2022/2023
SEM SENTIMENTO; a química que há entre nós.
"Mas qual é a chance? Ela é irmã do Zé, nós nem nos conhecemos e eu saí de um relacionamento há uns meses. Sem chance alguma."
"Eu não vou quebrar a confiança dele."
"E, no fim das contas, eu qu...
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Essa história de cobra estava deixando o Piquerez birutinha das ideias, o cara não se aquietou um segundo mesmo depois que tiramos ela de lá. Era uma coral verdadeira, e quando a gente disse isso, ele quase infartou. Mas a bichinha não fez nada demais, era bonita aliás. O Zé só fingiu que tava tudo bem enquanto o Weverton dava um jeito.
- Esquece essa cobra, Piquerez - Eu falei pela terceira vez. - ela já tá bem longe daqui.
- Tu não acha que ela vai voltar?
- Não acho, não. Sinceramente.
- Sei lá, viu.
Os caras só sabiam rir da desgraça do uruguaio. Eu sabia que eles iriam aprontar alguma.
- Vocês estão bem rindo, né? Mas quem teve coragem de ir lá tirar foi só eu, Weverton e Zé.
- Quem disse que eu não ajudei? - Dudu questionou. - dei apoio moral.
- Nem isso, meu amor, nem isso - Paula cortou a onda dele. - tu foi lá pro outro lado da casa correndo.
- Ih, que mulherada enjoada.
- Deixa de onda, baixola - Retruquei. - vamos ver esse filme ou não?
O plano inicial era jogar truco lá fora, mas um temporal começou, então viemos pra sala. Mas não dá pra negar que estava quente, afinal as janelas estavam fechadas.
- Bora, dá play aí - Scarpa pediu, e Veiga pegou o controle, iniciando um filme de terror que escolheram.
Eu estava bem tranquila sabendo que iria dormir antes de acabar. Sem brincadeira, o Piquerez tomou uns cinco sustos, e alguns provocados por Scarpa que adorava tirar sua paciência. No fim das contas, eles começaram a brincar de lutinha. Olhei pro lado, Paula e Dudu dormiam, Weverton estava até babando no travesseiro, Zé roncava e Raphael e eu assistíamos os dois bocós brigando em silêncio.
- Misericórdia - Sussurrei. - parem!
E eles seguiam brigando em silêncio, as vezes se xingavam por leitura labial. Não aguentei aquilo e afundei uma almofada no rosto pra rir. Eles só pararam realmente quando o Piquerez quase bateu a cabeça na mesa de vidro.
- Eu avisei pra parar - Dei um tapinha em Scarpa, que fez uma careta. - bora dormir? Hoje já aconteceu muita aventura, e eu tô assando de suor nessa sala.
- Bora, vou aproveitar esse sofá - Piquerez disse, e todos ali sabiam que era por medo.
- Picarez, pelo amor de Deus, vai deitar no seu quarto, não tem cobra mais.
- Picarez o caralho - Seu portunhol estava incrivelmente puxado hoje. - aquela merda subiu no meu pé.
- Relaxa, não tem mais - Raphael suspirou, ele parecia com sono assim como eu.
Como é que pode? A gente dormiu a tarde toda.
- Sei, mas vou ficar aqui, se for pra me picar, que pique todo mundo.