Capítulo 25

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Pov Elis

Depois de uma tarde agradável na casa da Chloe, decidimos estender nossa conversa por mais alguns minutos. A atmosfera na casa dela era sempre acolhedora, e a companhia dela tornava o tempo algo quase palpável, que escorria lentamente, mas de forma muito prazerosa. Conversamos sobre uma infinidade de coisas, desde temas leves e descontraídos até assuntos mais profundos e reflexivos.
Quando eram 17h, percebi que era hora de ir embora. Agradeci a Chloe pela hospitalidade e pelo tempo compartilhado, ela me acompanhou até fora e despedi-me com um sorriso.

Enquanto conduzia, perdida em meus pensamentos sobre o dia de hoje, deparei-me inesperadamente com Helena. Ela vinha na direção oposta, parecendo igualmente surpresa ao me ver.

Helena: não esperava cruzar-me contigo.

Elis: muito menos eu, para onde estás a ir? Queres carona? Eu posso acompanhar-te.

Helena: muito obrigada mas não precisa se preocupar.

Elis: insisto em levar-te.

Helena: está bem.- entrou no carro.

Elis: ias para casa, certo?

Helena: na verdade, eu.- parou de falar.

Elis: onde devo te levar?

Helena: estava indo para a casa do meu namorado e, bem, ele mora na periferia. Sei que pode ser meio longe e talvez diferente do que você espera. Sinto muito se isso for um incômodo. Estou um pouco nervosa com o que você vai pensar. Espero que não se importe muito...

Elis: não se preocupe! Eu entendo e não me importo. Não precisa ficar nervosa. Eu levo-te.

Helena: Obrigada, de verdade. Fico mais tranquila sabendo que você entende. Vamos lá então, vou te mostrar onde ele mora. Você vai ver que é um lugar simples, mas acolhedor.

Estacionei o carro na entrada do bairro, sentindo a energia vibrante do bairro. As ruas eram estreitas e movimentadas, com crianças brincando e vizinhos conversando nas calçadas. Helena estava no banco do passageiro, ajeitando a bolsa no colo com um sorriso animado.

Helena: a casa azul na esquina- apontou para frente.

Elis: ah, sim, estou vendo- respondi, tentando ignorar a leve apreensão. Apesar do ambiente diferente, sabia que Helena estava ansiosa para ver o namorado.

Encostei o carro em frente à casa indicada. Era simples, mas bem cuidada, com paredes pintadas de um azul claro e plantas em vasos coloridos na varanda. Uma mulher estava na porta, acenando para nós com um sorriso caloroso.

Helena: oi, Dona Juliana!-saiu do carro e pegou sua bolsa.

Juliana: oi, querida! Entrem, entrem!- respondeu olhando para mim em seguida. - Obrigada por trazê-la.

Desci do carro para acompanhar Helena até a porta. Queria ver de perto onde ela ficaria e garantir que estivesse confortável.

Elis: oi, Dona Maria. É um prazer conhecê-la. Qualquer coisa, estou à disposição - falei tentando ser educada e amigável.

Juliana: pode ficar tranquila. Aqui ela está em boas mãos.- Ela sorriu compreensiva.

Olhei para Helena, que já estava ao lado do namorado, ambos sorrindo.

Elis: divirta-se, Helena. E qualquer coisa, me manda uma mensagem, tá?

Helena: pode deixar, vou te avisar. Obrigada por me trazer. - me abraçou antes de se virar para o namorado e entrar na casa.

Enquanto voltava para o carro, observei as crianças brincando e os vizinhos trocando risadas. A alegria e a solidariedade que vi no bairro eram contagiosas. Dirigi de volta para casa, sentindo-me mais tranquila. Sabia que Helena estava em boas mãos e que, independentemente do local, a felicidade e a amizade eram o que realmente importavam.

Sem medo de amarOnde histórias criam vida. Descubra agora