VII - Estrada Solitária

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Hospital de Los Angeles, 06:30am

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Hospital de Los Angeles, 06:30am

Chrissy Cunningham suspirou.

Ela esfregou o rosto depois de todas essas lembranças porque ainda é difícil acreditar que na última noite que viu Eddie Munson há 10 anos atrás estava deitada no peito dele enquanto planejavam fugir, e depois de todo esse tempo, a próxima vez que o viu foi na noite desastrosa de ontem.

Ele não é mais o mesmo. E nunca mais vai ser. E lembrar de quem ele foi um dia e ver o que ele se tornou é ainda mais doloroso do que já ter o perdido por 10 anos, porque agora sabe que não tem chance alguma de ter Eddie de volta, porque aquele Eddie não existe mais.

É difícil lidar com esse impacto, ver o tanto que ele mudou, comparar a última vez que falou com ele há 10 anos com o jeito que ele falou com ela ontem.

É mais difícil ainda ver ele se destruindo desse jeito.

Por mais que a noite de ontem tenha feito Chrissy odiar ele, ela está preocupada. Por isso Chrissy Cunningham vai pegar um avião e voltar para a sua vida ainda hoje, mas antes tem algo que precisa fazer.

Pode muito bem odiá-lo e não suportar mais olhar na cara desprezível de Eddie Munson, mas não vai deixar ele se matar desse jeito. Ele a salvou uma vez e Chrissy deve isso a ele.

Olhou para o relógio na parede do hospital marcando seis e meia da manhã, faltam trinta minutos para Eddie receber alta e ela sabe muito bem o que vai fazer nesse tempo.

Chrissy levantou da cadeira, se apertou no casaco de pele para se proteger do vento da manhã, caminhou até o lado de fora do hospital e parou de frente para uma cabine telefônica, colocou uma moeda, fez cinco ligações para telefonistas e colegas antigas até conseguir o único número que estava procurando.

Respirou fundo, isso é difícil pra ela porque a faz cair na real do que viraram, do que Eddie virou. Olhou para o relógio mais uma vez, pelo fuso horário da Indiana já deve ser umas dez da manhã por lá. Sentiu o coração acelerado, discou, chamou uma, duas e na terceira vez, ele atendeu.

- Alô?

- Ah, oi - ela respondeu - Senhor Wayne, sou eu Chrissy, Chrissy Cunningham, eu sei que já faz muito tempo, mas - apertou os olhos - Tô aqui em Los Angeles e eu tô ligando pra dizer que - suspirou - Eddie precisa de ajuda, eu tô preocupada e imagino que você também deva ficar.

(...)

Quando o relógio na parede marcou sete em ponto da manhã, o coração de Chrissy bateu no mesmo ritmo do ponteiro dos segundos, tic tac, tic tac, nervosa, aquele tipo de nervosismo que traz um frio na barriga que pode ser bom ou ruim. Um nervosismo porque sabe que vai ver ele de novo, e só de pensar em olhar pra cara de Eddie Munson, desse Eddie Munson que ele se tornou, ela sente ódio, raiva, o rosto arrepia, muitas coisas ao mesmo tempo.

Never Be the Same - Eddie Munson | finalizadaOnde histórias criam vida. Descubra agora