Onde Han Jisung e Lee Minho escrevem um sobre o outro secretamente em seus caderninhos. Porém, Jisung acaba perdendo o seu, e quem o acha é Minho.
~ minsung
~ fluffy/soft
~ 2023; finalizada!
Ver o Hannie foi minha maior alegria desse mês todo. Passei uma semana preocupado com o Soonie, que é meu primeiro gatinho, mas confesso que pude esquecer um pouco só de ouvir a voz de Jisung, entrar naquela sala e aula outra vez foi cansativo, porém valeu a pena.
Não costumo usar as coisas que ganhamos no colégio, entretanto o pequeno caderninho preto era muito bonito e me ajudaria a pôr o que sinto para fora, ao menos um pouco, assim como venho fazendo há muito tempo, só preciso colocar meu nome nele imediatamente, não posso perder.
Peguei minhas canetas de gel coloridas em minha bolsa, um pequeno kit lindo e cheio de glitter, e então sentei sobre minha cama confortável, abrindo na contracapa para nomear. Escrevi 이¹ em laranja, e 민호² em rosa, em uma letra cursiva mediana, não gostava de ocupar muito espaço.
Era o suficiente, aquilo já garantia que ninguém passasse dali, afinal, quem ia querer ler um diário gay? Ok, talvez Changbin quisesse, mas eu nunca deixaria meu coração nas mãos dele. Se Han abrisse, também sei que não continuaria vendo, ele não gosta de ser enxerido, pelo menos não comigo.
Por segurança, na primeira página escrevi uma falsa programação, como uma lista de tarefas do que fazer, apenas para esconder o que seria o conteúdo dali pra frente. Deixei mais duas páginas em branco, finalmente procurando algo pra escrever.
É quase um lema, sempre que começo um diário, preciso escrever que o amo. Sim, minha primeira frase ali foi "Eu te amo, Han Jisung", dessa forma, o nome dele em vermelho, e o resto em um verde menta, tudo decorado pelos pontinhos de glitter.
Há muitos anos penso que vou superar o Hannie, mas eu não vou, e aos poucos estou aceitando isso. Vou aproveitar até o último segundo do ensino médio pra estar ao lado dele, não preciso de uma desculpa pra ouvir sua risada, sempre estamos juntos graças aos estudos, mesmo que a gente ache isso chato.
Tenho medo de perder ele. Escrevi isso muitas vezes. Não acho que iremos perder o contato depois de sair da escola, contudo também tenho certeza que o mundo vai encantar ele muito mais do que minhas piadinhas bobas, eu sou só o "hyung chato e brincalhão, parecido com um gato", e essa é a melhor definição que já tive.
Preciso me concentrar. Ser extremamente sincero e direto de novo. As primeiras folhas são sempre as mais reveladoras, se alguém ler aquilo, não faltará certeza da minha sexualidade, e muito menos do meu amor pelo mais novo, então vou de pé direito.
Han Jisung, um pequeno esquilo, sorridente, criativo e piadista. Fazem anos que tenho a sorte de conviver com você, e nunca pensei que valorizaria tanto nosso passado juntos, só de pensar que não vamos nos ver mais 200 dias por ano como vem sendo.
Você não muda nada, garoto. Sim, talvez tenha amadurecido aquelas piadas idiotas sobre pegar a mãe dos outros, mas eu sempre levei na brincadeira, você nem gosta de mulheres, eu sei. O que importa é que ainda é um raio de sol pequenino, cheio de energia, e ao mesmo tempo cheio de ódio.
Odeia ir estudar, reclama o fim de semana inteiro, xinga deus e o mundo. Mas na segunda-feira, como foi hoje, abre um sorriso por estar na sala de aula, vê o Changbin e já começa a brincar de sair no soco com ele... Me vê, e pede um abraço.
Hoje até que demorou, nos abraçamos só no almoço. Eu tenho receio de te abraçar, porque eu não quero mais soltar. E quando estamos em público, você morre de vergonha de ficar muito tempo assim, tem medo de falarem mal da gente por o mínimo da demonstração de afeto.
Ah, se você soubesse, Hannie... Gosto de te abraçar escondido. Não sei como você encara isso, nunca disse que se sentia desconfortável, porém pra mim é maravilhoso. Sei que fazemos isso na amizade, mas mesmo assim me sinto o homem mais feliz do mundo por ter alguns minutinhos curtos com você.
Eu entendo a nóia do Binnie por achar que somos namorados. Eu queria que fossemos. Sou obrigado a negar toda vez, dói um pouquinho, entretanto sorrio pra disfarçar, pensando que talvez em outra realidade isso tudo seja verdade.
Obrigado pelos abraços quentinhos. Pelas pulseiras de borboletinhas que compra pra mim. Por dividir seu lanche comigo, mesmo estando com fome. Por se preocupar com meus gatos, o tanto que se preocupa comigo. Por me dar a chance de ser seu amigo. Por fingir que não pareço um fã seu.
- o grande mas frágil, Lee Minho.
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