22. Luz contra o escuro

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Hey amores, tudo bem?

•••

AS pessoas passam apressadas pelo corredor de NYU, ansiosos para irem embora e ter a tão almejada noite de sono e descanso. Eu coloco os livros que estão jogados de qualquer forma dentro do meu armário em pé contra o metal cinzento, deixando-os de forma organizada para enfim achar minha apostila de estudos dessa semana.

Irá completar três semanas desde a visita de minha mãe, Anne e os gêmeos. Os dias correram diante dos meus olhos, tão imperceptível quanto o vento fraco perante mim e logo as semanas de prova começaram. O casal ziam, eu e Thales estávamos em uma pura correria de estudos para garantirmos notas excelentes para ter uma chance nas vagas de estágios oferecidos pela universidade.

- Hey, baixinho. – Thales cumprimentou sem animação. Olhei-o rapidamente, sorrindo da mesma maneira e fraco antes voltar meu olhar para o meu armário.

- Hey, T. Está cansado, hm? – Comentei após fechar a caixa metálica e ver que ele massageia os próprios ombros enquanto mantém os olhos fechados.

- Você não imagina o quanto. – Ele murmura abrindo os olhos para me olhar. – A peste da minha irmã parece não entender que eu trabalho e estudo e que meu corpo precisa de descanso, fica cantando até tarde da noite como se eu não tivesse vizinho.

Thales começou a trabalhar em uma padaria perto de sua casa em meio há esses dias, meia carga horária para não atrapalhar seus estudos.

- Pensei que elas só iam ficar duas semanas na sua casa. – Eu digo confuso.

- E iam. Minha mãe decidiu que irão ficar mais alguns dias, assim, do nada. – Ele desdenha com os ombros, fazendo-me sorrir compadecido. – Estou quase pegando a cabeça da Camila e enfiando dentro da privada, a garota tem quinze anos e age como se tivesse sete. Irmã mais nova é um martírio eterno.

- Eu não acho.

- Você é uma pessoa de bom coração, eu não. – Ele diz normalmente e começo a rir.

- Pensa pelo lado bom: As provas estão acabando e já é Sexta.

- Deus existe! – Ele joga os braços para o alto e olha para cima me fazendo voltar a rir.

Eu me encosto no metal gelado do armário ainda rindo enquanto observo as pessoas passarem, tediosamente esperando Zayn e Liam terminarem suas provas e Thales imitou meu gesto, voltando a fechar os olhos.

O corredor é preenchido de conversas paralelas e sons alternativos por todo canto, há casais encostados aqui e ali, conversando ou trocando leves beijos de despedida para irem para casa e eu os observo em silêncio.

Liam e Zayn não demoram a aparecer no início do corredor, caminham apressados em nossa direção, tão ansiosos para irem embora quanto todo o resto.

- Hey Lou! – Liam cumprimenta ao parar do nosso lado – Oi Thalindo. – Ele implica sorrindo travesso para Thales.

- Começou. – Thales revira os olhos. – Passamos todas as aulas em uma convivência boa e justamente na hora da glória que é a graça de ir embora, você me vem encher o saco?

- Liam! – Zayn olhou firme para o namorado

- Eu não fiz nada. – Payne levanta as mãos. – É apenas um apelido carinhoso.

- Quando Lou e eu conversamos, eu costumo te chamar de chamar tanso. – Thales indaga, afastando-se do armário despreocupadamente após soltar a palavra em português. – E nem por isso jogo na sua cara.

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