23. Cura

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Hey Honeys, tudo bem com vocês? It's 2016! 

Muito obrigada pelos os 245 comentários no capítulo anterior! Obrigado por tudo gente, vocês fazem tudo valer a pena. 

Boa leitura x

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SEUS lábios são quentes e suaves como um toque de pluma contra os meus mornos, aconchegáveis o bastante para se tornarem viciosos. Meus dedos se encaixam em seu pescoço, na região de sua nuca, e as pontas se engolfam entre seus fios acobreados e lisos.

Sua respiração quente bateu abafada contra meu rosto, como uma brisa aquecida por um dia quente, e eu quase posso sentir as barreiras que criei desmoronarem gradualmente.

As três semanas que se passaram surgem como um filme em minha mente e tudo o que mais vejo é Louis. Louis sorrindo para Amy, Louis dançando desajeitadamente enquanto arruma o cabelo no espelho grande do banheiro; Louis brincando com Jake, Louis lendo, Louis sorrindo...

Louis, Louis, Louis...

Preparei a casa para perfazer de uma vez por todas minhas duvidas e agora com seus lábios contra os meus, sua presença marcante e seus sentimentos sempre presentes, dou-me conta de que finalmente eu quero tentar.

É isso... Eu vou tentar.

Acordo de meus pensamentos quando sinto algo contra meu rosto. Finas e tórridas gotículas deslizando por suas bochechas, um longo e lento caminho tortuoso até tocarem nossos lábios unidos, salgando-os enquanto se espalha. Lentamente, afasto-me de seu corpo e fito preocupadamente sua faceta.

Seus olhos estão firmemente fechados e seus cílios um pouco volumosos tocam suas bochechas de forma graciosa e delicada, como um leve toque de pluma sobre uma preciosa e rara peça de porcelana. Seu corpo treme fragilmente enquanto suspiros escapam melodiosamente dolorosos de seus lábios finos farteis.

Vinquei minha testa, perdido em meus caóticos e tortuosos sentimentos e, ao mesmo tempo, preocupado com o frágil Louis a minha frente.

- Hey. – Eu elevo uma de minhas mãos até seu queixo e levanto seu rosto. – O que há?

Minha pergunta sai baixa e fendida sobre minha voz rouca e ao contrário do que eu imaginei, Tomlinson não abre seus olhos para me fitar. Os fios de seu cabelo acobreado um pouco longo tocam sua testa e meus dedos pruem em uma pura necessidade de senti-los em meu tato e sem me segurar, retiro a mão que antes estava abaixo de seu queixo, destinando-a de forma acautelada até os fios bagunçados.

As pontas longas de meus dedos raspam por sua testa em um toque quase que imperceptível e, por fim, coloco suas madeixas para o lado afastando-as de seu rosto. Os sôfregos suspiros ainda se encaminham para fora de seus lábios, arranhando e atormentado o ar.

- Olhe para mim, Lou... – Suplico-lhe em um sussurro soprado – O que há?

Devagar, seus olhos se abrem, e logo, suas íris estão contra as minhas. Dizem que os olhos das pessoas são como janelas para a alma. A alma de Louis era o mar. Um mar tortuoso azul profundo com ondas perigosas que nesse momento se afoga em suas próprias águas.

Alguns segundos depois e suas íris já não estão fincadas e mim, sua visão se arrastou para algo atrás de meu corpo e eu me viro para ver o que há. Sobre o batente da porta há uma câmera apontada exatamente em nossa direção, eu suspiro finalmente entendo e me virando para Louis novamente.

- E por causa das câmeras? – Pergunto já sabendo a resposta. Ele morde os lábios confirmando fracamente e eu suspiro sorrindo na mesma intensidade que seu gesto. – Não tenha medo Lou. Quando eu desliguei o quadro geral, a energia de toda a casa foi cortada e as câmeras desligadas como consequência. Só há nós dois... Não há câmeras para nos vigiar. É apenas você e eu.

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