Capítulo 9: A madrugada em que o chefe de guerras transcendeu

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Aos leitores mais sensíveis, esse capítulo possui cenas de tortura.

Bowie já estava cansado e agora tinha mais essa, com a saída de Harry e Louis para a missão, ele e Niall tinham passado a liderança secundária. Ou seja, depois de Payne, eles é que passariam a organizar a prioridade.

Sinceramente, esse não era muito o perfil de Bowie. Ele estava mais acostumado com a ação e realização das missões do que com o planejamento. Para ele era uma tortura fazer o trabalho de Harry que consistia em analisar todos os pontos e definir a estratégia de ação nos mínimos detalhes.

Bowie era Chefe de Guerras, então é claro que ele sabia sobre estratégias mas ele já era mais experiente, sabia que na prática, as coisas eram diferentes. Enquanto os historiadores perdiam tempo planejando a guerra, Bowie era aquele que comandava a luta de forma direta.

Tudo era muito bonito na teoria. A prática mesmo, ninguém tinha coragem de fazer.

Na reunião, Bowie foi direto, gastou poucas palavras. Deixou que Payne, que também tinha formação de historiador, fizesse o que quisesse com aquela parte. Foram estratégias, análises e mais análises de onde os rebeldes se localizavam, revisão das comunicações, planos de ataque. Tudo muito tedioso.

Foi consenso que a Academia seria mais drástica. Lançaram uma ordem de prisão para todos os rebeldes. Além disso, no dia seguinte eles iriam tomar Teladore de volta, capturando e prendendo todos aqueles que estavam por trás desse ataque.

É claro, se eles resistissem belicamente, a Academia iria contra-atacar e quem sabe qual seria o resultado final.

Assim que Bowie e o Niall saíram da reunião eles iriam descansar, correto? Obviamente que não!

Existia algo que eles deveriam fazer antes.

— Me siga Horan! — exclamou David, já andando para um elevador próximo.

A princípio, Niall foi convocado pela equipe porque ele estava em treinamento para se tornar um Chefe de Guerras também. Mas, com toda a confusão que aconteceu, ele acabou sendo mandado para o laboratório e exerceu exclusivamente sua primeira formação.

Agora, porém, parte do seu treinamento seria continuado já que ele estava acompanhando Bowie no seu serviço individualmente.

Eles se dirigiram em silêncio para o elevador, o mais velho apertou o botão que dava diretamente ao subsolo do planeta.

Essa área não era de livre acesso para todos da Academia. O próprio Niall nunca tinha ido lá. Apesar disso, não precisava de cartão específico ou qualquer forma de passe biométrico. Os trabalhadores da Academia simplesmente respeitavam e não iam a lugares que não envolvia a sua área. De qualquer forma todos estavam ocupados demais trabalhando que ninguém teria tempo de bisbilhotar o que havia lá.

O subsolo era o lugar de atuação dos Chefe de Guerras. Além de haver as salas de reunião privadas e os escritórios particulares, também era onde os prisioneiros temporários ficavam detidos até serem julgados, interrogados ou transferidos para outro lugar. Todo esse processo era feito no subsolo.

Geralmente, depois de receber a sentença, os prisioneiros eram encaminhados para um dos inúmeros planetas prisão que tinham espalhados pela galáxia: Orbes inteiros destinados ao cárcere e a educação para ressocializar os infratores.

Geralmente, as máquinas e o próprio sistema de inteligência artificial faziam os julgamentos e estipulavam as sentenças. Esse processo raramente precisava de humanos para interferir, seja na redução da pena ou então em uma decisão mais justa, apesar disso, eles o faziam quando era necessário.

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