Capítulo 34

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"Não é a ausência de tempestades que nos distingue, e sim quem descobrimos na tempestade"

– Max Lucado

  ○●○●○Antony Volturi●○●○●

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  ○●○●○Antony Volturi●○●○●

2009 d.C

É engraçado como as coisas podem mudar de um instante a outro, quando se é humano essas mudanças por mais minúsculas que sejam são extremamente significativas, quando se é um imortal apenas as realmente grandes te afetam, apenas as grandes te fazem querer que algo mude.

A maioria dos vampiros se acomoda e teria como não se acomodar? Ser um imortal, não falecer de causas naturais é a dádiva que a maioria dos mortais deseja, mas o que a maioria não sabe é que, ainda somos mortais, ainda podemos ser mortos e aqueles que não temem pela própria existência, temem pela do parceiro pois por mais que sejamos fortes como uma rocha e nossa pele seja dura como gelo… ainda somos sensíveis como os mortais, na verdade mais sensíveis, pois é isso que nosso veneno faz, potencializa tudo, nossos dons, nosso amor, nossa dor e nosso sofrimento.

Queria dizer que não me acomodei, mas não sou como minha irmã que criou coragem para fugir, tinha muito a perder se simplesmente fugisse, além do quê Mel só iria embora com Max e ele era o mais difícil de convencer ele queria fugir, mas tinha medo de falhar e no fim sofrer outra punição como aquela que sofreu, aquela imagem ainda é uma assombração na vida de todos nós.

Não parávamos no castelo há algumas décadas, levávamos cartas a pessoas que nunca havíamos visto, não sabíamos o que continha e nem poderíamos, isso acontecia porque meu tio sabia de algo, sabia que estávamos planejando e graças a minha habilidade ele uniu o útil ao agradável. Como não roubava dons de outro como minha irmã, não podia ver as relações das outras pessoas como meu pai, não trazia alegria aos lugares como minha mãe e até mesmo não poderia ver os pensamentos como Mel ou meu tio, aos olhos dele eu era um inútil. Meu dom já foi útil, antes de Heidi surgi, minha persuasão não era forte como a dela, comigo  as pessoas ficavam levemente conscientes, com o tempo Heidi foi tomando meu espaço na “pescaria” o que eu era grato, minha persuasão era melhor em diplomacia do que em outros casos, minha função no castelo era manter, manter meu pai com pouco de sanidade ao mesmo que tinha de  manter Melissa e Maximus preso aos Volturi e tudo isso estava me desgastando.

As respostas das cartas estavam em minha mente, enquanto via o sol caindo ao longe me preparava mentalmente para a batalha que teria com meu tio, dar a ele o necessário, não demais para nos punir e nem o de menos para que ele desconfiasse, tinha de ser o suficiente, na última vez que deixei algo escapar ele nos meteu nessa encruzilhada.

— Nenhum sinal dela— Melissa diz entrando no quarto com um envelope — nenhum vestígio de pensamento, mas o Concierge entregou isso. — Ela me entregou o envelope que tinha em mãos — É dela.

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