Após o Apocalipse zumbi acontecer, Louise Milton Collins, encontra um grupo de sobreviventes que acaba se tornando sua responsabilidade, entre eles o homem por quem ela se apaixona, Daryl dixon.
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Louise Collins.
Dois dias se passaram desde que resgatamos Maggie e Carol. Um dia depois perdemos Denise para o cara que Daryl ajudou na floresta, Dwight. Daryl esta abatido, fica de um lado para o outro com um pingente da médica. Neste momento eu estava no quarto de Carl deitado ao lado dele, pensando em todos que perdemos até aqui, sinto falta de cada um deles.
-não consegue dormir.-a voz do meu filho se fez presente me assustando.
-achei que estivesse dormindo. Eu não consigo dormir, hoje vai ser um dia intenso.-falei olhando para o garoto.
-promete que vai tomar cuidado.-ele me fez prometer com medo de outros salvadores.
-eu prometo. Nada de sair pra fora dos muros, ouviu.-ordenei deixando um beijo demorado no topo de sua testa. Ele assentiu voltando a dormir. Eu me levantei indo para meu quarto, me vesti colocando meu coturno por último. O Dixon não dormiu essa noite comigo, preferiu passar a noite na outra casa. O sol nasceu fazendo a luz atravessar as janelas. Sai para fora encontrando o caçador que parecia estar se arrumando para sair.
-Daryl, onde você vai?-questionei vendo o caçador pegar sua moto.
-vou dar uma volta.-disse o homem arrumando suas coisas novamente.
-ei, isso é por causa da Denise? Não pode sair lá fora, não depois de ontem.-falei preocupada. Não sabíamos quantos deles ainda estavam por aí.
-qual é a sua, Louise? Ta achando que só porque dormimos juntos manda em mim?-Dixon disse rispidamente se virando para me olhar.
-por que está agindo desse jeito. Eu sinto muito pelo que aconteceu, mas não pode me tratar assim. Se você encontrar outro grupo dos salvadores, como vai ser? Não estou mandando em você só estou pedindo que não haja como um idiota.-falei com o cenho franzido perdendo a paciência.
-eu já pensei sobre muitas coisas. Louise, eu já peguei minhas coisas do seu quarto.-ele disse fazendo a ficha cair. Espera, ele está me deixando? Por que?
-acho que você não está pensando direito.-falei sem aceitar. Estávamos indo tão bem.
-eu pensei e muito. Louise, o que tínhamos acabou.-disse o Dixon colocando sua besta nas costas. De repente uma raiva muito grande surgiu em mim, sai dali pisando fundo deixando o mesmo sozinho. A onde eu errei? Eu sempre tentei compreendê-lo, mas é tão difícil. Caminhei até a casa da Carol batendo na porta duas vezes, depois de alguns instantes ela foi aberta pela Paletier.
-precisamos conversar.-falei olhando através da mulher vendo mochilas lotadas. Fitei a de cabelos grisalhos sem entender o que era aquilo.
-Louise, não pode dizer a ninguém. Por favor, não tente me convencer.-ela pediu com os olhos cheios de lágrimas.
-só me diz por que está indo embora no momento que mais precisamos de você.-pedi calmamente engolindo em seco. Ela vai fugir.
-eu preciso. Não aguento mais matar pessoas, Louise.-ela disse agoniada deixando lágrimas escorrerem. Eu entendo ela, não aguento mais sujar minhas mãos, mas eu tenho o Carl, não posso deixá-lo.
-me diz onde você vai ficar.-pedi para a mulher que negou.
-longe daqui, em uma casa abandonada.-ela falou sem dar muitas informações.
-eu amo você, Carol. Por favor, toma cuidado.-pedi soltando um suspiro assim que ela me puxou para um abraço apertado tirando todo meu fôlego.
-eu te amo mais, Louise. Cuida de todos por mim.-Carol pediu me fazendo assentir sem pensar duas vezes. Ela levou suas coisas escalando pelos muros da comunidades onde ninguém iria vê-la. Assim que sumiu da minha vista Sasha veio até mim em passos apressados um tanto eufórica.
-eles saíram. Glenn, Rosita e Michonne, foram atrás do Daryl.-disse a morena tentando recuperar o fôlego. Droga, as coisas estavam desandando.
-fica aqui, diz pro Rick que vou trazer eles de volta.-falei apressada correndo até os portões, peguei uma submetralhadora entrando em um dos carros que estava perto do portão.
-trás eles de volta garota.-Abraham encorajou com um tabaco entre os lábios. Sorri ladino para o ruivo que abriu os portões me fazendo dar partida, eu estava em alta velocidade pelas estradas até chegar nos trilhos onde tudo aconteceu, parei ali mesmo encontrando um carro da comunidade que provavelmente era de Glenn, Rosita e Mich. Olhei ao meu redor, percebendo que algo se escondia entre os galhos entrelaçados das árvores. Com cuidado, atravessei os trilhos, levantando as folhas secas que cobriam o chão da floresta. Foi então que avistei a moto do caipira, meio escondida na vegetação. Eu não estou aqui por ele; pensei, mantendo o foco na missão que me trazia até ali. Caminhei em alerta pela floresta, tentando fazer o mínimo de barulho possível. O ar estava carregado com um cheiro de queimado que deixava minha mente ainda mais alerta. Ao me posicionar atrás de uma árvore robusta, vi um dos salvadores passando com uma espingarda em punho. Ele parecia despreocupado, e eu sabia que era a minha chance. Assim que ele se afastou do tronco da árvore, sem pensar duas vezes, agarrei meu canivete e avancei em silêncio. Com um movimento rápido e preciso, deslizei a lâmina ao longo de seu pescoço, degolando-o antes que pudesse emitir qualquer som. O corpo caiu pesadamente no chão, e eu o empurrei para o lado para evitar qualquer barulho. Mais à frente, outro salvador caminhava sem sequer suspeitar da presença mortal à espreita. A adrenalina pulsava em minhas veias enquanto eu me movia rapidamente em sua direção. Em um gesto ágil, cortei seu pescoço de orelha a orelha, e ele caiu sem vida ao lado do primeiro corpo, ambos agora ocultos na folhagem
-oi gracinha, que tal você se virar para mim.-uma voz ordenou, me virei lentamente podendo ver Dwight. ele me levou até meus amigos, todos estavam com mordaças e Daryl com um ferimento de bala. Assim que me viram ficaram agitados.
-quem é essa Dwight?-um cara de meia idade de cabelos pretos perguntou com uma espingarda nas mãos. Tinham uns sete salvadores ali, fora os dois que eu matei.
-ela matou o Roy e o Chris.-o Dwight avisou seriamente tirando o sorriso dos salvadores que ficaram em silêncio. Eu fui amordaçava com as mãos amarradas para frente, me colocaram ao lado do Glenn, ele me olhava com medo tentando dizer alguma coisa. Não era pra isso ter acontecido, não desse jeito. Eles sabem onde a comunidade está, eles sabem tudo. Isso não vai ser uma luta, é uma guerra. Um jogo de sobrevivência qual eu quero ganhar. Denise era uma médica e tanto, corajosa, esperta e boa demais pra esse mundo, ela vai fazer falta pra muito de nós, ela morreu porque nossas barrigas estão cheias.