que eu seja ingrato, qualquer que mora em New York, deseja morar em Upper Side. Não é disso que reclamo, como eu disse é o barulho que me incomoda.
Olho-me no espelho que tem em uma das paredes do grande banheiro do meu quarto, meus cabelos bagunçados, a cara amassada e chamuscada pelo sono e meus olhos azuis dilatados em meu rosto. Tombei a cabeça para a esquerda, vendo meu reflexo me imitar, eu sou bonito, não sou? Então, por quê? Por que ele não pode me amar ou gostar de mim, ao menos?
Suspirando, eu afasto esses pensamentos e saio, passando batido pelo quarto. Desço as escadas apenas usando meu short branco folgado que usei para dormir e descalço. O aroma reconhecível da lasanha invade meu olfato e eu basicamente corro para a cozinha.
- Amy, sua linda! - A encontro mexendo alguma coisa no fogão. Há um pequeno rádio ligado em cima da bancada sintonizado em uma estação qualquer.
- Você sentiu o cheiro da lasanha, não é, Louis? - Ela revira os olhos enquanto eu solto uma risada.
- Também! - Deixo um sorriso largo abranger meu rosto, ela sorri para mim.
- Finalmente acordou, sabe que são onze e meia da manhã, não sabe? - Ela volta a mexer no fogão.
- Eu sei. O que é um milagre porque sempre há um compromisso com Harry ou um barulho que me acorda. - Termino de falar e ficamos em um silêncio agradável e então algo passa por minha mente. - Você sabe que horas Harry chegou, Amy?
- Ele não voltou para casa, querido. - Ela me responde depois de alguns segundos.
- Oh! - É tudo que consigo externar.
- Louis... - Ela me olha em pena. Aquele sentimento que todos parecem ter por mim.
- Hey, Amy! Está tudo bem. - Sorrio-lhe doce. - Ele não me deve satisfações.
- Mas, Louis, - Ela começa.
- Nada de "mas", Amy! - Olho-a repreendedor e ela suspirou concordando.
A música do rádio troca enquanto Amy vai para o fogão olhar o forno e eu sorrio vendo-a rebolar um pouquinho com o começo da melodia. E então apenas reconheço, rindo sozinho.
- O que há? - A governanta pergunta.
- Lembro que te peguei dançando essa música na cozinha uma vez, quando ela lançou. - Eu comentei alegre pela lembrança. - Você era péssima.
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UNCONDITIONALLY
Hayran KurguDizem que, quando se ama, você é capaz de tudo. Mas, o que fazer quando você ama por dois? O que fazer quando você ama uma pessoa e essa não te ama de volta? E, o pior: o que fazer quando essa pessoa é seu marido? O que fazer quando as câm...
