Hey amores, Tudo bem?
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- OBRIGADO. - Digo baixo, pegando de bom grado a xícara das mãos de Louis.
Sexta-feira amanhecera um dia frio e nublado, fazendo meu corpo entrar em combustão, resultando em uma leve asma. O cobertor quente e grosso me envolvia na cama espaçosa, a TV estava ligada preenchendo o quarto com conversas paralelas vindas do aparelho. A xícara quente incomoda levemente as pontas dos meus dedos e eu aproximo o recipiente dos meus lábios para assoprar o líquido, o aroma sobe e eu inalo-o de bom grado antes de tomar um gole. O gosto ardente de Gengibre desce quente por minha garganta aquecendo meu corpo pelo caminho, minha garganta rústica tem dificuldades para engolir e eu faço uma careta.
- Você poderia ter me dado café. - Comento colocando a xícara sobre o criado mudo e me recostando nos meus travesseiros - Gengibre tem um gosto horrível.
- Café não irá mudar o estado de sua garganta, Harry. - Ele repreende com seu tom um pouco rude, porém seus olhos azuis exalavam preocupação. - Gengibre não é meu tipo de chá preferido, porém irá lhe ajudar a melhorar, yeah?
- E eu tenho escolha? - Suspirei fracamente tentando não forçar minha garganta e, consequentemente, meu pulmão.
- Não, você não tem. - Ele sorriu para mim antes de caminhar pelo quarto, seus olhos procurando algo. - Aliás, você não irá trabalhar hoje. - Tomlinson diz calmamente quando acha o controle e abaixa o volume da TV.
- Mas eu tenho um contrato para ler inadiável! - Eu respondo imediatamente, alterando minha voz e fazendo uma careta ao perceber que minha voz está estranhamente estrangulada.
- Eu não irei te deixar sair estando assim. - Ele se virou para mim, seu semblante é sério - Suas crises costumam ser desastrosas, você sabe disso.
- Faz anos que não tenho crises violentas! - Abro minha boca em descrença, minha mente ignorando minha consciência a questionar como ele sabe disso.
- Se prevenir não irá lhe custar à vida, irá? - Ele senta na beira da cama me olhando - E além do mais, esses contratos não costumam ter arquivos PDF salvos em seu computador? Você pode muito bem trabalhar daqui de casa.
Ele se levanta novamente, caminha até onde está minha xícara e a pega, juntamente com o celular que está ao lado. Antes de sair, ele me entrega os dois, pedindo calmamente para beber o chá antes que esfrie. Suspiro após a porta do quarto ser fechada, o som baixo que a mesma faz despertou Jake que estava quieto em sua cama e o filhote caminha até os pés da cama enquanto late. Dou um longo gole no chá para acabar de uma vez, retirando o cobertor de cima de meu corpo e, em seguida, me levanto para ir até o filhote. Jake aconchega em meus braços e tenta lamber meu rosto enquanto eu o carrego para a cama para se deitar comigo.
Novamente deitado na cama e devidamente coberto, meus pensamentos vagueiam livres, distraído-me das dores que sinto pelo corpo. Fico minutos parado na mesma posição, o único membro do meu corpo que se move é minha mão que acaricia os pelos de Jake. A imagem de Louis sorrindo na TV me puxa minha atenção para o aparelho e franzo minha testa enquanto me inclino para frente estranhando. Então, lembro-me.
O comercial.
Há uma voz grossa ao fundo narrando sobre o novo Reality Show da FOX. Há vários planos de Louis: ele sorrindo, olhando o celular, caminhando entre as árvores e sorrindo em minha direção enquanto eu converso com alguém da produção.
- Amar Harry é... como respirar. É como viver. - A voz de Louis surge enquanto passa um take de nós dois no central Park, sorrimos um para o outro enquanto estamos debaixo de uma Eritrina, as folhas avermelhadas da árvore contrastando nós dois. - Como se o seu sorriso fosse o Sol e eu fosse o dia dependendo dele para renascer.
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UNCONDITIONALLY
FanfictionDizem que, quando se ama, você é capaz de tudo. Mas, o que fazer quando você ama por dois? O que fazer quando você ama uma pessoa e essa não te ama de volta? E, o pior: o que fazer quando essa pessoa é seu marido? O que fazer quando as câm...
