hoje de noite to postando o do colegial.
Gente eu n falei no primeiro cap
Mas vcs devem ter ouvido dois termos
"Sangue puro"
e
"Sempre azul"
Sangue azul são os alfas e ômegas dominantes
Sangue puro são os alfas ou ômegas mais próximos da linhagem original dos ancestrais ( são os que não são mestiços)
É isso. Dominantes e Linhagem original são bem usados nos omegaverses, mas eu achei que combinava mais com a fic os termos que eu fiz.
bjos.
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Quando Crowley finalmente acordou, sua visão estava mareada. Ele abre os olhos com dificuldades e demora para similar.
Ao seu redor estava tudo escuro, as cortinas do dossel cobriam a cama e o cercavam ao seu redor, a cortina grossa e escura não deixava nenhuma luz entrar, o que fez ele agradecer em silêncio. Odeia a luz, principalmente quando acorda. O cheiro do lençol era uma erva agradável, quase sonífera que faziam ele querer continuar na cama, mas suas joias estavam o pinicando e o machucando.
Ele suspirou aborrecido e começou a tirar suas pulseiras.
- Vamos lá. - Ele rosna um pouco tentando tirar a outra do outro braço. Ele queria tirar o resto, mas também queria um banho.
Quando foi que dormiu?
Certo, ele lembrou.
Foi o feromônio de Aziraphale que o fez praticamente desmaiar, mas ele não ficou chateado por ser submetido ao alfa, na verdade ficou aliviado, faz tempo que ele não dormia tão bem.
Quanto tempo ele dormiu?
Ele se levanta devagar e ainda sonolento fica procurando a ponta da cortina ao seu lado. Ele abre saindo do seu refúgio. O cheiro de ervas ficou menos nítido.
- Tsc. - Ele pega um pequeno travesseiro que tinha na cama e coloca embaixo do braço. - Essa porcaria. - Ele ficava resmungando, mas resolveu levar um pouco do cheiro com ele.
Como ele pensou, estava um céu claro lá fora.
Ele dormiu a noite toda.
Ele queria mesmo um banho e tirar essa roupa incômoda da cerimônia, entende que Aziraphale não queria tocá-lo, nem mesmo se tivesse dormido por respeito, mas qual é.
As cordas de ouro em seu tórax estavam o matando.
Ele olha ao redor e não vê ninguém no quarto.
Se ele se lembra bem, Aziraphale falou algo do quarto ao lado.
Ele vai para a porta para sair do quarto ainda com a pequena almofada embaixo dos braços.
Quando sai, se assusta com duas empregadas betas na porta o esperando.
- Mestre. - Elas falaram juntas. Seus sorrisos eram simpáticos e amorosos. - O Mestre Aziraphale pediu para guiá-lo no que precisar. - Uma disse sorrindo.
Elas se curvam.
Ele fica olhando ao redor ainda sonolento.
- Hn... hum. Ok. - Ele finalmente responde deixando elas o guiarem.
O quarto em que entram era quase um clone do quarto ao lado, só que ainda não tinha muita personalidade.
- Mestre Aziraphale falou que é seu para decorar como quiser.
Outra rir do lado falando em segredo.
- Ele ficou semanas pensando qual tipo de decoração ia gostar, mas acabou sempre odiando todo.
- Ele ficou "Será que devo decorar"
- "Será que não devo decorar?" - A outra meio infantil imita Aziraphale e as duas falam juntas como gêmeas.
- "Né?"
Elas ficam rindo das suas próprias piadas.
Crowley xinga baixinho em sua língua enquanto coçava o cabelo.
- Meus pertences?
- Estão nos armários.
- Na cama.
- Nas gavetas.
- Arrumamos tudo em seu devido lugar. - Elas falam juntas e Crowley finalmente olham para as esquisitas empregadas.
Elas são divertidas e parecem um tanto infantil. O bom humor das duas fazia Crowley esquecer do mau humor dele, será que foi por isso que seu marido destinou elas a esse trabalho?
- Hn. - Ele responde sem perguntar mais nada.
Ele vai até o armário e o abre vendo suas roupas, seu cheiro sobe e ele deixa sua própria essência sair.
- Mestre Crowley. - Uma empregada falou. - Se quiser o banho já lhe espera.
- Tivemos o atrevimento de separar seus óleos no seu banheiro.
- E seus perfumes também - Outra acrescentou.
- Certo. - Ele falou ainda em duvida. - Seus nomes?
- Nina
- Maggie
- E juntas - Elas falam animadas. - Somos as empregadas tagarelas de Jade.
- Consigo ver. - Crowley se perguntou se só tinha gente esquisita naquele lugar. Elas pareciam ter entre 16 a 18 anos.
Ele suspira e começa a tirar o cordão da sua cintura.
- Não se preocupe, mestre.
- Faremos isso para a vossa alteza.
Elas se aproximaram de Crowley de uma forma respeitosa e profissional e começaram a tirar lentamente suas jóias e suas roupas.
Ele suspira e apenas permite.
Era comum em seu país os servos ajudarem com suas vestes também.
Uma tenta pegar a almofada que ele segurava, mas ele apenas olhou para ela irritado.
- Oh - Ela sorri e não insiste mais.
Quando ele estava totalmente pelado elas o cobriu com uma toalha macia.
- Por aqui, mestre. - Uma abre uma porta grande lateral. O banheiro era grande com uma grande banheira no centro, a banheira pegava praticamente o chão todo e ele lembra dos típicos banheiros no seu país. Ele olha para uma outra porta na frente.
- O banheiro faz conexão com os quartos dos mestres. - Uma respondeu a pergunta silenciosa dele.
- Hn... - Ele olha para a água limpa e transparente na grande banheira e começa lentamente a descer nela. - As empregadas tiram sua toalha como se fosse um manto.
Ele larga com cuidado a almofada do seu lado para não molhar e permite ser purificado e limpo pela água cristalina.
Ele suspira aliviado.
As duas se ajoelham na borda.
Uma pega um balde e outra pega duas essências que gostou mais.
- A da vermelha ou a laranja? - Nina pergunta sorrindo. Enquanto Maggie despejava lentamente água no seu longo cabelo com o auxílio do balde.
Crowley olhou de canto de olho. Era a de cravo ou de Yasmim. Ele queria Yasmim.
- Laranja. - Ele respondeu sem preocupações.
Elas passam com calma a essência no cabelo dele.
Assim que iam levantar o seu cabelo Crowley percebe
Seu pescoço ficaria à mostra.
Ele cobre o pescoço imediatamente com a mão e olha para as empregadas.
Por alguma razão ele pensou em proteger a mentira do marido.
- Oh. - As duas falam juntas e depois se olham.
- Não se preocupe, mestre.
- Não se preocupe.
- Nós adoramos o mestre Aziraphale - Elas falam juntas.
- No castelo Jade todos somos fiéis aos mestres.
- Ninguém vai falar nada para ninguém.
- Todos os outros castelos tem inveja da gente. - Maggie fala rindo de forma metida.
- Sim, todos queriam ter o mestre como anfitrião.
- O príncipe Aziraphale é um bom mestre então? - Crowley permitiu que elas continuassem.
Maggie ficou penteando seus cabelos educadamente.
- Sim. - Elas se olham por um minuto e dão um sorriso misterioso. Era difícil colocar em palavras o que Aziraphale já fez por todos lá.
Aziraphale era conhecido pelo castelo como o alfa que fazia milagres acontecer, antes seu castelo era conhecido como "Heaven", mas apenas um mês depois que soube que seria noivo ele decorou muitas coisas, principalmente o jardim.
Agora todos chamam o castelo de "Garden Jade".
Ele se preparou e deu tudo que podia nesses três meses de noivado, seus servos sabiam que ele era dedicado, mas parecia colocar um esforço a mais naquilo, fazendo seus servos seguirem seu exemplo.
Eles esperavam animados a chegada de Crowley como se já o adorassem sem o conhecê-lo.
- Mas é claro que eu gosto mais do mestre Crowley. - Maggie fala rindo.
- Todos estão com inveja por estarmos servindo diretamente a beldade que é nosso mestre.
Ele suspira em um quase riso. Seus cabelos rebeldes estavam sendo penteados com carinho e calma. Nina pega sua mão e começa a esfregá-las tirando as pinturas de mandalas.
- Percebi algo que me intrigou. - Crowley fala com sua voz profunda dando ecoo no banheiro. - Por que todos são betas?
- Bom... - Nina falou, era segredo, mas o mestre era o esposo de Aziraphale. "Tudo que ele perguntar responda" Ela lembra de Aziraphale as avisando. - Nosso mestre tem um nariz sensível desde criança.
- Sensível?
- Sim, ele consegue sentir coisas que nenhum outro alfa consegue. - Maggie diz. - Claro que mesmo assim ele consegue viver tranquilamente na sociedade.
- Afinal ele é um príncipe né. - Nina fala sorrindo. - Mas raramente vai em eventos desnecessários.
- Mas esse não é todo o problema. - Maggie fala fazendo Nina olhar para ela e depois suspirar.
- Tem algo errado? - Crowley abre os olhos.
- O cheiro dos seus feromônios pode ser ruim para alguns alfas e ômegas, mas às vezes é ruim até mesmo para nós, mas o mestre sempre é reservado e não aconteceu nunca mais nenhum acidente.
- Que tipo de acidente?
- Quando tinha 13.
- Foi com 15 - A outra corrigiu.
- Foi aos 13 - Nina insistiu. - Ele fez um ministro alfa desmaiar.
- Ele simplesmente caiu e teve uma convulsão.
- Convulsão.
Crowley já ouviu falar disso, os feromônios de um sangue azul podem ser insuportáveis para outros alfas e ômegas, mas Crowley era um sangue puro então não sentia esse desconforto.
- Ele vive nesse castelo sozinho desde criança?
- Oh sim.
- É normal para a família real.
Normal.
Crowley suspira olhando para o teto.
Imaginou um pequeno alfa sem matilha ao seu redor, nem mesmo um cheiro.
Por alguma razão sentiu pena do seu marido, mesmo que saiba que ele virou um alfa-gentil e cresceu perfeitamente bem.
Crowley sempre foi travesso quando criança, sempre corria e brincava com seus irmãos. Era Conhecido em seu reino por fazer confusões.
Se tivesse conhecido Aziraphale desde pequeno.
Se fosse seu noivo desde pequeno.
Podia visitá-lo às vezes.
E até brincar com ele.
Ele imaginou duas crianças com roupas distintas dos seus reinos segurando as mãos enquanto riam e corriam de algo.
Sem perceber como era idiota o que estava pensando afundou seu rosto na banheira fazendo as empregadas se assustarem.
- Mestre!
Ele estava no seu quarto vendo a roupa que as empregadas estavam colocando nele.
Era uma das roupas prediletas.
Sua calça preta avermelhada era justa, combinava com sua bota alta igualmente escura, seu colete era justo e pequeno a única coisa folgada era sua camiseta vermelha que era aberta em um v no peito. Suas longas e folgadas mangas só apertavam perto da sua mão, suas unhas eram longas e escuras. Seus cabelos soltos e rebeldes lhe deram um ar de demônio e ele adorava esse visual.
Ele pegou um brinco na penteadeira que adora usar e colocou.
Ele olha uma caixa azul fechada na penteadeira e suspira ignorando ela.
Ele olha novamente e pega a pequena caixa a colocando em seu bolso.
Na sua outra mão estava a pequena almofada esverdeada. Ele a cheira novamente, mas seu cheiro já tinha sumido quase todo.
- Tsc.... Onde está o príncipe Aziraphale? - Ele finalmente pergunta.
- Escritório.
- Ou biblioteca.
- Me levem lá. - Ele diz largado a almofada em um dos sofás do seu quarto.
Ele desce para o segundo andar. Diferente do terceiro andar que era mais privativo, no segundo andar circulavam alguns empregados que o comprimentavam com admiração.
- Mestre.
- Vossa alteza.
Todos queriam falar com o lindo e sexy omega que andava tranquilamente pelo corredor.
- Esse é o escritorio. - Nina fala sorridente depois de pararem em uma grande porta de porta dupla.
Ele sente, o cheiro está mais forte ali. Ele estava lá dentro.
Ela ia bater como a etiqueta pede, mas antes dela fazer isso Crowley apenas foi entrando.
Aziraphale que estava sentado na sua poltrona atrás da sua grande mesa se assusta com a porta abrindo de repente.
Era o Príncipe Crowley.
Ele ficava lindo com roupas incidentais também. Toda a roupa mostrava suas curvas ousadas fazendo Aziraphale corar um pouco.
- Oh - Ele fala deixando a ponta da pluma-caneta encostada no papel o manchando.
Antes dele falar algo, Maggie entra junto.
- Me desculpe mestre. - Ela fala. - Entramos sem sua permissão.
- Maggie, um mestre não precisa de permissão para entrar na sua casa, seja lá qual for o cômodo. - Aziraphale parecia severo. - Por favor nos traga um chá e petiscos.
Ela se curva sem falar mais nada e sai fechando a porta.
Ele suspira e olha para Crowley que apenas o olhava.
- Dormiu bem? - Ele sorriu calmo.
- Sim.
- Já comeu algo?
- Não.
- O céus. - Aziraphale olha o relógio de bolso e suspira aliviado por o almoço ser em breve. - Em meia hora o almoço será servido, vamos beliscar algumas coisas antes dele, sim?
Ele se assusta quando ao olhar para Crowley de novo ele estava mais próximo.
O príncipe andou até a mesa e a circulou indo para o lado de Aziraphale.
- Por que me colocou para dormir ontem?
- Oh... Me desculpe, você parecia tão chateado. - Aziraphale larga a pluma ficando um pouco nervoso.
- Eu não estava chateado. - Ele fala voltando a ficar chateado.
Aziraphale aperta os olhos não sabendo mais o que fazer, o cheiro de aborrecimento voltou.
Crowley fica olhando o seu marido sentado na cadeira à sua frente.
Ele também estava apenas de colete e camiseta sem paletó que nem Crowley. Sua camiseta era branca e seu colete um pouco dourado puxando para o bejé com um tecido que parecia grosso e típico inglês. Ele pareceu sexy por alguma razão sem o paletó.
- Como pode falar isso... se seu cheiro fala que está irritado? - Seu cheiro? Crowley apenas deixava sua irritação sair em seus feromônios quando criança, agora sabia bem como controlá-lo.... "Seu nariz é sensível" Ele lembra o que as outras empregadas falaram. Então é por isso que parece pisar em ovos? - Me diga o que posso fazer para te deixar mais tranquilo?
Crowley olha para o rosto do seu marido que parecia sério.
- Se tem algo que te desagrada eu posso te ajudar no que for.
Se Crowley falasse que era o alfa que o desagradava?
Provavelmente, Aziraphale cuidaria disso também.
Ele com toda certeza o faria.
Crowley não o conhecia, mas tem a sensação que Aziraphale colocaria a vontade de Crowley acima da sua e aceitaria tudo.
- Faria qualquer coisa? - Crowley pergunta.
- Faria. - Ele diz sem pensar.
Crowley quase como instinto coloca a mão no rosto de Aziraphale o assustando mais, suas longas unhas acariciam sua bochecha corada.
- De verdade?
Aziraphale olha confuso para o seu marido, ele não entendia.
O cheiro de Crowley mudou, em vez da brasa foi o perfume do incenso que ficou mais forte.
Era quase doce.
- Prin-Príncipe Crowley... - Ele suspira nervoso vendo seu marido se aproximar com o rosto.
- Me chame de querido como antes. - Crowley diz ronronando enquanto encosta seus lábios nos lábios quentes de Aziraphale.
O beijo foi calmo e carinhoso. A língua de Crowley é a primeira a agir, ele coloca a mão no queixo de seu marido e obriga a abrir a boca, sua língua desliza dentro da sua boca e se encontra com a língua desconhecida, elas se tocam como amantes saudosas. Crowley vira mais o rosto e aprofunda mais o beijo.
Aziraphale nervoso, só conseguia se segurar na cadeira.
Crowley desce mais seu corpo colocando um dos braços em volta do pescoço de Aziraphale, sua língua e a língua do seu marido deslizavam uma na outra com carinho. A língua de Aziraphale era quente e agradável, ele nunca pensou que o calor de outra pessoa fosse tão reconfortante.
- Hn - Aziraphale vira o rosto para o lado parando o beijo, Crowley senta no seu colo. - Prin-principe Cr-
- Querido. - Crowley o corrige marcando todo o seu território nele. Ele deixava os feromônios sem nenhuma vergonha circular pelo ambiente todo.
- Qu-querido. - Aziraphale só segurava a poltrona sem tocar no lindo omega no seu colo. - Querido, acredito que isso... fazer esse tipo de coisa, agora... seja um pouco inapropriado. - Ele tentava respirar. seu rosto estava corado e envergonhado. Ele tentou apenas olhar para o lado.
Mas era difícil não olhar para o ômega do seu colo que estava bem a sua frente, por ser maior que Aziraphale seu rosto pegava sua visão quase toda.
- Vamos lá. - Crowley fala com uma voz pidona que Aziraphale ainda não conhecia. - Não tem nada demais em duas pessoas casadas se beijarem, Marido.
Crowley coloca os dois braços em volta do pescoço de Aziraphale, ele cruza as pernas mesmo estando sentado no colo de Aziraphale como se estivesse em um confortável sofá.
- Vamos. - Crowley pede de novo fazendo Aziraphale o olhar. Seus olhos afiados encaravam os olhos azuis brilhantes. - Eu estou implorando aqui.
- Oh... Querido. - Aziraphale suspira em susto. Ele estava em uma situação difícil agora mesmo. Seu coração estava batendo como um louco. Ele nunca foi seduzido por um omega como estava sendo seduzido por Crowley.
Ele aperta as mãos nos braços da poltrona com força.
Ele não entendia seu marido, que uma hora estava muito irritado e outra parecia brincar com ele.
toc-toc - Mestres -
Os dois escutam batidas tímidas na porta.
Deve ser o chá.
Aziraphale olha para a porta nervoso enquanto Crowley apenas o aperta mais. Os olhos afiados e dourados vão para a porta. Ele ficou chateado de novo.
- Es-Espe-
- Entre - A voz fria de Crowley fala para a batida tímida.
Nina entra com um carinho.
- Com sua licença metressssOh - Ela fica corada entrando rapidamente. - Me desculpe só vou dei-deixar aqui e...
Ela corre deixando o carrinho com chá e petiscos no meio do escritório.
- E.. e - Ela fica cobrindo o rosto tímido colocando uma carta em cima da mesa. - S-se-seeu irmão pediu para lhe entregar.
Quando ela se aproximou, Aziraphale colocou a mão na cintura de Crowley, foi seu instinto falando.
- Saia. - A sua voz fria de Crowley fez Nina correr sem olhar para trás.
Quando a porta se fecha, Crowley olha para a mão de Aziraphale na sua cintura.
-Ora. - Ele sorri e Aziraphale toma um susto.
- Oh! - Ele tira a mão levantando o braço. - Me desculpe querido, não foi minha intenção.
Estava fraco, mas Crowley conseguiu sentir. O rastro do cheiro de seu marido alfa estava na sua roupa.
Ele marcou seu território com o toque. Se fosse qualquer um Crowley teria raiva.
Mas o cheiro era tão fraco e tímido que fez Crowley querer mais.
- Vamos lá. - Crowley sorria como uma criança brincalhona. Ele coloca a mão no rosto de Aziraphale alisando com seu polegar seus lábios. Aziraphale não o empurrava nem o apertava. Isso deixou Crowley fazer literalmente o que ele quisesse. - Vamos lá docinho. - Sua voz era arrastada e o cheiro ficou mais forte. - Me toque mais.
Seu ômega interior queria ser desejado pelo seu marido.
- Querido.... por favor - Ele implorava enquanto Crowley o seduzia com o seu feromônio.
Crowley com a ajuda da unha abre a boca de Aziraphale que apenas abriu sem lutar.
Ele ficava tocando em seus lábios com o polegar enquanto olhava para os caninos de Aziraphale.
Os olhos azuis brilhavam no escuro do escritório e sua respiração era irregular. Era óbvio que seu marido também o desejava então por que se segurava?
É sádico ao ponto de querer seu ômega lhe implorando atenção? Ou é só tímido?
Talvez seja os dois.
Mas era tarde demais, Crowley já caiu na sua armadilha.
Ele solta os lábios de Aziraphale.
- Tenho uma coisa para você. - Crowley diz sorrindo.
Ele pega uma caixa azul do seu bolso.
Ele recebeu de sua mãe achando que nunca usaria, ou se usasse demoraria, não pensou que já abriria essa caixa depois de um dia com Aziraphale.
- É um presente de casamento.
- Oh... - Crowley sente a aura de Aziraphale se iluminar em felicidade. Te deixa tão feliz uma simples caixa assim?
Crowley lhe entrega e Aziraphale fica um pouco ansioso. Crowley ainda estava no seu colo mas Aziraphale estava tão feliz que parecia não se importar mais.
Ele abre a caixa e vê um par de brincos prata.
- Querido. - Ele suspira e olha para o marido. - Isso é...
Crowley sorri vendo um rosto que nunca viu antes, as expressões que seu marido faz são lindas e fofas.
- É a pedra da lua. - Ele diz - São como são chamadas. É o "anel" de casamento que a lua oferece ao sol no dia do seu casamento, eu não sabia se iria aceitar... então.
- Eu amei. - Aziraphale parecia muito feliz. Seus olhos estavam úmidos. Seu cheiro muda para algo mais floral. - Eu amei, querido.... Pode colocar em mim?
- O que? Sério? Agora? - Crowley fica surpreso.
- Claro.
Crowley fica olhando o marido por um tempo e em seguida leva a mão para sua orelha percebendo que ela não tinha buraco.
- Agora mesmo?
- Não quer?
- Não é que eu não queira, mas.... - Ele olha para o rosto de Aziraphale que começa a ficar desanimado.
Crowley abaixa o ombro. Por que sempre acaba cedendo a vontade dele?
- Certo, vou fazer agora.
Ele descruza as pernas e sai do colo de Aziraphale.
Ele coloca com calma a caixa azul aberta em cima da mesa.
- Vai doer um pouco. - Crowley avisa.
Crowley fez os furos em suas orelhas ainda quando jovem, mas não era um costume inglês furar as orelhas.
- Tudo bem. - Ele sorri indiferente.
Crowley pega um brinco com as pontas dos dedos e anda até uma vela que estava acesa ajudando a iluminar a sala.
Ele queima a ponta da jóia com o fogo, quando estava bem quente, ele anda novamente até o seu marido.
- Vem cá, docinho~ - Ele fala meio brincalhão enquanto segura a orelha de Aziraphale com uma mão e começa a furar o lóbulo da sua orelha com a agulha do brinco.
Aziraphale colocou uma das mãos na cintura de Crowley o ajudando a se manter firme. Seus olhos azuis brilhavam olhando para seu lindo marido concentrado.
- Pronto. - Ele avisa colocando a tarracha. Uma gota de sangue pingou na sua mão e ele sem pensar muito lambe.
Era metálico.
Ele se abaixou e passou a língua sobre o brinco já na orelha do alfa. Aziraphale agarra o tecido da roupa de Crowley com a mão que estava na sua cintura.
- Ahn
As línguas de um omega ou de um alfa são anestésicas e ajudam a cicatrizar, então isso era natural, mas Crowley o fez mais para provocar seu marido.
Ele pára e olha para o Aziraphale ficando satisfeito de ver que a cara séria de Aziraphale mudou para um rosto desconcertado, como de um filhote.
- Esse foi. - Ele fala cantarolando.
Ele pega o outro brinco e se afasta de Aziraphale indo para o fogo de novo.
A mão de Aziraphale que segurava sua cintura ficava flutuando no ar como se procurasse algo para segurar de novo.
Quando Crowley voltou a ficar de pé na frente dele entre suas pernas ele agarrou sua cintura novamente agora com as duas mãos.
A dor aguda voltou novamente, agora na outra orelha, mas ele só conseguia ficar envergonhado sabendo o que viria em seguida.
Crowley não o decepcionou quando desceu o rosto novamente para a sua orelha.
- Querido. - Ele suspira, seu cheiro era floral e Crowley adorava isso. Ele passou a língua lentamente pelo ferimento e em seguida subiu.
Em um ato travesso ele enfiou a língua dentro da sua orelha fazendo Aziraphale o abraçar com mais força, sua boca fica aberta em um suspiro silencioso.
Então seu marido era sensível na orelha?
Crowley só conseguia sorrir.
Ele abraça novamente o pescoço de Aziraphale, e volta a beijá-lo.
Desta vez Aziraphale o corresponde imediatamente.
Suas línguas se esfregam uma na outra. Cheiro perfumado e doce um do outro circulam entre eles.
Crowley coloca as mãos na bochecha de Aziraphale parando o beijo.
O alfa estava ofegante e corado, seu lindo olhar estava sem foco. Era isso que seu ômega queria desde o começo.
Como alguém tão lindo pode ser meu? Ele pensou.
Como um alfa podia ser tão adorável?
Ele olha para o lado e lembra da carta.
- Seu irmão. - Crowley fala fazendo Aziraphale o soltar do aperto. - Seu irmão mandou uma carta.
- Oh. - Aziraphale fica desconcertado colocando a mão no rosto. Ele tinha que voltar a realidade - Certo, poderia me dar?
Crowley pega a carta em um suspiro e senta novamente no colo de Aziraphale o entregando como um bom menino.
- Vejamos... - Ele abre a carta e Crowley fica olhando.
Era uma carta de Miguel. Ele perguntou se seu irmão e seu esposo iriam para a festa.
- Certo. - Aziraphale tenta se concentrar lembrando. - A festa de casamento dura 7 dias e 7 noites.
Isso era uma tradição tanto árabe como inglesa.
Era comum eventos nesse nível durarem tantos dias.
O casal depois da primeira noite podiam enfim festejar.
- Eu vou dizer que estaremos ocupados.
- Não. - Crowley corrigiu. - Nós iremos, hoje a noite.
- ... Hoje? Querido. - Aziraphale nervoso olha para Crowley que apenas sorria. - Isso é... Veja...Acho que você não entende o que isso significa.
- Oh, não. - Crowley sorria mostrando seus caninos. - Eu sei muito bem.
Aziraphale não era bobo, ele sabia muito bem onde seu marido queria chegar.
- Espero que esteja com a agenda de hoje de tarde vaga...
Os olhares de Crowley se afiaram e seu sorriso era cruel.
//////////////////////////////////Querido, serei seu predador esta noite ~~
Irei te caçar e te comer vivo
Como animais, animais *cantando*
Talvez você pense que pode se esconder ~~
Consigo sentir seu cheiro de longe
Ai ai.... A carência de Crowley não tem fim.
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Good Omens - Omegaverse
RomansaUm casamento entre dois reinos não era um compromisso, era um laço, uma promessa, um tratado eterno que não juntaria duas pessoas, mas duas nações. A paz reinou e com ela o destino de Aziraphale um príncipe Alfa se ligou com Crowley um exotico prínc...
