Oi amores, tudo bem com vocês?
Obrigada a todos por tudo. Amo vocês, boa leitura ♡
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Há algo quente deslizando suavemente por minhas costas, como um toque suave que percorre a linha de minha coluna até a base do dorso e volta para meus ombros, apenas para refazer o mesmo trajeto tão delicadamente quanto da última vez. O som asseado de uma respiração regular me puxa devagar para a consciência, o ar quente parece deslizar pela pele de meu pescoço como um fio fino de cetim, arrepiando-me de forma gradativa e me fazendo abrir os olhos.
Pisco-os vagarosamente em uma tentativa de espantar o sono e me acostumar com a pouca luz do ambiente. As cores discretas dos móveis do quarto principal parecem vultos fixos no âmbito à pouca luz e eu demoro até estabilizar-me. Respirei fundo ao passo que me posiciono de barriga para cima no colchão, só então sentindo o toque suave se afastar de minha pele, deixando um rastro quente por onde passou.
Encontro os olhos do meu marido sobre mim ao virar a cabeça em sua direção, sua íris perdida em uma nuvem de sonolência deixa suas pálpebras pesadas e lentas. Sorrio morosamente ao ver seu rosto um tanto inchado e seus cabelos longos embrenhados por conta do travesseiro, seu peito nu e suas tatuagens expostas aos feixes de luz que escapam pelas cortinas grossas.
- Bom dia. - Ele sussurra para mim como um segredo.
- Bom dia. - Respondo-lhe ainda a sorrir, sentindo os arrepios percorrerem meu corpo assim que seus dedos tocaram a pele do meu rosto.
- Como passou a noite?
- Bem melhor que em uma poltrona de avião. – Murmurei enquanto me aconchego em seus braços, deitando em seu peitoril e abafando minha voz contra seu pescoço.
Chegamos em casa quase sete horas da manhã e, totalmente exaustos, corremos direto para o nosso quarto. As malas ainda estão jogadas de qualquer maneira pelo cômodo, assim como nossas roupas que trocamos as pressas por algo confortável.
- Não há nada tão bom quanto nossa cama, Lou. - Ele praticamente suspira o fio de voz alegre.
- O casebre não era ruim. – Atrevi-me a dizer e logo sinto seu sorriso revestir seus lábios.
- Claro que não... - Ele sussurrou.
Afastei-me de seu pescoço e passo meus braços por sua cintura, acolhendo-me em seu corpo quente, pele contra pele. Seus lábios encaminham-se para meus ombros em um beijo contínuo por minha pele, uma linha faiscante se ascendendo por onde o toque leve traceja.
Escorreguei meus dedos pela pele de suas costas largas enquanto fecho meus olhos em puro deleite, maravilhado e perdido em mim mesmo pelo calor que sua pele contra a minha causa.
E tão logo, Harry solta um pequeno beijo em meus ombros e um longo suspiro, subiu rapidamente e na mesma velocidade beija meus lábios antes de se levantar, olhando discretamente para uma das câmeras do quarto.
- Irei tomar um banho. – Murmurou, esticando-se para afastar a preguiça. Suas mãos voam para seu cabelo e ele passa os dedos entre os fios, bagunçando-os e os jogando para os lados e então para trás.
Sorri preguiçosamente a medida em que meu marido caminha até o banheiro. Com o clique da porta e o som do chuveiro, fechei os olhos, deixando-me levar pela calmaria que se apoderou do ambiente, cochilando por poucos segundos até o ruído do meu celular provir sobre o criado mudo.
Suspirei pesado, remexendo-me de forma lenta e apática até agarrar o aparelho. Na tela, o apelido de Thales e sua foto sorridente alertando a ligação.
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UNCONDITIONALLY
FanfictionDizem que, quando se ama, você é capaz de tudo. Mas, o que fazer quando você ama por dois? O que fazer quando você ama uma pessoa e essa não te ama de volta? E, o pior: o que fazer quando essa pessoa é seu marido? O que fazer quando as câm...
