Após o Apocalipse zumbi acontecer, Louise Milton Collins, encontra um grupo de sobreviventes que acaba se tornando sua responsabilidade, entre eles o homem por quem ela se apaixona, Daryl dixon.
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Louise Collins.
Depois de dois dias inconsciente eu despertei em Hilltop. Siddiq me contou tudo o que aconteceu. Do momento que chegamos até agora. Eu sei sobre a Lydia, sobre o Henry, Luke desapareceu com Alden. Talvez seja os caras da pele. Faz tanto tempo que não temos um conflito grande desses. Sai da enfermaria em direção a grande casa até que sou parada pelo cão de Daryl. Ele pulou em mim pedindo atenção.
-oi garoto. Qual é seu nome.-brinquei fazendo carinho nele. Seu rabo ficava pra lá e pra cá.
-cachorro. O nome dele é cachorro.-Daryl respondeu escorado na parede perto do porão. A quanto tempo ele tá ali.-que bom que acordou.-ele falou mordendo o lábio inferior. Ele sempre faz isso quando está inseguro. Siddiq também me contou que ele me carregou o caminho todo.
-pois é. Que bom que você voltou. Vai ficar?-questionei receosa. Daryl parecia um fantasma do passado por qual eu sentia sentimentos contidos.
-eu vou sim, chega de procurar. Ela tá lá dentro, o nome dela é Lydia. Ela não fala com ninguém, só com ele.-Dixon disse fazendo um gesto com a cabeça. Desci as escadas do porão escuro que e iluminado por lampiões. Me aproximei da menina que ao notar minha presença se arrastou até a parede, ela tem olhos de curiosidade, mas antes que eu dissesse algo, chamaram minha atenção.
-Louise Collins, você lembra de mim.-um garoto loiro com sardas claras perguntou esperançoso. Fiquei alguns instantes olhando pra ele até que o reconheci.
-você é o Henry, filho da Carol.-afirmei sem muita emoção me aproximando.
-eu sou, faz muitos anos que não te vejo. Minha mãe disse que você é uma mulher forte, me contou muitas histórias.-comentou o menino com um sorriso amarelo, mas ao ver que eu não sorria ele parou. Caminhei até a cela da Lydia a observando por bons instantes.
-meu amigo morreu, um amigo de longa data. Se fosse por mim você já tava morta, mas os outros não querem isso. Você vai começar a falar agora ou eu vou cortar sua garganta de orelha a orelha. Comece por seu nome.-ordenei calmamente e ela ouvia em silêncio.
-Eu não sei de nada.-a garota respondeu me fazendo suspirar. Entrei na cela colocando meu canivete na garganta dela apertando um pouco, o sangue escorreu deixando a mesma desesperada.
-Lydia, meu nome é Lydia.-a menina gritou então me afastei. Um corte superficial, ela vai viver. Olhei para ela notando o quanto ela está assustada, ela é só uma garota. O que eu tô fazendo? Fechei a porta da cela me sentando no chão de frente pra ela.
-Lydia, é um nome bonito.-elogiei guardando meu canivete, ela me olhava amedrontada.-em quantos são?-questionei vendo sua reação.
-muitos, eu não sei quantos mas são muitos.-a garota contou abraçada nas pernas. Ela passava a mão na orelha o tempo todo. Me levantei saindo da cela, trancando em seguida.