Três anos atrás...
Michael
Mais um Halloween. Mais uma Devil's Night.
Poderia ser como qualquer outra... se não fosse a primeira vez desde que fomos pra faculdade. Damon diz que não conseguimos ficar longe disso por muito tempo. E por mais absurdo que soe, ele não tá errado. A verdade é que esse jogo — essa cidade — é nosso. Thunder Bay pertence a nós nessas noites. E o gosto de poder, de domínio, de transgressão... é doce demais pra resistir.
Dois anos longe daqui quase me fizeram enlouquecer. Faculdade. Treinos. O time de basquete. A rotina sufocante. Mas agora estamos de volta. E com ela... de volta.
— Então, qual a chance do meu trote esse ano superar o de vocês? — Will solta, estirado no sofá da sala de jogos. Nosso santuário. O coração da nossa irmandade.
— Nenhuma — Damon responde, com aquele sorriso convencido de sempre. — Aceitem logo, eu sou o melhor nisso aqui. Venço todo ano.
— Se por vencer você quer dizer pegar professoras no banheiro masculino... Parabéns, campeão — caio na gargalhada.
— Falou o cara que recusou a Sarah Robson. Aquela garota se jogaria de uma ponte se você pedisse. E se fosse pra transar ali mesmo, na frente de todo mundo, ela toparia. — Damon balança a cabeça, quase indignado.
— Ela tinha acabado de chupar você, seu animal. Você realmente acha que eu ia querer sentir o gosto do seu pau na minha boca? Nem fodendo. — reviro os olhos com nojo.
— Aquela boquinha dela sabe exatamente o que faz — Will acrescenta, quase nostálgico.
— Quando vocês dois pegarem alguma DST, não venham chorar no meu ombro — Kai solta, como sempre, o mais centrado.
— Falou o monge Kai, que precisa saber o nome do tataravô da garota antes de meter nela — Damon rebate.
— Só não me enfio em qualquer buraco sujo por aí, como vocês dois — Kai cospe com desdém.
— Ei! Vamos focar na porra da Devil's Night. É isso que importa — tento controlar a energia que começa a subir no ar.
— Vocês acham que ela vai vir? — Will pergunta, de repente mais sério.
— Não — Kai responde seco.
— Tenho certeza que sim — Damon rebate no mesmo segundo.
— Depois de tudo, ainda se perguntam? Ela esperou por isso tanto quanto a gente. — Minha voz sai firme. Quase íntima.
Isabella Hannah. Nossa maldição. Nossa obsessão. A garota que nunca teve chance.
Desde crianças, sempre demos um jeito de estar por perto. Vigiando. Observando. Protegendo... à nossa maneira. Um dia, quando ela tinha sete, um moleque beijou a bochecha dela na escola. Ouvi ela contando pro Erick, e naquela mesma tarde, demos um jeito de garantir que aquilo nunca mais aconteceria. Ele nunca mais chegou perto. Nem ele. Nem ninguém.
Ela não sabia, mas construímos muros invisíveis ao redor dela. E ninguém jamais ousou atravessá-los.
— Achei que a ideia era esperar até ela completar dezoito — Kai reforça, com a voz tensa.
— Quase dezoito. Já é grandinha o bastante pra decidir o que quer — Damon dá de ombros.
— Ninguém vai forçar nada. Ela vem se quiser. Damon só adiantou o convite.
— Mas lembrem-se... estamos falando da Bela — Kai frisa, quase como um aviso.
— A nossa Bela — Will ecoa.
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Sinful Night
FanfictionEssa é uma fic sobre a saga de livros de "Devils Night" da autora Penélope Douglas. Envolto por um harém reverso, onde a protagonista de relaciona com os quatro cavaleiros. ⚠️ALERTA⚠️ - Alto nível de violência explícita - Alto nível de palavras de...
