Onde Han Jisung e Lee Minho escrevem um sobre o outro secretamente em seus caderninhos. Porém, Jisung acaba perdendo o seu, e quem o acha é Minho.
~ minsung
~ fluffy/soft
~ 2023; finalizada!
Rapidamente me recuperei, ao menos na aparência, então voltei a falar com Minho. Aliás, voltei pra sala, lembrei das presilhas dele que deixei na cozinha e elas estavam na minha mão.
- Antes de tudo... Finge que estamos normais e abra. - dei na mão dele o pacotinho pequeno e o vi sorrir fofinho, nada mais importava quando Lee Minho aparentava feliz.
Ele abriu suas presilhas rosinhas, abriu mais o sorriso pra mim e eu quase... Quase mandei um beijinho. Mas eu me segurei, e lutei por isso.
- São lindas, Hannie, obrigado. - mesmo sem enxergar o que tava fazendo, meu gatinho pegou uma mecha na lateral do cabelo e prendeu na horizontal para trás, apenas a fim de usar o objeto pequenino.
- De nada, hyung... - agora era a hora que não tinha mais o que fazer.
Encarei ele, encarei também a televisão ligada sozinha, já havia rodado tanta coisa que meu YouTube começou a tocar músicas aleatórias, nada daquilo fazia sentido e nenhum de nós estava ligando.
- Ji... Eu não quero que fique estranho. - ele tentou dizer algo, meu deus muito pior do que escrever, era falar.
- Não estou estranho... É... É muita informação, você não se sentiu assim quando leu o meu...? - nos olhamos tão diretamente que eu posso afirmar que nos perdemos em nossos olhos por um longo tempo, Minho é tão lindo.
- Foi... Na sexta, quando te mandei mensagem... Na verdade eu nem sabia o que fazer ainda. - meu bebezão riu sem graça e eu ri também.
- Eu não sei se consigo dizer muito agora... Não que eu não te ame, Minho, só estou em choque e... É estranho, poder dizer, depois de tantos anos guardando. - funguei sem querer, que ódio, sou muito fraco.
- Está tudo bem, Hannie... Posso fazer algo pra te ajudar? - aquele. Aquele sorriso pequeno e ao mesmo tempo tão único, só ele podia me mudar tão facilmente.
- Você... Trouxe o meu caderno de volta? - eu tinha uma ideia, não das melhores, mas uma ideia.
- Ah, sim. Não queria te deixar sem ele. - pegou do outro bolso, me deixando agora com ambos os caderninhos.
- Percebeu que... Dá a impressão de que escreviamos o nosso romance nas mesmas folhas em pontos de vista diferentes? - encarei os dois e sorri genuíno, era lindo, olhando de fora.
- É verdade, Hannie! Podemos ter um diário... - o mais velho de repente parou de falar, parecendo hesitar - Do nosso amor. - disse mais baixo, porém fui capaz de ouvir.
Eu tinha medo. Medo do que estava acontecendo naquele momento e medo de estar forçando a barra. Mas não tinha mais barra, ao menos não do que eu entendia.
Coloquei os cadernos sobre a mesa. Assisti aqueles olhinhos de gato vacilarem enquanto eu me aproximava, outra vez, então nos abraçamos. Com força e de forma meio torta, pois eu continuava sentado no sofá e ele também. Eu queria colo e não sabia pedir. Tinha medo que fosse demais.
- Sung... - droga, me chamou e quer que eu fique bem?
- Sim? - foi o suficiente pra sentir suas mãos em minha cintura me apertarem um pouco, nada invasivo, ele sabia que ali era o lugar dele.
- Você... - nossa como eu temia toda vez que ele parava de dizer algo, parecia que o mundo podia explodir - Pode... Vem mais pra cá. - ele cansou de enrolar e eu ri. Ri baixinho e ele também, senti seu peito tremendo com o meu.
Sem soltar do abraço, eu literalmente sentei no colo de Minho. Tinha uma perna de cada lado do seu quadril e seus braços me envolviam. Quem diria que um dia eu estaria nesse nível? Acho que ninguém.
Foi o abraço mais sentimental, sincero, gostoso, quente, aconchegante que eu já tive. Eu pertencia ali. Não era como se abraçar outras pessoas não fosse bom mas... Era apenas Lee Minho.
- Aqui é seu lugar agora. - ele disse fofinho ao rir baixinho, me acariciando devagarinho, não descia muito suas mãos e não as deixava em minha cintura. Ele queria me respeitar e eu entendia isso. Mas eu sinto muito, Minho, eu não pude resistir a fazer carinho no seu cabelo e na sua nuca.
- Eu concordo, Minnie. - mesmo sem pensar, meu queixo se esfregava no ombro coberto dele, e minha bochecha também, eu já estava pedindo carinho como um gato faz. Isso era algum instinto animal? Ou eu estava simplesmente copiando os gatos dele?
- Está parecendo Soonie.
- Não posso ser o Soonie?
- Não. Porque beijar gatos é crime.
- Mas você enche ele de carinhos.
- Não os carinhos que eu quero te dar, Ji.
Foi um diálogo completamente rápido e sem pensar. Lindo também. Sorrimos bobos e continuamos ali. Eu sentia o cheiro dele direto da fonte, e não era escondido dessa vez. Quero dizer, talvez eu nunca mais precisasse cheirar o cabelo dele de forma escondida. Aquilo era meu.
- Você é meu? - foi a pergunta mais idiota da minha vida. Mais sem noção. Nunca falei algo sem pensar tanto quanto agora.
Ele ficou em silêncio, contudo não cessou o toque em mim, isso já ajudava. Estava tão quentinho e o conforto me permitia sentir a dor de não ter a resposta por muito tempo, não estava me maltratando.
- Sim... - soltei o ar que segurava sem saber quando recebi uma resposta concreta - E você? É meu? - seu riso demonstrava que já sabia a resposta.
Afastei o abraço um pouco, apenas até conseguir lhe encarar. Estávamos próximos demais, eu quase que sentia sua respiração em mim. Era lindo, extremamente lindo encarar suas pupilas dilatadas por mim. E seus olhinhos pretos quase que no mesmo tom dela, mas eu sabia a diferença, havia decorado.
- Sim, hyung. - senti sua mão tão quente me alisar. Era estranho, muito estranho ter elas em mim de forma carinhosa. Digo, querendo significar o que eu esperava. Não parecia conveniência ou amizade. Ele encontrou a forma de mostrar cuidar de mim, e eu apreciava isso com todas minhas forças.
- Tenho uma outra pergunta. - novamente: medo. Não tinha medo de Minho, contudo como seríamos diferentes? Toda vez que ele tinha uma ideia nova, eu achava que algo mudaria completamente e isso era perigoso.
- Fale. - por mais que estivesse receoso, queria o ouvir, e queria que tomassemos decisões juntos sobre a nossa relação.
- Em algum momento... - a pausa dramática veio, sendo que o dramático era eu - Vou poder te beijar? Sei que nunca fez isso, Hannie, e não quero deduzir nada, não precisa haver nada físico só porque tem sentimento, tudo bem...? - eu só esquecia que ele era o homem mais fofo do mundo, e eu o que aparentava mais bobão por ele.
- Eu sei, Min. Eu confio em você. - não podia negar meu sorriso nervoso no rosto, ao mesmo tempo muito tranquilo de pensar que aquele era Lee Minho, não era necessário sofrer com isso - Você me conhece e... Sei que não preciso mentir nada... Então... Ah, é difícil. - suspirei e me obriguei a deitar a testa em seu ombro, olhando nos olhos era muito difícil - Você pode, Minnie, você pode fazer o que quiser comigo. - foi tão sincero e direto que não pude me levantar, continuei agarrado nele.
- Entendi... - aquele risinho fofo e acolhedor. Quando será a minha morte?
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