Capitulo 68

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Pov Henrique

Marcos: Temos um lugar, é um lugar que um contacto meu mantém para emergências, fica do outro lado da ponte.

Henrique: Vou ligar para minha mulher e dizer para ela sair de casa.- Ele assentiu.

Ligação on 📲

Letícia: Amor?

Henrique: Precisamos sair agora, pegue uma mochila, coloque algumas roupas e documentos pessoais e vai até a Rua das flores n 12, é uma loja de concerto de bicicleta e pede para falar com o Samuel. Ele vai te levar para um lugar seguro, não conte nada pelo caminho.

Letícia: Henrique, o que está acontecendo?

Henrique: Vai agora, Letícia. Confie em mim, assim que chegares peça para falar com o Samuel.

Assim que chegamos no apartamento, Marcos ligou o notebook e reconectou o pen drive. Havia planilhas, contratos, fotos com legendas que colocavam nomes ao lado de rostos que eu via em jornais antigos e em conversas de bar que eu preferia não lembrar e havia, enterrado entre transações, algo que me congelou um documento com um carimbo que levava o meu nome completo.

Henrique: Ele guardou qualquer coisa que pudesse me recriminar

Marcos: Sim mas também deixou uma trilha, ele quer controlar o jogo e podemos usar isso contra ele.

Foi então que meu telefone vibrou mensagem chegando de um número desconhecido.

Era uma foto da Elis com a Chloe em uma pousada.
Com a seguinte legenda "Se acionares a promotoria, ela some. Venha até ao Cais, irás se encontrar com um intermédio meu."

Henrique: Merda, ele tem a Elis na mira, nos não podemos só entregar o arquivo à promotoria e esperar.

Marcão: Certo, temos duas opções, tentamos resgatar agora ou armamos uma isca. Usamos o pen drive como moeda de troca.

Henrique: Faremos a troca mas para garantir que não seremos enganamos, devemos fazer uma cópia do pen Drive.
Eu vou ser o bode expiatório, levo a cópia e encontro o intermediário e vocês tentam interceptar com a promotoria no local. Enquanto isso, quem tiver a Elis vira nossa prioridade e se for uma armadilha, eu pago com a minha pele.

Marcos: É suicídio se for só você, eu vou contigo.

Do nada, ouvimos passos do lado de fora do apartamento.

Xxx: Samuel? Abre, é a vigilância do bairro.

Sem pensar, levantei-me e fui até a porta. Abri a fresta.
Do outro lado, estavam dois homens com uniformes da polícia.

Polícia: Senhor, temos ordens de revistar o local, foi recebido aviso de que itens perigosos circulam por aqui.

Henrique: Procuram por algo específico?

Polícia: Um drive ou documentos, se cooperar, é melhor para todos.

Henrique: Não há nada aqui.

Polícia: Então abrimos com mandado.- respondeu, e empurrou a porta com força.

Marcos disparou do sofá num movimento que eu nem percebi anteriormente, em frações, ele bateu num dos invasores, o outro homem puxou uma arma e apontou para a porta. No meio disso tudo, recebi uma foto de Letícia, fechada na porta do carro que a levava com a seguinte legenda "Se fizer qualquer movimento, ela morre."

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