34 - Perdão e Arrependimento

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Volteiiiiiii, me desculpem, mas já está acabando e vamos finalizar a fic. Só tenho um pouquinho de paciência, juro que o próximo não vai demorar tanto.

Falei que terminaria no capítulo 35, mas acho que vamos ter que ter uma a mais, para organizar as ideias desse, assim que lerem vai entender. Então boa leitura e até a próxima. Brigada por estarem aqui.

Uma semana abençoada a todos e até o próximos, beijinhos 😘.

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SEM REVISÃO

*Maraisa*

Essas últimas semanas tudo estava na maior paz, tanto Fernando, quando eu estávamos trabalhando em horários comerciais e conseguíamos dar nossa total atenção a reconstruir a confiança entre nossa família e fortalecer os laços. Fernanda já estava bem mais animada com a chegada dos bebês, entendeu que o pai não a deixaria mesmo depois da chegada dos gêmeos.

Sim, estava grávida de gêmeos, teríamos dois meninos para aumentar a família. Ainda não havíamos decididos os nomes, mas já tínhamos algumas opções.

Com a gravidez sempre tínhamos consultas e acompanhamento, Fernando fazia questão de me acompanhar em tudo, então quando estávamos em consultas Fernanda fica com Maiara, com meu pai, com Marcelo e até mesmo com meu sogro, que amava a pequena.

Tinha muito a agradecer, minha rede de apoio era maravilhosa.

Hoje cheguei um pouco mais tarde na empresa, teria que substituir a Marília em uma reunião após o horário comercial e por isso fiquei mais tranquila pela manhã. Passei o dia organizando os documentos para a reunião, estávamos tentando fechar um contrato importante.

No fim tudo deu certo, eles levaram cópias dos contratos para analisar com calma e pediram um prazo de uma semana para nos retornar. Sair da sala de reunião ainda com as mãos cheias de documentos, mas quando entrei na minha sala me assustei e deixei todos os documentos caírem.

-Deixa que lhe ajudo. /observei os documentos sendo recolhidos, enquanto olhava ainda apreensiva.

-O que faz aqui? /toquei minha barriga em sinal de proteção, não sabia até onde essa pessoa teria coragem de chegar.

-Me desculpa, não precisa ficar nervosa, não vou machucá-la. Só preciso falar com você. /olhei ainda do lado de fora para ver se havia alguém por perto, não confianva naquela mulher.

Salvina Mocó colocou os documentos sobre minha mesa e se afastou me dando espaço.

-Por favor... /ela pediu, não sei se confiava na mulher, mas parecia haver algo diferente nela, não via mais todo aquele ódio em seus olhos.

-Só seja rápida. /entrei e seguir até meu lugar. /-Sente-se por favor. /apontei para cadeira a minha frente.

Não sabia se estava fazendo o certo, mas eu decidi que a ouviria.

-Eu vim lhe pedir perdão... /a olhei surpresa. /-Sei que não há perdão para tudo que fiz, não há desculpas e muito menos algum tipo de reaproximação, mas quero que saiba que estou arrependida, que me arrependo profundamente de ter me metido entre você e Fernando. Estava tão cega pelo ódio que não vir o quando você o fazia e faz bem, que você o salvou de vira algo parecido comigo, o que lamentavelmente fiz com Rodrigo. /ela baixou a cabeça e vir as lágrimas escorrerem.

Nunca em toda minha vida havia visto aquela mulher chorar, nunca a vir frágil, arrependida e envergonhada. Mas agora, hoje, eu conseguia ver tudo isso em sua postura, sua fala e seus gestos.

Realmente Fernando era muito parecido com a mulher, e a cada gesto parecia que estava vendo o meu marido.

-Não entendo o que pretende. /falei, Salvina era uma mulher traiçoeira, apesar de achar que podia existir alguma verdade em sua fala, não podia esquecer tudo que ela foi capaz de fazer.

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