Hey meus anjos, tudo bem?
Obrigado a todos os votos e comentários. Thank you Darlings ♥
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OS raios abrasadores do sol refletiam sobre o vidro da grande janela da biblioteca do andar de cima, sua luminescência natural iluminava todo o cômodo sem complicações dando cor e vida a todos os livros e suas capas nas estantes. Fecho meus olhos apreciando todo seu fulgor beijar minha pele calmamente, aquecendo-a.
À tarde de sábado estava sendo pacifica, vez ou outra eu escutava passos no extenso corredor. A equipe de produção e filmagem ainda estava na grande mansão finalizando seu trabalho para segunda-feira, Harry estava em algum lugar pela casa assim como o resto do pessoal. Com a grande correria e bagunça pela mansão, preferi me trancar aqui com um bom e costumeiro livro, meu celular e fone de ouvido.
As páginas amareladas de The Hunger Games me faziam companhia nesta tarde juntamente com "You", do The 1975. Finais de semana nunca foram sinônimos de descanso para mim, muito pelo contrário, a agenda de entrevistas que Harry e eu tínhamos era sempre voltada para os sábados e domingos por causa da minha Universidade e do trabalho de Harry como um dos CEO acionista da empresa de seu pai (Harry a muito custo vinha aceitando o fato de ser herdeiro de um império que a gerações está erguida, fortalecida e honrada pelo sobrenome Styles); então, dias pacíficos e corriqueiros como este são raros.
A paz acompanhada pelo silêncio dessa biblioteca sempre seria minha primeira opção para meu refúgio. Livros sempre foram e sempre irão ser o melhor abrigo que uma pessoa pode ter.
"Aqui é seguro, aqui é um abrigo. Aqui as margaridas te protegem de todo o perigo" meus olhos percorrem com calma cada palavra que a acalma canção de Katniss oferece, quase posso escutar sua voz imaginária ecoando pela minha mente.
Assusto-me levemente ao sentir os dedos longos e frios tocarem a pele descoberta de meus ombros pela regata branca. Minha cabeça gira e em segundos encontro as grandes esmeraldas respingadas levemente de azul iluminadas pela luz do sol em seu rosto, seus lábios se partem e balbuciam algo que não entendo. Vinco a testa e então me dou conta dos fones em meus ouvidos.
Sinto a quentura subir as bochechas enquanto puxo-os para baixo.
- Desculpe, o que disse? - Indago o olhando levemente envergonhado. Ajeito-me, retirando os pés do estofado e me sentando corretamente.
Harry suspira e se senta, logo seu olhar recai novamente sobre mim. A luz do sol batia em apenas uma parte de seu rosto, refletindo inteiramente em uma de suas retinas e ofuscando a outra. Pareciam a mais bela e polida esmeralda. Seus cabelos descoordenados estavam presos e um pouco contidos, mais uma vez, em ema bandana aleatória que ele possui, mordi meu lábio inferior contendo um suspiro.
- Louis... - Ele começa com sua voz tipicamente grave. - Temos que redefinir nossa agenda. Durante a semana, você irá para suas aulas como de costume. As gravações não ocorrerão apenas aqui dentro de casa, teremos passeios programados que eles irão nos acompanhar. - Ele fala devagar, olhando-me com cautela. - Na agenda, foram adicionados eventos beneficentes que você fará sozinho: visitas a orfanatos, hospitais, canis... Creio que não será um grande esforço, pelo pouco que te conheço sei que é caridoso. - Arriscou e eu balanço a cabeça, sorrindo minimamente. - Teremos que fazer surpresas um ao outro durante o programa: Jantares, flores, declarações.- Suspirou exasperado. - Em um contexto geral e resumido, é isso, você compreende? - Pergunta e aceno com a cabeça em afirmativa, sem conseguir formar nada coerente. Ele vinca a testa me olhando - Você está bem? - Pergunta-me calmo, sua expressão demonstrando uma leve preocupação que, até então, nunca existiu para mim.
- Sim, me desculpe. -Digo baixo, mordendo os lábios inseguro. Harry ultimamente está mais acessível e compreensível, como ele disse que estaria. Tento me conter em minhas poucas e raras palavras dirigidas a ele, com medo de essa nova característica dele volitar como o pó.
- Por que esta se desculpando? - Ele pergunta curioso.
- Eu não sei. - Gaguejo.
Harry toma uma longa e profunda respiração e deixa seu olhar cair para suas mãos, agora entrelaçadas em seu colo e, por instinto, sigo seu olhar. Meus olhos vacilam ao encarar a aliança de ouro com prata em seu dedo anelar, mordo o interior de minha bochecha e encaro minha aliança.
Não pesava realmente, mas, em nossas vidas, era como se tivesse uma enorme força e, no caso do Harry, essa força sempre o puxava para baixo. Era um símbolo que impedia a sua felicidade, apenas isso: um símbolo.
- Sabe, Louis, - Levanta seu olhar em minha direção e eu faço o mesmo, encontrando novamente seus olhos. - Em minha cabeça eu meio que tinha um plano clichê de encontrar o amor na minha vida. - Ele segreda. - Achava que a felicidade um dia iria tropeçar nos meus pés e se jogar em meus braços, idealizei um amor que doeria e que me corroeria, porém, que valeria a pena. Eu imaginei algo imperfeito, porém feliz, é assim que as pessoas descrever o amor, não é? - Ele me pergunta retoricamente e tudo que posso fazer e olhá-lo estático, surpreso por suas revelações. - Quando meu pai me disse que eu teria que me casar com um alguém que eu não tinha o mínimo de afeto, me revoltei e me senti traído, como se meu próprio pai tivesse retirado um direito meu e apenas meu e, de fato, ele fez. - Ele riu em puro escárnio e eu sinto um arrepio nada agradável subir por minha espinha. - Eu odiei cada mísero momento depois daquela reunião, frusteei-me e me tornei amargo e infeliz, e descontei em você.
- Harry, você não tem-
- Sinto muito, okay? - Interrompe e eu me calo subitamente, em pura surpresa. - Minha frieza e meus dilemas jamais deveriam ser descontados em você. Não fui certo, eu sei que não fui. - Ele diz sem encarar. - Iremos conviver por três meses, mais de noventa dias e seria impossível comigo sendo um babaca a todo o momento, então, apenas me desculpe. - Ele levanta seu olhar que, como um choque, encontra o meu. - Só não me peça para lhe retribuir o carinho que eu não mereço. Não me peça para sentir algo que eu não sinto. - Meu lábio treme com suas palavras duras e verdadeiras.
Deixo meu olhar caiu sobre meu colo, onde minhas mãos estão apoiadas sobre o livro, claramente covardes, mas eu não me importo de como me pareço agora. Giro morbidamente a aliança, sem coragem de encarar Harry novamente. A verdade nunca foi um problema para mim, mas esse fato sempre muda quando a verdade é trazida pelas palavras de Harry. Escuto-o se mover no assento, levantando. Há passos pela pequena biblioteca e escuto suas últimas palavras antes de ele se retirar completamente e minhas bochechas serem cobertas lentamente pelas minhas tão costumeiras lágrimas.
- Eu sei que isso te fere e eu sinto muito. Eu apenas não posso... Não posso, Louis...
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É isso, amores. Comentem e votem.
#UnconditionallyFic ♥
[Modificações: 29/08/2019]
[Modificações: 03/02/2020]
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UNCONDITIONALLY
FanfictionDizem que, quando se ama, você é capaz de tudo. Mas, o que fazer quando você ama por dois? O que fazer quando você ama uma pessoa e essa não te ama de volta? E, o pior: o que fazer quando essa pessoa é seu marido? O que fazer quando as câm...
