Pran acordou tarde naquele dia e, assim que abriu os olhos, as lembranças da noite anterior o fizeram sorrir. Ele ia tomar banho e viu que Phat dormia com um dos braços acima da cabeça e com uma das pernas dobradas. O lençol mal o cobria, mas destacava um volume acanhado entre suas pernas.
Pran tentou não pensar nisso e foi para o chuveiro. Quando acabou de se secar, ele vestiu só uma cueca e foi para perto da cama.
O cheiro do corpo suado de Phat o acalmava então ele encostou seu nariz nos cabelos dele e fechou os olhos. Pran lembrou da cara brava de Phat ao voltar do barbeiro alguns dias atrás, ele tinha cortado o cabelo e achava que estava muito curto e ficava o tempo todo de olhando no espelho. Ele acariciou seu rosto e Phat acordou.
"Toma um banho que eu vou fazer algo para gente comer."
Phat assentiu e se espreguiçou. Ele estendeu a mão em direção a Pran, que a segurou para ajudá-lo a se levantar, mas Phat tentou arrastá-lo para cama. Pran deu um tapa nele e se soltou.
"Não demora!"
"Sim, senhor! Por que você não me chamou quando foi tomar banho, agora tenho que ir sozinho." Ele fez beicinho e Pran respirou fundo.
"Ai, Phat! Sem drama!"
"Droga, você está ficando imune ao meu charme."
"De jeito nenhum. Eu só acho que fizemos muito barulho ontem e não quero receber outra advertência." Os dois trocaram olhares cúmplices "A gente deveria mudar para uma casa."
Pran saiu do quarto e ouviu o namorado se arrastar para o banheiro. O celular de Phat estava na sala e ele o pegou para ouvir música. Era impossível ouvir as músicas e não começar a pensar na playlist do casamento.
Phat deixou a porta aberta para ouvir a música vindo da sala enquanto se lavava. Ele ainda se enxugava quando escutou o celular de Pran tocando na mesa ao lado da cama. Ele gritou pelo namorado, que não o ouviu.
Ele correu e pegou o aparelho. Era seu pai.
Phat ficou confuso porque aquele era o celular de Pran, não era? Ele conferiu novamente e a chamada encerrou. Seu olhar ficou na a tela apagada por um tempo.
Eles não costumavam mexer nos aparelhos um do outro para ver mensagens ou ligações, mas sabiam como desbloquear. Ele fez isso e se sentou de olhos fechados. Isso não estava certo. Ele desligou o aparelho e o colocou na cama. Talvez seu pai tivesse descoberto o número dele e ligou para brigar ou ofendê-lo de alguma forma. Phat segurou o celular novamente e retornou a ligação.
"Oi, garoto....é...oi, Pran."
Phat ficou em silêncio.
"Alô? Você está me ouvindo?"
"Huum!" Phat respondeu.
"Ouvi minha esposa conversando com... huum... com sua mãe. Você ficou doente. Você e Phat estão bem?"
"Uhum!" Phat fez um som afirmativo, mas aquela ligação era completamente fora da realidade.
"Que bom! Eu te disse garoto, se acontecer alguma coisa com vocês, me liga!"
"Por que ele te ligaria, pai?" A voz de Phat estava cheia de dúvidas, angústia e raiva.
"Phat?"
"Por que você LIGOU PARA ELE?"
"Phat, eu só queria saber se estava tudo bem."
Phat desligou o telefone na hora que Pran entrou no quarto. Ele ouviu a voz alterada do namorado e correu até lá. Não era necessário ver o histórico de chamadas para saber o que tinha acontecido.
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No palco - Bad Buddy Multiverso
FanfictionNanon lançou essa música, "Please try again" e ele gosta muito dessa ideia de mundos alternativos, por isso eu fiquei pensando: E se Ming perdesse a bolsa de estudos para Dissaya? E se Dissaya conseguisse a bolsa, mas largasse no meio pra casar? E s...
