── Você escutou o que eu disse? - a voz daquela garota irritante questionou enquanto se aproximava mais da minha mesa.
Muito tranquilamente eu me sentei e cruzei minhas pernas, abrindo um pequeno sorriso em sua direção.
── Mas é claro que escutei, eu não sou surdo se é isso que esta pensando.
── Se escutou então o que está esperando? Vá agora e faça alguma coisa! - ela ordenou de forma violenta, apontando para a porta.
Ao ouvir seu tom autoritário rapidamente tornei a me levantar e bati minhas mãos ma mesa, o copo de água e outros objetos que estavam em cima dela estremeceram.
── Quem você pensa que é para falar assim comigo? Por acaso acha que está na sua casa? Ninguém me da ordens garota! - ela recuou alguns passos para trás demonstrando medo. ── Em relação ao que acabou de me dizer aqui está o meu veredito; Eu não irei mover absolutamente nenhum dedo para ir atrás do Pietro.
A expressão em seu rosto era de quem estava incrédula. Eu menti, óbvio que menti, pois mesmo que quisesse largar tudo para encontra-lo e assim provar que ele precisava de mim ainda sim eu estava feliz por finalmente ver aquele pequeno ratinho mal criado se meter em encrenca.
── Victor eu estou implorando. Eu não queria estar aqui mas isso é uma questão de vida ou morte. - Verônica insistiu apertando a cadeira vaga em sua frente, quase se debruçando sobre a mesa. ── Ele pode estar correndo perigo e nós estamos aqui perdendo tempo. Você não seria tão ruim a ponto de permitir que algo aconteça com ele Victor.
── Minha querida eu sinto muito mas foi Pietro quem gritou aos quatro ventos que não queria mais me ver por perto. Estou só fazendo o que ele me pediu.
── Qual é o seu problema? - arqueei uma sobrancelha. ── Você o prendeu aqui, praticamente acabou com toda a vida dele, depois decidiu que o deixaria livre e agora que ele está em perigo não quer ajuda-lo? Qual é a sua?
── Pietro deixou de ser um problema meu, mas... Já que insiste. - andei até ela e parei atrás de si. Verônica observava atentamente cada passo que eu dava. ── Ajoelhe-se.
── O que?
── Não se faça de surda. Vire-se e ajoelhe Verônica, isso é uma ordem.
── Por que?
── Provavelmente Pietro deve estar pensando em alguma maneira para tentar escapar de onde quer que esteja. Imagine o quão prazeroso seria ver a carinha dele quando souber que sua amiga implorou pela vida dele justamente para a última pessoa na face da terra que ele ousaria pedir ajuda. - cruzei meus braços, a encarando. ── Agora, se não se importa, estamos ficando sem tempo como você mesma disse.
Verônica parecia pensativa, mas não demorou muito para que ela se virasse e eu a visse se ajoelhar diante de mim, totalmente submissa. Sorri, me sentindo realizado. Andei até ela, me abaixei em sua frente e segurei seu queixo obrigando-a a me encarar.
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Até Que Você Me Ame
Storie d'amoreQuando Pietro descobriu por acaso um segredo que o pai escondia de todos ele nunca pensou que isso lhe custaria seu futuro, mas é após a morte do homem que ele vê o seu caminho se cruzar com o de Victor, um rapaz que faria o possível e o impossível...