17. Meias contra o piso

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Bem, o capítulo está grandinho e bem fofo. Espero que gostem porque é um amorzinho.

Se divirtam :)

•••

- SÃO pequenas ações de início e logo depois de engajarmos em um lucro constante, o reembolso virá com 10% de juros sobre o valor original. - A voz grave do homem circulava pela sala enquanto ele me explicava. - Seríamos uma nova revelação da ciência e, é claro, A Styles Group irá arrecadar bons lucros se investissem em nossa pesquisa.

Pisquei meus olhos lentamente enquanto o encarava de cara fechada, minha cabeça estourava em uma dor densa e constante enquanto meus ombros e coluna doíam pela forma em que eu estava sentado. Sempre odiei segundas-feiras e os papéis espalhados em dezenas por minha mesa e o fato de ter câmeras e mais câmeras me vigiando agravava ainda mais esse fato.

- Diga-me, Sr. Collins, - Iniciei. - E se vocês não conseguirem se estabelecer em uma margem de lucro boa e constante? A Styles ficará com todo o prejuízo? - Interpelo o olhando com afinco e o homem à minha frente titubeia, abrindo e fechando a boca repetidas vezes. Respiro fundo ao passo em que me encosto em minha cadeira - Tudo o que vejo aqui é uma iniciativa fajuta com dados fundamentados em uma pesquisa encerrada e bem sucedida há anos atrás por minha família. Você, Sr. Collins, trabalha com muitas incertezas e não com veracidade. A empresa de minha família necessita de soluções para possíveis erros no futuro e não um rombo em nossos cofres causado por marmanjos oportunistas como você. - Decreto em desgosto.

- Sr. Styles creio que está cometendo um erro. Certamente Desmond...

- As questões contratuais e acionistas não cabem ao meu pai decidir e sim a mim, eu sei muito bem o que digo e faço, Sr. Collins. Apesar da minha idade relativamente curta, estou apto para este cargo e você não está lidando com uma criança. - Meu tom de voz é rude e mais grave que o normal ao dizer tais palavras. Pego meu celular enquanto me levanto de minha cadeira, suspiro internamente ao ver a hora. - Se me der licença, eu tenho que ir buscar meu marido. Foi um prazer não fazer negócios com o senhor.

O olhar surpreso e incrédulo do homem de meia idade me lança é a ultima coisa que vejo ao deixar meu escritório. As câmeras e os homens que as carrega surgem assim que abro a porta, tento não focar meu olhar em nenhum dos dois enquanto sigo para o elevador. Busco rapidamente o nome de Louis na agenda do meu celular e, logo em seguida, estou ligando para o mesmo.

- Alô? - A sua voz está abafada por latidos ao fundo.

- Hey, Lou... - Digo tratando de sorrir minimamente ao dizer seu nome, tendo noção do homem da produção ao meu lado, as câmeras focam ainda mais em meu rosto e repentinamente me sinto claustrofóbico dentro do elevador.

- Você está vindo me buscar? - Sua voz vacila do outro lado da linha e se ele estivesse do meu lado, eu o repreenderia como sempre faço quando ele comete este tipo de erro.

- Estou sim, como foi seu dia? - Pergunto enquanto as portas do cubículo metálico se abrem. Rapidamente atravesso o grande salão que é à entrada da empresa e logo já estou ultrapassando as grandes portas automáticas.

- Passou rápido. - Ele diz, sua voz está mais nítida e posso deduzir que ele se afastou dos cachorros - Eles são tão lindos, Harry...

- Você quer um? - Digo de ímpeto e logo me dou conto de minhas palavras.

- Você deixa? - Sua voz é carregada de surpresa.

- Não tenho que deixar nada, Louis. - Minha voz se torna levemente rude e eu fecho os punhos, retomando o controle. - Você quer?

- Eu não sei...

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