Capítulo 23: A conversa com o Governador Ollivier

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Agora que Liam e Ed estavam distantes, Harry não se aguentou e realmente agarrou aquele homem nos seus braços.

Quem poderia achar que o passado de Louis tinha sido tão brutal...

Harry não disse nada. Por que precisaria dizer? Ele não sabia o que poderia ser dito também.

Ele não gostava de ver Louis sofrendo e não queria ver Louis chorando. Mas ele sabia que aquelas lágrimas eram muito importantes e as liberar era mais importante ainda.

Por isso Styles decidiu honrá-las e beijou a face de Louis várias vezes, banhando seus lábios naquele mar de sofrimento e redenção.

Apesar de tudo, apesar de estar chorando também, Harry se sentia aliviado e imaginava que Louis também se sentia assim. Finalmente ele libertou isso do seu peito e da sua garganta.

Agora você pode recomeçar, pensou Harry. Ele queria falar isso, mas realmente decidiu ficar em silêncio.

Depois de um tempo Styles passou a secar as lágrimas de Louis e o abraçou novamente. E Louis se sentia cada vez mais reconstruído. Cada vez menos quebrado a cada toque de Styles.

Era como se ele tirasse o peso de uma vida toda dos seus ombros, primeiro o compartilhando com outra pessoa para que assim pudessem juntos carregar aquela enorme pedra e jogá-la fora, penhasco abaixo, deixando que restasse somente a experiência e o conhecimento que tal provação os ensinou.

— Louis... Eu sinto muito.

Tomlinson categoricamente começou a assentir com a cabeça enquanto secava as próprias lágrimas e se acalmava aos poucos.

— Eu também Harry — Ele disse com a voz um pouco sufocada e rouca por causa das lágrimas — Eu também.


Os pais das crianças, ou melhor, os governadores galácticos realmente foram até ali para buscá-las.

A cena demorou um pouco e foi realmente impactante, com muitos choros e abraços.

Quando tudo realmente se acalmou, Harry e Louis sabiam que tinham que voltar para a Câmara Geral para falar com Ollivier novamente.

Antes, Louis pensava que eles mesmos iriam levar as crianças de volta para a Estação Central, mas agora, vendo que esse não era o caso, ele realmente não sabia que desculpa iria usar para dispensar os outros dois, Liam e Ed, no caminho de volta para a Estação.

Enquanto gastava neurônios nesse pequeno problema, a solução já estava pronta:

— Louis — Ed se aproximou novamente. — Está melhor?

— Estou sim Embaixador, me desculpe por antes.

Ed colocou a mão no ombro de Louis e o apertou levemente:

— Não se preocupe, eu gostei muito de saber da sua história. Ela é linda e inspiradora, e fico feliz de você ter falado isso, pareceu ser importante.

Na falta de respostas, Louis apenas assentiu.

— Eu acho melhor eu e Liam irmos com alguns governadores, existem mais alguns detalhes que eles desejam saber sobre a missão e algumas investigações que ainda iremos fazer. Liam disse que é melhor deixar vocês descansarem e que agora ele cuidará do resto.

Louis, um rapaz muito diligente, normalmente negaria que todo o trabalho recaísse sobre seu capitão, mas primeiro, Liam não tinha feito quase nada até agora e segundo, se separar dos dois era exatamente o que ele precisava no momento.

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