Phat não chorava, porém estava completamente alheio ao mundo. Pran o levou para o quarto e eles se deitaram e Phat descansou sua cabeça no peito do namorado. Ele inspirava profundamente o aroma de lar que acompanhava Pran e era a sua salvação.
_______________
Ming chegou em casa furioso e Dissaya acompanhava pela janela da cozinha de sua casa os gritos do vizinho e os barulhos de alguns copos quebrados. Ela tinha pena da esposa de Ming, ela parecia uma boa mulher, porém os ataques de fúria dele estavam cada dia mais assustadores.
Muito cedo na manhã seguinte, Dissaya se preparava para fazer sua caminhada e ele estava na rua; seu olhar era puro ódio e ela pensava que já era hora dele superar a desavença que tiveram. Ela suspirou e se virou, mas ele a chamou e a ameaçou dizendo que não queria nunca mais que o filho dela se aproximasse de Pa ou ele tomaria as medidas que achasse necessárias para acabar com ele.
Ela nem teve tempo de assimilar o que foi dito e muito menos de responder, pois ele acelerou o carro e saiu. Um frio no estômago subiu pela sua garganta. Ela tinha medo pelo filho e tentou ligar para Pran, que não atendia, e seu desespero aumentou.
_______________
O celular de Pran, jogado no sofá da sala, marcava muitas chamadas perdidas da mãe. Ele e Phat ainda dormiam quando a campainha tocou. Pran ignorou, pois não queria ver ninguém naquele momento. A pessoa tocou mais duas vezes, se tocasse uma terceira, Pran se levantaria porque não queria que Phat acordasse, mas aparentemente a pessoa desistiu.
Ele estava quase dormindo quando pareceu ouvir o som da porta abrindo. Deveria ser um sonho. Ele abraçou as costas de Phat e encostou seu rosto no pescoço dele.
Essa foi a imagem que Dissaya viu quando entrou no quarto do filho. Seu assombro foi tão intenso e ela sentiu uma raiva tão grande crescer dentro dela como nunca antes tinha acontecido. Ela sentia que o filho a tinha traído, como ele ousava ficar com o filho do vizinho que roubou tantas oportunidades dela? Esse pensamento não fazia sentido, mas o sentimento era tão real.
"Phat!" ela murmurou e ele abriu os olhos assustado e viu sua mãe ir em direção a sala.
Ele viu se Phat tinha acordado, mas seu sono era pesado, por causa do comprimido para dormir que Pran deu para ele na noite anterior.
"Mãe? o que a senhora esta fazendo aqui?"
"Pran, o que acontece entre você e o vizinho?" A voz de Dissaya soava estranha aos ouvidos de Pran, ele sentia tristeza e mágoa. "Pran?"
"Você já sabe, por que está perguntando?" Ele estava na defensiva.
"Eu quero ouvir de você! Vocês são amigos agora?"
"Nós não somos amigos." Pran tinha vontade de chorar. "Nós somos namorados."
"Pran!" Dissaya o olhava e via através dele
"Mãe, essa é a verdade. Você quer a verdade, então lide com isso!"
"Você não pode falar assim comigo! Por que você não me contou antes? Eu não te criei para ser um mentiroso."
"E eu não sou. Você me criou assim, por isso estou sendo honesto e direto com a senhora."
A mão de Dissaya formigava do mesmo jeito que a face de Pran deveria arder pelo tapa que nunca aconteceu. Ao invés disso, os braços de sua mãe o envolveram e ele se deixou embalar pelo carinho da mãe.
"Encontrei Ming na rua hoje cedo, ele disse que machucaria você. Eu tive tanto medo!" Ela dizia e chorava e o beijava "Me desculpa, eu estava fora de mim."
"Mãe! Me desculpa, eu queria ter contado antes, mas Phat e eu, a gente tem medo da reação do pai dele."
"Eu sei, eu entendo, me perdoa! Você sabe que eu estou do seu lado sempre, eu estou aqui para te proteger. Além disso eu confio no seu julgamento" ela segurava o rosto do filho com as duas mãos e limpava as lágrimas que corriam pela sua bochecha "Phat deve ser um bom garoto."
VOCÊ ESTÁ LENDO
No palco - Bad Buddy Multiverso
FanficNanon lançou essa música, "Please try again" e ele gosta muito dessa ideia de mundos alternativos, por isso eu fiquei pensando: E se Ming perdesse a bolsa de estudos para Dissaya? E se Dissaya conseguisse a bolsa, mas largasse no meio pra casar? E s...
