40. Tudo e qualquer coisa

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Oi meus amores, tudo bem com vocês?

Este último capítulo está escrito em terceira pessoa.

Amo vocês, boa leitura. ♥

•••

– VOCÊ pegou todos seus pertences no banheiro? – A voz de Harry surgiu mansa contra o silêncio do quarto. Os poucos pertences sendo arrumados dentro de uma pequena mala de mão sendo o único ruído no cômodo hospitalar, pertence esses em sua maioria de Harry, quais foram utilizados pelo mesmo na última semana que estive prostrado àquela cama.

Os quase oito dias após o acidente correram mais devagar do que Louis realmente imaginou que correriam. Se perguntasse para ele o que foi mais irritante nesses dias, ele não saberia escolher entre tantas pequenas coisas irritantes daquele lugar: se o mais irritante fora a mascará de oxigênio que teve que usar por quatro dias, quatro dias apertando suas bochechas; ou se fora o cheiro forte e constante do álcool antisséptico que persistia pelo ar até mesmo dentro do quarto; ou até mesmo o maldito bipe dos aparelhos que lhe impediam de ter uma noite adequada de sono.

Mas comparado a situação de Harry, Louis não poderia realmente reclamar, já que o homem estava dormindo, ou melhor, cochilando por quase oito dias na pequena poltrona ao lado da sua cama. Louis não concordava muito com a situação, insistia várias vezes para o homem ir para a casa de seus pais, mas o outro negava.

Todos os dias, Harry ia para o trabalho, passava na casa de seus pais ao fim do expediente para alimentar-se direito – com muita luta e insistência por parte de todos da família, já que, por ele, poderia muito bem viver da cantina do hospital e café de máquina -, e prontamente retornava ao hospital.

Veja bem, Louis não estava sendo ingrato, muito pelo contrário. A atenção de Harry era muito bem-vinda, as conversas sobre tudo e qualquer coisa apaziguava as lembranças conturbadas da confusão de semanas atrás, até mesmo cortava o tédio que lhe assolava todos esses intermináveis dias sem poder sair do quarto.

Doutor Trevor aconselhou ao casal para que Louis não conversasse muito, seu estado era um pouco delicado ainda e sua garganta irritava-se com facilidade, mas a recuperação transcorreu como deveria, mesmo com Louis burlando os concelhos. O que ele poderia fazer? Ele gostava de conversar com Harry. Para ele, os diálogos, mesmo que curtos e sobrenada, eram como uma prova que tudo estava ficando bem.

– Louis? – A Voz de Harry puxa-o de seus pensamentos.

Hm? – Louis piscou várias vezes, situando-se a Harry.

– Está tudo bem? – O tom preocupado encobriu a voz grave, a testa vincando-se lentamente, curtos passos dados na direção do menor, as mãos sendo erguida levemente na altura da cintura. - Os bebês estão bem?

Louis sorriu.

– Yeah, está tudo bem. – Ele balançou a cabeça levemente, enfatizando a fala baixa, os cantos de sua boca repuxando em um sorriso comedido.

Estranho. Está é a palavra para toda essa situação.

Sinceramente, havia certos momentos em que ele esquecia que estava esperando um filho, ou melhor, dois. Era até mesmo estranho citá-los, assim, deliberadamente. O primeiro dia foi mais difícil, todos os abraços e a congratulações, parecia algo surreal.

Sua mãe mantinha um sorriso incansável no rosto, os olhos iluminados pelo resto do dia, falava e falava sobre as roupas que iria comprar, sobre como o quarto deveria ser. Era engraçado e, por mais perdido que Louis estivesse, ele sorria para a mãe que basicamente falava sozinha já que o filho não podia responder.

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