Capítulo 53

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Pov Elis

Chloe: Elis, o que está acontecendo?- Ela perguntou com um tom suave, mas também com um toque de confusão.

Elis: eu só não sei o que está acontecendo, Chloe. Eu te amo tanto, e tenho medo de não ser o suficiente... - minha voz falhou ao dizer essas palavras. Era difícil expor toda essa insegurança, mas parecia que eu não tinha escolha.

Chloe ficou em pé, olhando para mim por um momento, e então deu um passo em minha direção, colocando as mãos nos meus ombros com suavidade.

Chloe: Você é mais que suficiente, Elis. Eu nunca vou te trocar por ninguém. O Theo, ele é só um amigo, entende? Eu confesso que ele tem sido um bom apoio, mas não é mais que isso.

Elis: Eu sei mas, às vezes, parece que ele está sempre lá. E, por mais que eu confie em você, ele é tão... presente, tão fácil de conversar. Eu me sinto... deixada de lado, às vezes. E eu não sei se posso lidar com isso.

Chloe suspirou e me puxou para perto dela, abraçando-me com força. O calor do abraço me deu uma sensação momentânea de segurança.

No dia seguinte...

Eu e a chloe passaríamos o dia e a noite juntas já que a mãe estaria em casa do Lucas.
A chloe me pediu para dar uma saída rápida até o mercado para pegar alguns ingredientes que faltavam para o jantar. Eu estava um pouco cansada e não queria sair, mas ela insistiu.

Quando voltei, a porta estava aberta. O que achei ser apenas um esquecimento de Chloe, uma distração, logo me fez parar no meio da sala. A cena que eu vi estava gravada na minha mente. Chloe, no sofá, com Theo ao lado dela. Ele estava inclinado, tocando o rosto dela com uma leveza que me fez sentir um peso no estômago. O que me deixou mais atordoada foi a forma como ela reagiu. Chloe estava rindo, o tipo de riso doce que ela só usava quando estava completamente à vontade. Ela olhava para Theo com olhos tão suaves e carinhosos que me fizeram questionar tudo o que eu acreditava ser verdade.

Por um momento, fiquei paralisada na porta, sem saber o que fazer. Eu não queria acreditar no que estava vendo. Chloe estava tão próxima dele, quase como se não houvesse mais espaço entre os dois. O que mais me doía não era só a proximidade deles, mas a sensação de ser deixada de lado, de não ser a primeira em sua vida, em seus sentimentos.

Theo olhou para mim com uma expressão surpresa, mas Chloe, ao perceber minha presença, se afastou rapidamente. Ela parecia confusa, como se estivesse tentando entender o que estava acontecendo.

Chloe: Elis, eu... Eu posso explicar.

Suas palavras caíram no ar, mas algo em seu tom não parecia tão convincente quanto eu gostaria que fosse. Eu estava vendo a cena com os próprios olhos. O que eu deveria acreditar? O que estava acontecendo ali entre eles?

Theo tentou intervir, mas eu não queria ouvir o que ele tinha a dizer. O que ele podia dizer para me convencer de que aquilo não era o que parecia?

Elis: Não, Chloe. Eu vi o que vi. Não tem explicação.

Havia um nó na minha garganta, e a dor que senti era imensa. As palavras que ela disse logo em seguida não conseguiam apagar o que eu tinha visto, e a sensação de traição era como um peso esmagador.

Chloe: Eu juro, Elis, não é o que você está pensando.

Mas eu estava além de conseguir ouvir qualquer coisa naquele momento. Meu corpo estava em piloto automático, e antes que eu pudesse perceber, estava saindo pela porta.

Enquanto caminhava sem rumo, o céu começava a ficar escuro, e uma sensação de desorientação tomou conta de mim. A rua estava silenciosa, com as luzes da cidade piscando ao longe. Eu estava tão perdida nos meus próprios pensamentos, tentando entender o que eu tinha visto e se realmente havia algum motivo para minha insegurança, que não percebi o carro se aproximando.

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