Capítulo 3: Estratégias eficazes dependem de mentes impassíveis

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Quando Harry definiu que não iria pensar demais sobre Louis, ele sabia que estava se enganando.

Era exatamente isso que ele estava fazendo nesse exato momento.

E sim, ele tinha se perdido nos corredores da Base. Styles, por ter chegado ali há alguns dias, não sabia direito se locomover pelos lugares sem se perder, por mais que seu senso de direção fosse ótimo.

Ele achava que as pessoas no setor sete eram um tanto quanto estranhas.

Principalmente Louis.

Não que as pessoas do setor quatro, do qual ele viera, tivessem algum traço diferente, não era isso, afinal todos eram humanos. O que ele achava estranho era a atitude das pessoas. Aqui elas pareciam mais rígidas. Mesmo ele também fazendo parte da Academia do setor quatro, uma instituição militar, se sentia mais livre, mais flexível. Lá, eles eram menos presos às amarras da disciplina e da hierarquia. Isso dava a Harry a possibilidade de resolver alguns problemas de forma mais espontânea e original.

É verdade que Styles tinha viajado muito e tinha visitado mais de um setor e todos eles tinham algo de diferente, seja na cultura ou nas diversas organizações.

A pluralidade é o que configurava os seres humanos e Harry adorava isso.

Mesmo assim não deixou de se sentir desconfortável no setor sete. Talvez fosse toda essa rigidez, talvez fosse a nova missão complexa, ou até mesmo a situação com Louis.

Não... Na verdade, Harry têm se sentido estranho desde que a sua última missão lá no setor quatro terminara. Já se faziam meses, mas mesmo assim Harry não esquecia. Tinha sido algo peculiar e agora, a coisa toda parecia como um mero sonho distante. As pessoas começaram a denominar o conflito final que ocorreu ao redor da estação principal como ‘‘O Canto de Cecília’’, Harry achava graça da criatividade das pessoas, todos exaltavam o que ele tinha feito. Styles praticamente tinha se tornado um herói naquele lugar. É claro que as histórias contadas boca a boca pelo povo e aquilo que ficava registrado para a posteridade sempre ganhavam um caráter glamouroso e épico. Na realidade Harry tinha tido pura sorte. Tinha sorte de estar vivo ali agora.

Mas isso não importava mais, mesmo não tendo absorvido direito tudo que tinha acontecido agora ele estava ali e havia uma nova missão aparentemente tão desafiadora quanto essa outra.

Harry refletia não só sobre os aspectos da missão, sua mente constantemente o levava para o labirinto que era Louis Tomlinson. Ele o entendia, mesmo assim, ficou um pouco desapontado com tudo o que se passou entre eles.

Sentia que tinha culpa, apesar de saber que não fizera nada em específico para o Louis.

Harry têm estado em rotinas intensas faz algum tempo, ele queria apenas resolver essa missão e partir para a próxima, sem maiores problemas. Por mais que estivesse um pouco perdido, Harry ainda assim, confiava no seu bom senso de direção.

Quanto à missão, havia uma similaridade tão grande com outras missões, algumas inclusive recentes, que ele havia resolvido.

Apesar do ataque ser imensamente bem pensado era pouco provável, à vista de Styles, que eles usassem os recursos e possibilidades do laboratório. A localização era extremamente estratégica. Era o ponto perfeito para conquistar todo o setor se os rebeldes quisessem. Ele próprio não teria escolhido um lugar melhor.

O problema?

Simplesmente tinha calhado de ser um laboratório. Ele queria fazer Louis enxergar esse seu ponto de vista. Queria fazê-lo entender que se eles focassem na guerra em si, era muito improvável que os rebeldes sequer tocassem no laboratório.

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