Aziraphale suspirou dentro do quarto escuro. Ele coloca as costas do braço no rosto sentindo seu corpo todo ferver.
- O que foi docinho? - A voz de Crowley fez ele olhar para cima.
As cortinas do dossel estavam fechadas fazendo o quarto ser mais escuro ainda. Tudo que Aziraphale podia ver era a silhueta esbelta de seu marido sobre ele e seus lindos olhos brilhantes e amarelos o encarando.
- Não me diga que cansou?
- Hg! - Aziraphale vira o rosto sentindo um aperto.
Crowley sem piedade estava subindo e descendo em cima dele o apertando dentro de si.
Ele parecia fazer questão de espremer a extremidade dentro dele até o limite.
Ele sentia prazer ao mesmo tempo que se sentia ansioso.
Ele tinha medo que Crowley se machucasse.
- Hn sim. - Crowley respira fundo jogando sua cabeça para trás. - Eu realmente gosto desse cheiro que deixa, docinho.
- Querido... espere. - Aziraphale estava tonto de tantos feromônios de ômega ao redor dele. Ele se sentia enfeitiçado e atraido. - Por favor... - Ele respirava trêmulo.
- Mas o que posso fazer? - Crowley abaixa o seu corpo fazendo mechas de seu cabelo grande tocar no rosto do seu marido. - Eu toquei em um alfa hoje, sabia? - Ele falava com voz triste. - Minhas mãos ficaram com um cheiro terrível de feromônios de medo....Isso é péssimo para um ômega marcado como eu~ - Ele cantarolava com voz de triste como se apenas fosse um indefeso e inocente ômega.
- Querido...
- Não tem piedade de mim? - Ele levanta o quadril para cair de novo. Os dois gemem com seus rostos bem próximos um do outro. - Não quer me melar com o seu cheiro? - Crowley abre a boca e passa a língua no queixo e depois nos lábios semi-abertos de seu alfa. - Não tem um centímetro seu que não esteja manchado por mim.
- hn! - Aziraphale agarra os lençóis com os dedos afundados no colchão.
- Não tem ninguém nesse mundo que ousaria falar que não pertence a mim. - Crowley ronronava enquanto voltava a subir e descer lentamente. - Então por que não faz o mesmo por mim? Eu sou obrigado a te prender com meu feromônio e te obrigar a soltar o que eu quero? hn.... E mesmo assim é tão pouco. - Crowley se abaixa um pouco mais e esfrega a sua bochecha no pescoço de Aziraphale tentando pegar um pouco de seus feromonios. - Tão pouco. Quantas vezes já fizemos? umas 3? 4 vezes? E é tudo que pode me dá?
- Vamos querido... ahn, eu imploro.
- Como fará quando eu estiver no cio? - Crowley choramingou parando de pular. - Eu vou ter que. - Ele levanta o quadril com tudo apenas para cair de vez, fazendo Aziraphale jogar seu rosto para trás. - Fazer um ninho? Terei que procurar roupas suas por toda casa apenas para sentir um pouco do seu cheiro em mim? - Ele faz isso de novo e de novo. - Eu terei que ser como um ômega carente procurando um pouco de calor?
- E-Eu nunca te deixaria sozinho.
- Eu não deixaria isso acontecer. - Crowley sorria no meio do escuro. - Se me deixasse, mesmo que por um minuto eu posso mesmo acabar morrendo de tristeza.
- Oh... não fale essas coisas. -Aziraphale finalmente abre os olhos novamente para olhar seu marido. - Por favor, não diga nem por brincadeira.
- Isso... esse cheiro. - Crowley começa a tremer sentindo todo o seu corpo pulsar. - Me encha com ele.
Os olhos de Aziraphale brilham no escuro de frustração, ele sente que não desse logo o que seu marido queria, aconteceria algo ruim.
Ele suspira.
Crowley estava gemendo muito alto então Aziraphale teve que colocar a mão na sua boca.
Crowley estava deitado de lado na cama tendo sua perna levantada por seu marido. Aziraphale estava atrás dele enquanto estocava com força dentro dele. Ele tirava e colocava tudo bem rápido e depois lentamente.
Uma das mãos de Aziraphale estava apertando a boca de Crowley enquanto a outra estava segurando sua longa perna no ar.
Sua boca lambia e chupava o ombro e pescoço de seu marido.
Seu cheiro estava dominando e manchando Crowley por inteiro, deixando o adorável cheiro de Crowley mais fraco do que o normal.
- Hmm hnnn - Crowley gemia feliz enquanto seus olhos se reviraram.
- Querido, oh querido, você é perfeito. - Aziraphale sussurrava no seu ouvido enquanto o estocava com força. - Eu sinto tanto por fazer desse jeito. É que sua boca... sua linda boca estava incontrolável. - Ele faz dois dedos entrarem na boca de Crowley que começou a chupa-lo com felicidade. - Me desculpe se se sente carente. Eu prometo te recompensar... apenas não fale em morte de novo, sim? - Ele morde a orelha de Crowley fazendo o ruivo gemer enquanto chupava os dedos. - Sua resposta?
Crowley balança a cabeça confirmando.
Aziraphale suspira de alívio.
Ele se levanta e vira Crowley fazendo o ruivo ficar deitado com a barriga para baixo.
Ajoelhado na cama ele segura o quadril do ruivo e volta a tirar e colocar com força. Ele abre o quadril do marido e olha para baixo enquanto admirava sua conexão com seu ômega.
Ele segura o cabelo de Crowley o puxando para ficar ajoelhado junto com ele.
Então eles estavam ajoelhados na cama com Aziraphale atrás de Crowley o esticando enquanto segurava seu cabelo longo com uma mão e a outra abraçava o seu peitoral apertando o seu mamilo firme.
Aziraphale não queria manchar o seu lindo marido com seu cheiro, ele realmente gostava do cheiro de seu marido, principalmente nele, mas não podia evitar se seu marido sentia o mesmo.
Ele sente que tudo que seu marido desejasse ele seria capaz de conceder. Aziraphale podia lhe dar o mundo se ele pedisse.
- Isso ahn - Crowley gemia feliz. - Tire todos os cheiros, deixe só o seu em mim, eu só preciso do seu.
O cheiro de Crowley cheirava a algo diferente hoje, Aziraphale podia sentir, seu cio estava perto.
Eles acabaram se envolvendo a noite inteira.
Aziraphale foi o primeiro a acordar, ele ainda estava um pouco zonzo.
Ele olhou para cima tentando se acostumar com os raios de luz que tocavam no tecido grosso das cortinas e que refletiam um pouco na cama.
Ele olha para baixo apenas para ver Crowley completamente nu sobre ele, o abraçando como se fosse um travesseiro.
Ele suspira e olha para cima.
Ele sente que estava em uma grande armadilha onde ele era a caça e seu doce marido o caçador. Ele acreditava que seus irmãos eram controladores, mas percebeu tarde demais que estava casado com o pior controlador.
Ele acabou sendo manipulado a noite toda por seu marido que apenas se divertiu o usando.
- Céus....
Ele estava agora com o corpo todo dolorido e marcado de dentes e unhas. Ele sabia que a visita da família de Crowley seria hoje.
Ele fecha os olhos sentindo vergonha da situação que se encontraria.
Teria que procurar roupas que cobririam isso.... Ou sente que se mataria.
Ele não se importava de que aquelas marcas fossem vistas por qualquer outra pessoa, mas se for com a família de Crowley ele sente que teria que se justificar.
"Por que meu marido é tão cruel?"
Foi o que ele pensou enquanto colocava a mão no rosto enquanto a outra pousava com calma no cabelo grande do seu marido.
- Qu-Querido...
- Hm! - Crowley quase rosna.
- Vamos querido, sabe que não te acordaria... Mas sua família em breve vem nos visitar.
Aziraphale sente a irritação do seu marido dentro dele.
Aziraphale suspira sentindo que a irritação de seu marido iria ser dele em breve.
Ele se levanta com dificuldade porque seu marido o está prendendo e o segurando na cama.
Ele pega o seu marido e o coloca no seu ombro.
- Querido você já é crescido... não deveria deixar ser levado assim para o banho... - Aziraphale ficava o repreendendo, mas sente que seu marido não o escutaria.
Ele finalmente sai da cama e com seu marido dormindo no seu ombro ele começa a andar para o banheiro. Ele anda pelo quarto sem se importar com sua nudez ou a nudez do seu marido.
Ele abre a porta do banheiro e fica feliz e satisfeito por seus servos já terem deixado o banheiro pronto como ele sugeriu.
Ele anda até a banheira gigante e desce pelas escadas lentamente.
Ele faz o corpo de Crowley deslizar para fora do seu ombro até ficarem de frente um para o outro. Crowley não parecia se importar com nada enquanto continuava dormindo dentro da banheira.
Aziraphale ficou lavando o seu marido esfregando sabonete em seu peitoral.
- É sério, Querido? - Aziraphale suspira em um meio riso. - Apenas seguirei com isso porque você é lindo.
- Hm...
- Sim, o mais lindo do mundo. - Aziraphale o abraça esfregando sabonete em suas costas.
- Hn... - Ele escuta o ronronar de Crowley.
- Se está disposto a ouvir elogios, está disposto a acordar. - Aziraphale fala com voz de mãe.
Nina e Maggie mais tarde apareceram no quarto de Aziraphale.
Os seus mestres estavam usando roupão de banho enquanto aguardavam suas vestimentas que estavam com elas.
Elas viram Aziraphale de pé enquanto Crowley estava sentado no sofá tendo o seu cabelo penteado pelo alfa.
- Hn? - Aziraphale olha para trás vendo as duas. - Oh, sim, deixe aí, sim?
Seu mestre parecia com um rosto mal humorado e cansado enquanto seu mestre Crowley parecia estar com flores saindo ao seu redor de tão bom humor.
- Nina... - Maggie pergunta preocupada. - Será que nossos mestres trocaram de personalidade enquanto dormiam?
- Mestre Aziraphale. - Nina fala olhando para Aziraphale. - Devo tratar seus ferimentos?
Ele lembra das manchas roxas e marcas de unhas e dentes no seu pescoço.
- Hn...Na verdade não doi. - Ele suspira lembrando ainda penteado no cabelo do seu feliz e satisfeito ômega. - Mas terei que esconder as travessuras do meu marido. Trouxe as roupas como pedi?
- Sim. - as duas falam juntas.
Aziraphale e Crowley usavam roupas gêmeas, eram fardas formais como príncipes estilo ocidental, a única coisa que mudava era que as roupas de Aziraphale eram claras e as de Crowley escuras.
Crowley viu que a farda meio estilo militar era gola alta fazendo as marcas lindas do pescoço belo e pálido do seu marido não aparecerem mais.
Ele fez um beicinho triste.
- Eu demorei para fazer elas, sabia?
- Oh, fico feliz porque meu marido está se divertindo, pelo menos. - Aziraphale sorria. - Não se preocupe, quando sua família ir, podemos usar nossas roupas informais de sempre.
Quando o almoço estava próximo, Crowley saiu para o portão.
Ele estava admirando o jardim da frente enquanto esperava por sua família.
Aziraphale apareceu atrás dele segurando um guarda-sol pequeno e escuro.
- Hn? - Crowley olha para cima vendo um guarda chuva vermelho em bordados escuros que faziam uma sombra fantástica. - O que é isso?
- Oh, eu pedi para preparar para meu marido. - Aziraphale sorria segurando o guarda-sol com a mão enquanto a outra mão estava nas suas costas. - Notei que tem um olho sensível ao sol....
- Oh sim. - Crowley sorrio mostrando o óculos que estava no bolso. - Não saio sem esses óculos. - Ele coloca. - O que acha?
- Que é muito bonito.
- Eu ou os óculos?
Aziraphale começou a rir do rosto carente do seu marido.
- Meu marido é lindo, os óculos são bonitos. - Aziraphale olha para frente. - Quer esperar lá dentro?
- Nah, eu gostei de ficar assim. - Ele se aproxima do seu marido. - E infelizmente minha família não é de se atrasar.
Eles olham para o lado ao mesmo tempo enquanto escutam o barulho da carruagem real chegando.
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Good Omens - Omegaverse
RomanceUm casamento entre dois reinos não era um compromisso, era um laço, uma promessa, um tratado eterno que não juntaria duas pessoas, mas duas nações. A paz reinou e com ela o destino de Aziraphale um príncipe Alfa se ligou com Crowley um exotico prínc...
