🍀
Vamos Harry, é só colocar para chamar.
Só apertar o verde.
Por que estou tão nervoso?
Ok. Vamos lá.
Um toque. Dois. Três...
- Alô?
- A. Oi. Louis?
- Oi Harry. Como vai?
- Hm. Bem. Eu é... – Por que diabos estou gaguejando. É só o Louis. Só o Louis. – Louis, estou com alguns papéis que você precisa assinar. Sabe. Sobre seu nome e tal.
Por mais que eu tenha aceitado finalmente minha condição de vida, ou seja: orbitar mentalmente Louis Tomlinson, ainda sou invadido por um leve nervosismo quando se trata da criatura problemática que ele é.
Eu definitivamente deveria odiá-lo.
Eu o odiei por muito tempo. Talvez seja isso. Meu estoque de ódio por Louis se esgotou e voltei a estaca zero. Aquele lugar onde eu o adoro pela sua simples existência.
Argh como isso me irrita.
- Olha Hazz, meu nome não vale muita coisa , você sabe, mas será um honra emprestar ele a você. Só me dizer onde assino. – Louis responde com um tom divertido na voz.
Minha mente da voltas com sua resposta. Não sei se pelo uso do apelido “Hazz” que ele praticamente criou, ou se foi sua insinuação inocente em me “emprestar seu nome”. Ou talvez seja só eu sendo um iludido e fodido criando coisas na minha cabeça.
- Então. Eu posso te encontrar agora?
- Claro, se você não se importar de vir até o parque. Estou aqui até que dê a hora de buscar Bella no colégio.
- Chego em vinte minutos.
Chego em vinte minutos? Desde quando?
Enfim. Melhor não pensar.
Apesar disso, não gasto nem quinze para percorrer os quilômetros existentes entre meu trabalho e o parque que Louis disse estar.
Estaciono o carro e começo a procurar por Louis, olho pelos bancos enquanto me encolho sob meu casaco devido ao frio congelante. Ele não poderia esperar em um café? Ou qualquer lugar com um aquecedor?
Estou quase convencido de que ele pode ter mudado de ideia e está quentinho dentro de algum estabelecimento quando meus olhos se arregalam com a cena um pouco a frente.
Uma bolsa esportiva jogada a esmo na grama com uma pequena toalha por cima. O que parece ser um celular ainda sobre a toalha e bem... lá está Louis.
Louis no frio invernal de fim de ano em Londres, a previsão do tempo anunciando neve em breve. Louis, vestido em uma calça de moletom verde escura e tênis de corrida. Apenas. Louis, num frio cortante, sem camisa, pendurado em uma das barras instaladas no parque se exercitando. Louis, com sua pela dourada (eu ainda vou descobrir como ele consegue isso no clima nublado da cidade), brilhando devido ao... suor? O filho da puta tá suando em meio a – quase – neves? As costas malhadas e a calça salientando ainda mais a obra prima concebida pelos deuses que é aquela bunda. Louis levantando todo o peso de seu corpo com os braços flexionando e marcando os músculos de seus bíceps.
Puta. Que. Pariu.
Perco o ar. Recupero o ar.
Foco Harry.
Pigarreio quando já estou próximo o suficiente para ser ouvido. Com isso Louis solta a barra e em um baque, pousa os pés no chão. Ele se vira sorrindo para me encarar. Sorrindo e suado. Com a franja levemente molhada colada a testa. Sorrindo. Ele tira os cabelos do olho e...
Puta que pariu né?
- Hey! Veio buscar minha assinatura de milhões. – Louis exclama empolgado demais para quem já deveria estar em estado de hipotermia.
Engulo em seco me recompondo e sorrio de volta.
- Você está suado. – Digo o óbvio. Que idiota.
- A nojento, eu sei. – Ele revira os olhos em deboche.
- Não! – contesto rápido demais. Será que ele notou? – É só que... eu estou vestindo umas três camadas de tecido e estou gelado como um boneco de neve.
- Sou um corpo quente. – Ele da de ombros e se abaixa, alcançando a toalha na bolsa.
A fala de Louis imediatamente causa uma onda de eletricidade em meu corpo, estimulando áreas que não deveriam ser lembradas a esta hora. É simplesmente te meu corpo reagindo a imagem fodidamente gostosa de Louis a minha frente, combinada com a lembranças desses mesmos braços envoltos em minha cintura enquanto eu gemia seu no.... para.
- Vamos lá Olaff, o que você quer de mim?
Você.
- Olaff?
- É. Boneco de neve e tal. – Ele ri.
- Idiota. – Ele ri de novo.
Alguém mais acha adorável fazer Tomlinson rir? Só eu? Não pode ser só eu.
Eu sou patético.
- Então... – tento me concentrar no que realmente preciso fazer. – Pronto para ser só um Tomlinson novamente? – Pergunto caminhando ao lado de Louis até uma mesinha de madeira.
- Só um Tomlinson? Quando desdém Styles. – Ele brinca e se aproxima mais de mim. Me arrepio quando ele apoia uma mão em minha cintura e encosta os lábios em meu ouvido, a um mísero passo atrás de mim. – Obrigada por isso Harry.
Estremeço antes de me recuperar do calor que me invade. Tiro os papéis e uma caneta da pasta e explico a ele resumidamente. Ele apenas precisa assinar, mas – graças à minha insistência e chantagem emocional – seus novos documentos já estão prontos e ele já está autorizado a voltar a assinar somente seu nome de solteiro.
É o fim da era Davies.
- Você ainda não disse quanto te devo. – Ele diz largando a caneta sobre os papéis.
- O que? Você não me deve nada.
- Harry, serio. Você já fez muito por mim de graça.
- Eu recebi pelo seu caso Louis. Só não foi você que pagou mas eu não trabalhei de graça. E agora... bem... só queria te ajudar a se livrar de vez de Adam. Acredite. Foi um prazer.
Louis está perto demais. Demais. Quando sorri pequeno e sem graça. Tão perto que eu poderia facilmente tomá-lo em meus braços. Tão perto que seria fácil beijá-lo. Tão perto que vejo seus olhos piscando lentamente, consigo ver sua respiração pesada através do seu peito que agora – infelizmente - já está coberto por uma camiseta cinza.
- Harry eu... – ele começa e dá um paço a frente.
Tão perto.
- Fala. – Sussurro com nossos rostos ficando dolorosamente próximos.
- Eu... – Ele tenta novamente.
A distância é tão curta que basta eu inclinar levemente o queixo para roçar nossos lábios. Louis é quente. Realmente um corpo quente. E eu estou implorando para me queimar.
- Eu preciso ir. – Ele se afasta de súbito antes que meus lábios alcancem os dele. – Está na hora de buscar a Bella. – Ele joga a mochila nas costas e começa a se afastar. – Eu realmente sou muito grato por tudo Harry. Realmente.
E assim Louis me deixa sozinho no meio do parque. Com o corpo congelando e a mente pegando fogo.
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Confiar de novo
FanfictionDepois de anos, Harry reencontra sua maior decepção adolescente. Como advogado, ele terá que assumir o caso de um antigo amor. Lidar com os sentimentos que há muito jurava não existir mais e separar passado e presente pode ser mais difícil do que pa...
