Entro no ônibus e procuro por um lugar vazio.

- Ei, é... Becca, quer sentar aqui?

Diz o Cullen, me chamando, e eu sorrio.

- Claro.

Me sento do seu lado e coloco minha mochila no chão.

Ele discretamente encosta na minha mão, acariciando ela com o polegar.

Sorrio, feliz.

- Então, está empolgada para o passeio?

Eu assinto.

- Eu simplesmente amo plantas, tudo.

- Sério? Eu não sou tão fã assim, mas acho elas bonitas.

Seus dentes brancos perfeitamente alinhados expressam um sorriso enquanto ele ri.

- Quer jogar um jogo?

Eu pergunto, e ele olha para mim, seus olhos me fitando intensamente como se quisesse ler minha mente.

- Qual jogo?

Ele esboça um sorriso de canto.

- Um jogo de perguntas. Para a gente poder se conhecer melhor, sei lá.

Ele assente lentamente.

- Uma pergunta... E se eu não quiser responder?

Eu sorrio.

- Três vezes. Você pode pular a pergunta três vezes. Depois você é obrigado a responder.

Ele assente.

- E se mentir?

Eu rio, empurrando ele de leve.

- O objetivo é dizer a verdade. Então você diz a verdade.

Ele sorri. Nós dois sabemos que vamos mentir. E muito.

- Ok, bom, eu começo... Cor favorita?

- Hum... Acho que aquele verde, mas o verde ou pastel ou azeitona, não aquele verde bandeira.

- Sério?

Ele parece genuinamente surpreso, e o questiono, afinal, eu amo verde.

- O que houve?

Ele ri, dando de ombros.

- Geralmente as pessoas evitam cores que remetam a Forks. Todo mundo odeia esse fim de mundo.

Eu rio, entendendo seu ponto.

Morar em Forks realmente parece o inferno.

- Mas e você, Cullen, gosta de Forks?

Ele ri, e suspira.

- Acho que sim. Com tempo, você passa a gostar daqui. E aqui eu acho que posso ser mais eu mesmo do que nos outros lugares.

Ele sorri de forma fofa. Realmente fofa.

- Minha vez... Comida favorita?

Eu suspiro.

- Você me pegou, essa é difícil. Mas eu acho que chocolate. Maravilhoso. E você, qual seu passatempo favorito?

- Eu? Acho que gosto de jogar Baseball com minha família.

Eu sorrio, rindo.

- Vocês são bem uma família dos esportes, não são?

Ele para e pensa por um momento.

- Pode-se dizer que sim. Minha vez, por que vieram para cá?

Eu sorrio. Essa é fácil.

- Leah, ela terminou e eu, como amiga dela, vim ajudar ela a lidar com o filho da puta do ex.

Ele ri, e sorri.

- Sua vez.

- Ok, deixa eu ver... Porque o doutor Cullen adotou todos vocês? Ele é tipo um filantropo?

Edward ri, e sorrio com a risada dele.

- Pode-se dizer que sim. E vocês, o que aconteceu com seus pais?

Meu semblante murcha e murmuro.

- Não vou responder essa, Cullen. Manda outra.

Ele concorda.

- Seu livro favorito é A Divina Comédia, não é? Porque?

Eu sorrio.

- Amo como Dante descreve o inferno... E gosto de pensar na ironia de que aqueles que não tiveram a sorte de nascerem depois do catolicismo nunca poderão entrar no inferno. Nem lá eles são bem vindos.

Ele suspira, mas concorda, enquanto eu rio.

- Fusca azul!

Digo, vendo um fusca e dando um tapa nele.

- Para com isso!

- Jamais!

Mostro a língua, antes de apoiar a cabeça no ombro dele, me sentindo segura.

Ele coloca uma mão ao redor da minha cintura, e me abraça.

Eu não morro, só desapareço por longos periodos de tempo!

Reescrito✅

Um novo diaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora