Parte 13 - Convivência e confiança

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A noite passada tinha sido intensa e completamente insana. Pran não acreditava que estar com aquele idiota seria incrível, maravilhoso, perfeito! Eles pertenciam um ao outro e isso parecia tão certo! Até que eles começaram a discutir.

Phat era um grande bebê grudento; onde Pran ia, Phat estava atrás dele. Quando ele sentou para estudar, Phat sentou ao seu lado e ficou lendo o que ele escrevia. Era impossivel não sentir a respiração dele no seu pescoço e isso enlouquecia Pran.

Depois de brigar com ele três ou quatro vezes, Phat se encostou no sofá e ficou com aqueles olhinhos de cachorro abandonado. Pran não precisava se virar  para saber qual cara ele fazia.

Ele não tentava ler as anotações, mas não tinha desistido de ficar perto dele. Phat colocou uma almofada no assento do sofá, grudada em Pran, e se deitou encolhido. Pran respirou fundo e não disse nada. Se ele ficasse quieto, isso não seria um problema.

Mas foi um problema. Phat começou a tentar colocar a cabeça no colo de Pran, o que era impossível porque seu computador estava apoiado ali. Mesmo assim ele ia, aos poucos, forçando e ajeitando sua cara entre a barriga de Pran e o computador.

"Chega, Phat! Não dá para continuar assim! Você não tem nenhum trabalho para fazer, nada para ler? Eu não consigo estudar com você agindo assim!"

"Eu já fiz minhas coisas." Phat respondeu magoado, fazendo bico "Eu queria ficar aqui perto de você!'

"Você pode só ficar sentado aqui, do meu lado, quieto? Você consegue?"

"Sim..." ele respondeu com semblante triste.

Pran exasperado, não sabia o que fazer. Foi um jeito ruim de descobrir o quanto era difícil negar alguma coisa para ele nessas circunstâncias. Ele desistiu de lutar, sentou no chão e colocou o computador na mesinha de centro, se virou para Phat e colocou a almofada no seu colo para que ele pudesse deitar.

Como um cachorrinho feliz, ele deitou de lado, no chão, e jogou a cabeça na almofada e se encolheu.

Pran riu e voltou a estudar, sem perceber que estava brincando com os cabelos dele enquanto lia.

Phat dormiu depois de um tempo e sem ter consciência do que estava fazendo, se virou de barriga para cima, colocando o braço esquerdo acima da cabeça. Era quase como se ele inteiro estivesse deitado no colo de Pran, que mal alcançava o computador, porque o cotovelo dele pressionava sua barriga.

Nem cinco minutos se passaram e ele mudou de posição de novo; virou o rosto para o lado da barriga de Pran e almofada caiu. Ele estava abraçado às pernas de Pran e, nessa posição, sua respiração quente o atingia na virilha.

Sua concentração já estava completamente perdida. E ainda existia essa sensação estranha, um zumbido forte soava nos seus ouvidos, pareciam turbinas de avião, como se Pran estivesse voando. A respiração quente de Phat fazia seu corpo formigar, sua boca levemente aberta era uma tentação; sua vontade era colocar seu polegar ali, ele queria sentir a língua dele...

Phat acordou com o gemido de Pran e sentindo que, por baixo da calça, o pênis dele estava duro e encostado na sua cara. Ele se levantou assustado e Pran, envergonhado, tentava se explicar.

"Eu não fiz nada! É que você se mexeu e estava com a cara em mim... foi involuntário! Você sabe..."

"Eu sei..." ele disse acanhado "Acho que é melhor eu ir para minha casa. Não quero te atrapalhar."

"Phat!" Pran se levantou e o segurou. Os dois olharam para baixo e a ereção estava ali entre eles. Pran se cobriu com uma mão "Phat! Desculpa! eu não queria... desculpa... e eu realmente tenho que terminar esse trabalho."

No palco - Bad Buddy MultiversoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora