Capítulo 7: Fuga de Teladore; as surpresas que surgem no caminho parte 2

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Aos leitores mais sensíveis, esse capítulo apresenta cenas de abandono infantil.  

...

Assim que ele se levantou, achou melhor perguntar a Harry antes, mesmo que ele não quisesse atrapalhar o maior naquilo que ele estava fazendo.

— Harry? — disse Louis se virando para o outro que estava tão concentrado que não o ouviu.

— Harry? — Louis tentou novamente mais alto, cutucando levemente o ombro do garoto com o dedo para tirá-lo do torpor concentrado.

— Humm? Que foi? Quer ir ao banheiro? Pode ir não estou olhando, só não vai muito longe... — disse distraído enquanto ainda mirava a tela.

— Não Harry, não seja idiota — os olhos de Louis iriam começar a doer de tanto que os revirou naquele dia, isso era um fato.

— Ora, mas isso não é idiotice é uma neces... — ele mirou Louis casualmente e com olhar distantes, mas antes mesmo dele terminar a frase, Louis o interrompeu.

—Cala boca, você está ouvindo isso? — Louis estava com o dedo indicador para cima como se aquilo o ajudasse a ouvir melhor enquanto encarava o menino.

— Não estou ouvindo nada. — Deu de ombros e voltou sua atenção para o tablet.

— Eu vou andar por aí pra descobrir o que é — e foi a vez de Harry revirar os olhos. Céus, como Tomlinson é teimoso.

— Louis não seja idiota, fique sentado aí, isso pode ser perigoso, e já tivemos uma boa dose de perigo por hoje você não acha?

— Harry estou com uma intuição de que preciso ir, não vou longe, se dá pra gente ouvir é porque está perto.

Harry já conhecia o garoto bem o suficiente para dizer que ele não iria desistir então se levantou ainda focado na tela.

— Vou com você, não podemos nos separar, pode ser perigoso — ele repetiu.

— Harry pare de ser dramático! — o menor suspirou — vamos logo.

Eles caminharam por uma rua que era formada por prédios desde o início até o fim, tinha uma infinidade de pertences jogados pelo caminho, fruto da fuga desesperada das pessoas. Estava tudo quieto e calmo, o aspecto de abandonado do lugar fazia um frio percorrer a espinha de Styles, mas eles continuaram andando e Harry alternava o olhar do tablet para a rua continuamente. Em seguida ele olhou para Louis e sussurrou:

— Má ideia Louis, má ideia vamos voltar, olha só o aspecto desse lugar, se aconte...

— Shhh, não seja medroso. O que pode ter demais aqui? — ele disse em tom reprovador.

Estava virando rotina o menor interromper Styles no meio das suas frases, mas Harry não tinha tempo para ficar irritado com isso.

Conforme eles foram caminhando, Styles pôde ouvir o ruído que ficava cada vez mais forte. Era um soluçar, parecia um choro, o tom era agudo e leve. Talvez fosse uma mulher chorando, mas era mais provável que fosse uma criança.

— Está ouvindo isso?? — repetiu Louis.

— Agora estou, parece que é uma criança —disse Styles franzindo o cenho.

Louis assentou com a cabeça e sua testa estava franzida.

— Harry, temos que achá-la.

— Louis tem certeza de que é uma boa ideia?

— Você quer deixá-la aqui? — Louis falou daquilo de forma que ficou claro que não era para o outro responder nada.

Por isso, para satisfação de Louis, Styles permaneceu quieto e com isso o outro completou de forma agressiva, porém baixa:

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