Los Angeles, 1996
Faltando uma semana para seu casamento com Jason Carver, Chrissy Cunningham está receosa se está tomando a decisão certa e decide revisitar o passado.
Um passado com um nome, toque e cheiro que ela conhece bem e não vê há 10 anos:...
Notas autora: volteeei <3 e tô postando esse direto do meu repouso pós cirurgia hahah, brincadeira, mas, fiz a cirurgia hoje a tarde e deu tudo certo, é coisa simples feito com o próprio ortopedista. Agora tô com a mão esquerda completamente enfaixada e inutilizável, só vou poder fazer esforço físico daqui 15 -20 dias (ou seja, escrever) Por sorte, todo o epílogo já está pronto e salvo nos rascunhos há tempos, então tô literalmente só apertando o botão de publicar. Esse aqui é o penúltimo e o próximo que eu provavelmente vou postar amanhã (mais curtinho) vai ser o último. E então vou dar uma pausa daqui até o meio de abril <3
Espero que gostem, perdoem possíveis erros de digitação, como eu disse, escrevi todo o epílogo via celular e são centenas de pags, então as vezes algumas coisas acabam passando pela minha vista cansada e o corretor do celular.
Bjs e obg por chegarem até aqui!
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E o tempo passou. O tempo é a única coisa capaz de curar dores, algumas nunca curam, nunca cicatrizam completamente por dentro, mas criam uma casca grossa o suficiente para te permitir parar de sangrar e seguir a vida. Mesmo que, quando cutuquem, ainda dói.
Como Eddie disse na entrevista, de novembro de 1999 a abril de 2000, foram os piores meses da vida deles, principalmente abril...o mês que o bebê deveria nascer.
Só existe uma coisa pior do que a dor do luto: a dor da culpa. Mesmo que a culpa não fosse de nenhum dos dois, mesmo que a culpa fosse, sei lá, da porra do universo, a dor faz você se culpar, faz você ficar o tempo todo "e se...", Chrissy se culpa por ter tentado criar algo dentro dela mesmo sabendo que não podia, mesmo sabendo que Laura a estragou. E Eddie se culpava por ter ido para aquele maldito show de Chicago, ter deixado ela sozinha por menos de um dia que fosse, ele sempre pensava "e se eu não tivesse ido...talvez eu teria conseguido socorrer ela mais rápido", a verdade é que não adianta repensar, porque já aconteceu, e agora precisam lidar com a dor.
E nos seis meses que ela não era mais a mesma, ele cuidou dela, ele cancelou a maldita turnê, porque nada mais importava pra ele se ela não estivesse bem. Ele largou tudo sem pensar duas vezes, ignorou a ligação insensível de Bob Rock que não entendeu todo o motivo da dor por um feto que nem tinha se desenvolvido ainda, Eddie pagou a multa da gravadora, a parte dele e de todo mundo da banda e cancelou tudo. Os amigos da banda foram bem compreensivos, tio Wayne cuidou do enterro de Richard porque sabia que Eddie não estava com cabeça...e ainda teve isso, depois de uma semana que perdeu o filho, teve que ir para a maldita Indiana enterrar o pai. A verdade é que Eddie não foi por Richard, ele foi pelo tio Wayne, porque sabe o tanto que doeu em Wayne não poder salvar o irmão.
Então Eddie e Chrissy ficaram os meses de novembro, dezembro e janeiro na Indiana com tio Wayne, longe de tudo, enquanto Eddie cuidava dela e tio Wayne tentava cuidar de Eddie.
É difícil seguir em frente depois de enterrar um filho que você nunca vai conhecer, depois de fazer planos que nunca vão acontecer. Eles não quiseram deixar o "feto" pra descarte no hospital. Porque para todos era só um feto malformado de 4 meses, mas pra eles...pra eles era tudo o que já tinham sonhado, era o filho deles, era aquele garoto que tinham perdido há 13 anos atrás, era o garotinho que imaginavam correndo pela casa, era o berço com mobile de ursinhos que ficou vazio pra sempre. Então ele enterrou, escolheu um jardim bonito, e tio Wayne o ajudou. Chrissy não foi, mas ele sabe que ela ficaria feliz e aliviada por isso quando se sentisse melhor. E ela ficou.