Los Angeles, 1996
Faltando uma semana para seu casamento com Jason Carver, Chrissy Cunningham está receosa se está tomando a decisão certa e decide revisitar o passado.
Um passado com um nome, toque e cheiro que ela conhece bem e não vê há 10 anos:...
Boa leitura, pessoal! Obg por continuarem aqui e por todo o apoio. Espero que gostem do cap e da reta final da fic. Depois de um grande problema de falta de inspiração, o cap saiu ahahah, espero de vdd que não esteja tão ruim assim! Perdoem possíveis erros de digitação porque esse cap foi feito pelo cel.
Prometo que já ta acabando e estamos oficialmente na super reta final com uns 5 caps pela frente.
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Tá tudo tão perfeito que é até difícil acreditar, desacostumada a ser tão feliz assim, as vezes tem medo dessa felicidade ser puxada dela tão rápido quanto chegou.
A vida perfeita. Mas por quanto tempo?
(...)
Chrissy abriu os olhos de repente, soltou um ofego alto, típico de quem acorda de um pesadelo.
Acordou assustada com algum barulho...parecia um...um motor de carro.
Coçou os olhos, despertando do sono com um susto e o coração acelerado.
- Eddie? - ela esfregou a cabeça na cama, ainda sonolenta, mas não sentiu o peito quente embaixo dela.
O coração bateu acelerado, olhou para o relógio no móvel ao lado da cama marcando três e meia da manhã. Ela olhou ao redor, não sentiu mais o peito quente embaixo dela, Eddie não está na cama.
Ouviu outro barulho, a porta batendo, alguma coisa caindo, uma tosse sofrida, recorrente e exagerada, como se alguém estivesse vomitando, agoniado ou passando mal.
Ela levantou da cama apressada. Correu pra fora do quarto, confusa e sonolenta, com o peito apertado depois de ter ido dormir tão feliz. Preocupada. Desesperada.
Desceu as escadas e paralisou quando viu Eddie na cozinha completamente escura, escorado no balcão, quase desmaiando no chão, suando frio e uma garrafa de whiskey aberta e pela metade na frente dele.
- E-eddie? - ela perguntou baixinho com o queixo tremendo e os olhos cheios de água.
Ele se assustou com a voz dela, Eddie ergueu os olhos, viu Chrissy parada na escada, tão assustada que parecia pequenininha ao vê-lo assim, a porra do coração dele se quebrou dentro do peito. Dor. Ele não merece ela, e sabe disso - Sobe - foi a única coisa que ele falou com a voz perdida e chorosa, com ódio de si mesmo, se achando a porra de um perdedor do caralho. Não quer que ela veja nada disso - Volta lá pra cima - do mesmo jeito que o pai dele costumava falar quando o viam ter uma recaída, a voz envergonhada de um perdedor.
Chrissy não deu um passo. Ela não subiu para o quarto, na verdade, ela paralisou na beira da escada. O peito apertou de tristeza ao vê-lo assim. Só tem uma única coisa se movendo em todo o corpo dela: o queixo trêmulo.
Triste, assustada, sentiu as lágrimas começando a se formar nos olhos.
Medo. Assustada. Mas não dele. E sim, medo de perder ele. Medo de toda aquela cena da primeira noite em Los Angeles se repetir, ele no hospital.