Capítulo 29

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"A forma como os outros nos vêem não nos define, é apenas uma forma de como os deixamos marcados."

– Desconhecido.

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270 d.C

Com a ascensão do clã, cada vez mais a cabeça dos membros dos volturi era alvejada, o clã romeno ainda dominante não iria poupar esforços para destruir a ameaça crescente que eram os Volturi, Aro no entanto era um excelente combatente e estrategista. Por causa dos tempos difíceis nunca saia sozinho, sempre levava sua guarda pessoal, que naquele tempo se resumia a Helena.

Helena não fazia ideia do que ele fazia, ninguém sabia o que se passava na cabeça de Aro, mas ele sabia o que se passava na cabeça de todos, exceto uma pessoa, ela e essa era sua vantagem sobre ele. Se ele soubesse ou sonhasse no mínimo que os planos de Helena não era atacar o clã romeno e sim fugir, ela sabia que já estaria presa no castelo como Athenodora e Sulpicia.

Enquanto fazia a guarda só pensava em quanto estava farta de tudo aquilo, o quanto queria matar aquele homem, sua plano era em primeira instância pedir, duvidava que existisse algum tipo de humanidade em Aro, mas se houvesse iria apelar que esse lado dele surgisse e caso contrário, seu planejamento continuaria.

Ao retornarem ao esconderijo, Aro olhava alguns papéis, enquanto Helena apenas ficava olhando no horizonte.

— Algum sinal dos romenos?

— Nenhum desde de a última cidade, tudo em ordem.

—  Ótimo — Disse focado nos papéis — Quando anoitecer tomaremos alguma coisa e então partiremos para o castelo. 

Helena permaneceu em silêncio, até que Aro a encarou e guardou os papéis, o rosto dela deixava claro que algo estava errado.

— Algo que lhe incomode com relação a missão, sobrinha?

— Tem, tem sim. Mas não é sobre esta missão.

— Então me mostre, para que eu possa compreender melhor.

Ela encarou as mãos de Aro e recuou, como sempre.

— Acho que conseguirá compreender bem com minhas palavras. — Ele baixou as mãos e olhou para ela lhe dando permissão. — Há um tempo venho pensando e visto tudo que aconteceu... eu acredito que seja minha hora de deixar o clã.

Ele a encarou, o silêncio era mortal e amedrontador, aqueles poucos segundos foram toda a eternidade para ela.

— Por qual motivo?

— Não me identifico mais com o clã.

Ele deu um bufo de riso.

— O clã está sendo perseguido, a cabeça de todos nós está sendo alvejada , uma batalha grande é iminente e vossa mercê quer abandonar a todos nós, porque não se identifica mais com o clã. Se não vai me mostrar os pensamentos, no mínimo se esforce para que eu acredite no que vai me falar Helena.

I Am A VolturiOnde histórias criam vida. Descubra agora