Após o Apocalipse zumbi acontecer, Louise Milton Collins, encontra um grupo de sobreviventes que acaba se tornando sua responsabilidade, entre eles o homem por quem ela se apaixona, Daryl dixon.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Louise Collins.
A luz do sol atravessou a barraca, penetrando as cortinas de tecido e me fazendo despertar de um sono inquieto. Era dia, e a realidade começou a se infiltrar em mim como um líquido quente, me lembrando que eu teria que me levantar. O mundo lá fora continuava girando, mas dentro de mim tudo estava parado. Olhei ao meu redor, buscando Daryl, mas não havia sinal dele. A incerteza sobre onde ele estava e como havia reagido à tragédia me envolveu como uma névoa densa. Eu não tinha espaço na mente para pensar nele; todos os meus pensamentos estavam presos em Ava. Eu ainda a segurava nos braços, ninhando seu corpo sem vida, como se o calor do meu amor pudesse trazê-la de volta. Esse é o terceiro filho que enterro. A dor dessa realidade era tão aguda que parecia um punhal cravado em meu coração. Cada perda anterior havia deixado uma cicatriz profunda, mas perder Ava era um golpe que eu nunca imaginei ter que suportar novamente. A tristeza se entrelaçava com uma sensação de impotência, como se eu estivesse presa em um ciclo interminável de dor e perda.
-ei, eu sei o que está sentido. Você sabe que eu sei. Mas está na hora, temos que fazer.-Carol disse, sua voz tremendo de medo, como se temesse que Ava pudesse retornar dos mortos. Eu peguei meu canivete, fechando os olhos por mais um momento, pensando que, após isso, nada mais poderia me matar. Com delicadeza, cortei todas as chances de Ava voltar. Em seguida, embalei minha pequena em um lençol azul com detalhes brancos, o tecido suave envolvendo seu corpo delicado. Depois disso, limpei minhas mãos e meu rosto com a água quente que Carol trouxe em uma bacia, tentando me livrar da sensação de desespero e angústia que ainda me acompanhava. Com a ajuda da mais velha, coloquei minhas roupas de volta; um ato simples, mas necessário para enfrentar o mundo lá fora. Peguei a natimorta nos braços e saímos para fora da barraca. O silêncio era profundo; tudo estava quieto ao nosso redor. Daryl me esperava do lado de fora. Quando ele se aproximou, colocou sua testa sobre a minha, seu olhar era uma mistura de dor e compaixão. Ele mordia o lábio inferior enquanto as lágrimas escorriam silenciosamente pelo seu rosto. Eu apenas assenti, firmando Ava em meus braços como se ela fosse a única coisa que ainda me conectava à esperança. Aquele momento era pesado com a tristeza compartilhada entre nós dois. Daryl entendia o peso da perda e a luta interna pela qual eu estava passando. Em silêncio, nós dois sabíamos que esse ato final era um passo necessário para encontrar um pouco de paz em meio ao caos que nossas vidas haviam se tornado.
-acho melhor você não ver.-eu disse, e ele apenas assentiu, entendendo a gravidade da situação.-eu tenho que cuidar disso sozinha.-continuei, minha voz firme, mesmo que meu coração estivesse em pedaços. Ao não obter resposta, fui até o cavalo, montando com a ajuda de Cyndie. A sensação do vento no rosto enquanto cavalgava em direção a Alexandria era ao mesmo tempo libertadora e dolorosa; eu sabia que estava indo enterrar minha filha. Assim que cheguei, os portões foram abertos por Scott, que me recebeu com um olhar preocupado. Desci do animal e deixei-o sob os cuidados dele. No mesmo instante, Rick apareceu. Seus olhos avermelhados e as mãos na cintura mostravam que ele também estava sentindo a dor da perda.